Bruno Valverde diz que preconceito contra ele veio mais da igreja do que dos metaleiros
Por Gustavo Maiato
Postado em 27 de maio de 2022
O baterista Bruno Valverde (Angra) é um dos grandes nomes da bateria do Brasil e recentemente tocou com Smith/Kotzen e Sepultura. O que poucos sabem é que desde o início de sua carreira seu background musical sempre foi tocar em igrejas.
Em entrevista ao podcast Batendo Cabeça, da Roadie Crew, Bruno Valverde foi perguntado se o fato de ter vindo do meio da igreja fez com que ele sofresse preconceito por parte dos metaleiros. Em sua resposta, o baterista afirmou que, na verdade, o hate maior contra ele vinha mais de dentro da igreja do que por parte da comunidade do metal.
"Teve hater, mas foi mais de dentro da igreja do que do pessoal do metal. Fui muito mais aceito pelos metaleiros. As críticas que eu recebia eram mais pelo fato de eu usar o traditional grip do que ser cristão ou não. Até porque, o brasileiro tem uma base forte que é cristã e católica. Só o pessoal do black metal truezão que talvez fale algo, mas esse cara nem vai ouvir Angra, né? Tem muito fã de Angra que é cristão. Na igreja, tem gente que ouve Angra meio escondido, sabe? Tive muito respeito", disse.
Em outro ponto, Bruno Valverde comentou sobre como é ser uma pessoa da igreja e frequentar os mesmos ambientes de pessoas que não seguem essa mesma linha.
"Ser da igreja ou não, não muda muita coisa. Agora, sobre beber ou não, não acho errado ou certo. Cada um faz o que quer. Sempre pensei assim. O mais importante é não precisar viver segundo o valor de onde você está. Você pode estar naquele meio, mas não necessariamente precisa fazer tudo que está acontecendo ali. Isso vale para quem é cristão ou não. Tem muita gente que começa a fazer certas coisas só pela influência. Não é uma questão de conservadorismo. Não gosto de beber, simplesmente não quero. Agora, tomo café para caramba. O médico pode dizer que está errado. Não tenho esse padrão moral de ficar policiando", concluiu.
Confira a entrevista completa aqui.
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