Resenha - In The Silence They March - Crystal Eyes

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Fernando De Santis
Enviar Correções  

9


Após lançar um disco de estréia muito bom, dizem que uma das tarefas mais árduas de uma banda é lançar um segundo álbum tão interessante quanto o primeiro. E foi o que aconteceu com a banda sueca Crystal Eyes, com o lançamento do segundo álbum da carreira deles, chamado "In The Silence They March".

Gigwise: as capas mais polêmicas dos anos 2000

Guitar World: os 100 melhores guitarristas de hard rock

Com grandes influências de Helloween, da época do "Walls Of Jericho", o Crystal Eyes abusa do bom gosto e da qualidade nas composições. É um Power Melódico de primeira linha, com guitarras totalmente sincronizadas, linhas de baixo e bateria cativantes e um vocal beirando a perfeição, que em muitos momentos lembra Kai Hansen.

A abertura do álbum já serve como choque (no bom sentido) para os ouvidos dos amantes do Metal. Após as primeiras notas da introdução de "Time Flight", o vocalista Mikael Dahl solta um "grito" daqueles, típicos do estilo, capaz de quebrar uma taça de cristal. A música de abertura, assim como as demais músicas do álbum, tem como característica os refrões super contagiantes. Embora a banda insista em dizer que eles procuram fazer um som novo, diferente das demais bandas, eles seguem aquela linha tradicional do power melódico: introdução + vocal + bridge + refrão + vocal + bridge + solo + bridge + refrão + refrão em tom acima. Porém, mesmo seguindo a mesma fórmula das demais bandas, todas as canções do Crystal Eyes são sensacionais, pois se eles não são muito de inovar na "formação" da música, eles capricham nos bridges e nos refrões.

O álbum conta com 12 músicas fantásticas e os destaques são "The Grim Reaper’s Fate", com bases "cavalgadas" e riffs precisos, e a música-título do álbum, "In The Silence They March", onde mais uma vez o destaque é o refrão e os solos super bem elaborados. A versão nacional do CD, lançado pela "Rock Brigade/Laser Company", ainda conta com o bônus "Mindtraveller".

Crystal Eyes deixa de ser uma revelação no cenário do metal e passa ser uma banda madura, e o vocalista Mikael Dahl, além de ser um grande vocalista, demonstrou ser um compositor de ótima qualidade, pois o cara escreveu todas as músicas (melodias) do álbum e ainda colaborou em algumas letras.




Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Gigwise: as capas mais polêmicas dos anos 2000Gigwise
As capas mais polêmicas dos anos 2000

Guitar World: os 100 melhores guitarristas de hard rockGuitar World
Os 100 melhores guitarristas de hard rock


Sobre Fernando De Santis

Paulistano, nascido em 1979, Fernando De Santis passa grande parte do seu tempo viajando entre São Paulo, Santos e Curitiba. Nas horas de viagens dentro de ônibus ou aviões, costuma ouvir Hard Rock, Heavy Metal e demos de qualquer estilo. Atualmente trabalha como webdesigner para o Estado de São Paulo. Mantém o site "We Burn", dedicado ao Helloween desde 1998, que nunca lhe trouxe nenhum dinheiro, mas rendeu muito amigos.

Mais informações sobre Fernando De Santis

Mais matérias de Fernando De Santis no Whiplash.Net.

adWhipDin adWhipDin adWhipDin