Resenha - Pennybridge Pioneers - Millencolin
Por Marcelo Valença
Postado em 19 de dezembro de 2000
Esqueça tudo o que você conhece sobre o Millencolin. Esqueça o Tinny Tunes, nem pense no Life On A Plate. For Monkeys? Nem tente! Pennybridge Pioneers é uma revolução no som desta banda sueca. Parece o fim das poppy pushy songs que marcavam a banda, das misturas de softcore com ska. Não, isso não é ruim. Pelo contrário, ficou excelente!

Foi uma atitude arriscada, mas o disco de estréia da banda na Epitaph Records mostra que o Millencolin realmente vestiu a camisa do selo. O som está mais pesado, as guitarras estão mais vigorosas e distorcidas, a bateria está mais forte também. A única semelhança que me lembrava o antigo estilo da banda é a voz de Nicola, inconfundível.
O disco começa com "No Cigar", a música que logo rompe as fronteiras com o passado do grupo. Confesso que me assustou um pouco, esperava aquele lá-lá-lá característico do Millencolin mas, à medida que o disco ia passando, comecei a considerar o CD um dos melhores que escutei durante o ano. Na seqüência, "Fox", "Material Boy", e muitas outras vão mantendo o ritmo (e por que não o peso?) da banda.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Lá pela sétima ou oitava música é que você começa a perceber que realmente o disco é do Millencolin. Calma, não estou me contradizendo ao dizer isso. Os mais incautos descobrirão as características dos discos passados em "Devil Me", "Hellman"... mas, repito, sem ska com softcore! O que se percebe são as excelentes melodias e jogos de vozes que o Millencolin tornou clássico.
E é isso. O disco é dez. A mudança foi positiva. Para aqueles que conhecem a banda e se lembram do For Monkeys, eu afirmo: quando eles diziam que o melhor que sabiam fazer eram as poppy pushy songs, eles estavam errados. Este disco parece ser uma continuação do Life On A Plate, do estilo de Bullion, esquecendo do último disco, o que não é negativo. Sinceramente, nem um pouco.
Músicas:
1- No Cigar
2- Fox
3- Material Boy
4- Duckpond
5- Right About Now
6- Penguins and Polarbears
7- Hellman
8- Devil Me
9- Stop to Think
10- The Mayfly
11- Highway Donkey
12- A-Ten
13- Pepper
14- The Ballad
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