Resenha - Unleash the Fury - Yngwie Malmsteen
Por Clóvis Eduardo
Postado em 15 de maio de 2005
Nota: 9 ![]()
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Para quem prefere jogar video-game a ficar ouvindo um cd de um instrumentista, seja lá violão, gaita de boca, saxofone, cítara ou guitarra que ele toque, aviso que desta vez, Yngwie Malmsteen, figura incontestável da cena do metal mundial, dá motivos para desligar um pouco a televisão, pelo menos em alguns momentos.
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Gordo ele há algum tempo não é mais. E estava virando um costume assistir os DVDs do cara e dar mais gargalhadas pela forma dele do que ficar boquiaberto pela técnica. Talvez o exagero exposto neste review comprove o que muita gente gosta de falar. Por que não integrar vocais às músicas? Mesmo que o músico toque com os dedos da mão, do pé, com a língua, com a orelha ou o umbigo, nada como ouvir uma interpretação a mais em uma música, e é nestes casos que podemos perceber uma certa melhora.
E que melhora! Os santos vocais de Doogie White demonstrados pela experiência adquirida na estrada com Rainbow, Pink Cream 69 dentre tantas outras ajuda a tornar "Unleash the Fury" muito mais atrativo. Junto ao próprio Malmsteen, o cara dá vida às composições em que participa, de um jeito que só ele sabe fazer. Aí sim o magro Malmsteen deixa rolar uns riffs mais básicos e sem frescuras. Já outros grandes vocalistas tiveram boas interpretações na banda, mas desta vez, está especial.
Mas mesmo assim, a parte de solos, bem, você pode tentar fazer junto comigo. Passe a mão naquele violão tonante do vovô. Soltemos a quarta música, Crown of Thorns e vamos imitar o solo. Epa! Errei. Volta a música. De novo... errei. Mais uma vez... não. É a última vez... droga! Pára tudo. Deixa a música rolar sozinha, que meu talento vou tentar descobrir em outro lugar. É sempre assim. Dá um nó nos dedos, você gruda a cara no instrumento e o máximo que faz é querer duvidar mais e mais da técnica daquele sujeito.
No caso, não é o primeiro, e nem o último trabalho do sueco que é esse virtuosismo louco. Muito pelo contrário, em mais de 25 anos de carreira, o instrumentista larga tudo o que o cérebro pode compor em dedilhações e palhetadas. Mas tudo soa sempre tão esplendoroso, que fica até sem graça. É aí que valorizamos a aparição de Doogie, que com certeza, acrescentou em muito ao trabalho. Não deixemos de fora, claro, o forte baterista Patrik Johansson e o tecladista Joakim Svalberg.
Escute "Beauty and a Beast", "Let the Good Times Roll", "Cracking the Whip" e "Unleash The Fury". Pode ser que o video-game de fato seja mais atrativo do que o CD de um cara que já lançou mais discos, vídeos e linhas de roupa do que a Xuxa, mas os novos tempos que vieram com o regime de Malmsteen, fizeram muito bem à ele, e à própria música.
Tracklist:
1. Locked & Loaded
2. Revolution
3. Winds Of War (Invasion)
4. Crown Of Thorns
5. The Bogeyman
6. Beauty And A Beast
7. Cracking The Whip
8. Fuguetta
9. Cherokee Warrior
10. Guardian Angel
11. Let The Good Times Roll
12. Revelation (Drinking With The Devil)
13. Magic And Mayhem (instrumental)
14. Exile
15. The Hunt
16. Russian Roulette
17. Unleash The Fury
18. Paraphrase (instrumental)
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