Resenha - Atlantic Crossing - Rod Stewart

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Por Everi Rudinei Carrara
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Ano: 1976

Quando ROD STEWART cruzou o oceâno atlântico para
lançar este disco, ele já havia produzido o melhor de
sua carreira musical ao lado de JEFF BECK, do grupo
FACES, e seus primeiros discos solos. Rod Stewart
passou a ser acompanhado por músicos norte-americanos,
e sua voz e estilo inconfundíveis mantiveram-se
soberanos em ATLANTIC CROSSING (1976).

A capa nos mostra
uma caricatura do cantor atravessando o mar, deixando
as terras britânicas, o público escocês sempre
fidélissimo, as roupas e estampas em xadrez, as
bebedeiras homéricas e costumeiras ao lado dos amigos
do FACES... para viver na América em busca de sucesso e
fortuna.

ATLANTIC CROSSING para mim sinaliza o que ROD
ainda poderia nos apresentar de melhor em baladas e
puro rock and roll. Em alguns momentos deste disco,poderemos ouvir
o som de bandolins (típicos nos primeiros trabalhos dele),
e a guitarra com aquela marcação seca, bem ao estilo
dos ROLLING STONES. As baladas são ótimas, nunca
descambam para a melosidade banal.

O grande sucesso
comercial deste disco foi SAILING, uma balada inspirada,
que projetou ROD para o resto do mundo conquistando a
América implacavelmente, com voz deliciosamente rouca e
um arranjo de guitarra perfeito. Quem gostava do FACES
não se decepcionou, porque este disco mantinha a fúria
essencial que começava a faltar entre alguns artistas
contemporâneos de Rod, culminando com o protesto punk
que tomou de assalto o final da década de 70. De lá
para cá, ROD obteve êxito comercial e fortuna, mas
permaneceu em ATLANTIC CROSSING, talvez, o último
registro do que ele ainda sabia fazer pelo rock.

Pergunto às pessoas que gostam de rock sobre essa
possível "perda de referência" comum aos grupos e
artistas, depois que se estabilizam
financeiramente, conquistando tempo e disponibilidade
para produzirem melhores trabalhos musicais, novas
concepções estéticas... por que não o fazem? Será que
essa alquimia não poderia ser resgatada por esses
mesmos artistas, em alguns momentos de suas glamorosas
carreiras?

Destaco THREE TIME LOSER, ALL IN THE NAME OF
ROCK AND ROLL, STONE COLD SOBER, IT'S NOT THE SPOTLIGHT,
I DON'T WANT TO TALK ABOUT IT, e DRIFT AWAY.

Everi Rudinei Carrara é editor da coluna Telescópio.




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