O gênero que Rod Stewart disse ter "os maiores cantores de todos os tempos"
Por Gustavo Maiato
Postado em 13 de outubro de 2025
Para Rod Stewart, ser um cantor de rock nunca significou ficar preso a um único estilo. Mesmo os artistas mais consistentes acabam sentindo necessidade de se reinventar, e Stewart sempre foi um desses músicos inquietos - alguém disposto a mudar de rumo para continuar desafiando a própria voz e sua arte.
Desde os tempos de The Jeff Beck Group, Stewart já mostrava facilidade em reinterpretar grandes clássicos, como "You Shook Me". Na carreira solo, fez o mesmo - basta lembrar que um de seus maiores sucessos, "Downtown Train", veio da pena de Tom Waits. Mas, para realmente se testar, ele sabia que precisava ir além do rock e enfrentar um repertório digno dos maiores vocalistas da história.

Nos anos 2000, enquanto o rock clássico perdia espaço para o indie e o underground, Stewart decidiu seguir por um caminho diferente: mergulhar no jazz tradicional e nos standards do Great American Songbook. Foi um passo ousado - e arriscado. A entrevista foi resgatada pela Far Out.
"Ainda amo o rock 'n' roll, mas isso é um desafio. Essas músicas não são fáceis de cantar. Elas foram interpretadas por alguns dos maiores cantores que já viveram," disse Stewart. "Se você quer cantar essas canções, precisa saber que está competindo com Billie Holiday, Ella Fitzgerald e Louis Armstrong."
Rod Stewart e jazz
Para ele, esses artistas representavam o auge da expressão vocal - os intérpretes que transformaram melodias simples em obras imortais. Era o tipo de desafio que exigia técnica, emoção e, sobretudo, respeito pela tradição.
Os álbuns de Stewart dedicados ao Great American Songbook mostraram um cantor em busca de algo além dos hits de rádio. Ele queria provar que, por trás do timbre rouco que marcou o rock britânico, havia um vocalista capaz de dialogar com a elegância de Sinatra, a doçura de Ella e o swing de Armstrong.
E, embora ninguém espere ouvir Rod Stewart em "The Way You Look Tonight" e pensar imediatamente nos ícones do jazz, o resultado foi surpreendente - um tributo sincero, mais voltado à reverência do que à comparação. "Essas músicas exigem humildade. Não se trata de superar os grandes, mas de prestar homenagem a eles," disse o cantor em entrevistas na época.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



5 clássicos do rock cujas letras envelheceram mal
Nazareth abre a turnê brasileira em Vitória com clássicos de cinco décadas
Jennifer Finch, baixista da L7, morre aos 59 anos devido a um câncer cerebral
Quando Robert Plant enquadrou uma banda por plágio e levou o troco na mesma hora
A música do Toto que se tornou trilha sonora do vôlei na Rede Globo
Malcolm e Angus Young explicam por que o AC/DC não desistiu após morte de Bon Scott
A canção de Alice Cooper que ajudou a mudar os rumos do rock nos anos 70
A música de Bruce Dickinson que tem riff no estilo Scorpions
O dia em que Ozzy Osbourne entrou em um protesto contra ele mesmo e ninguém percebeu
Mick Box, guitarrista do Uriah Heep, conta como Brexit dificultou tudo para bandas britânicas
A banda que vendeu milhões nos anos 70 e hoje não aparece nas listas de rock clássico
Com Corey Glover (Living Colour) nos vocais, One Tribe Nation lança cover do Black Sabbath
Rachel Bolan, do Skid Row, comenta sua relação com o punk rock: "Uma influência enorme"
Mick Jagger e Keith Richards aprovam o uso de IA para fazer música, mas com uma condição
A influência de Bon Scott em "Back in Black" (AC/DC) segundo Angus Young
A maior música da história dos anos 1980, segundo o lendário Rod Stewart
Quando Rod Stewart se recusou a cantar aquele que virou um dos maiores clássicos dos Faces
Os melhores álbuns de todos os tempos, segundo Eric Martin, do Mr. Big
Elton John revela qual o maior cantor de rock que ele ouviu em sua vida
Futebol: 10 Rock Stars amantes do esporte
Slash: 15 grandes registros em músicas de outros artistas


