Resenha - Eternal Endless Infinity - Visions of Atlantis
Por Leandro Testa
Postado em 10 de janeiro de 2003
Se você, caro leitor, tivesse a opção de comprar um produto "normal" e o outro genérico pelo mesmo preço, qual dos dois você escolheria? Pois é, eu também. Agora, e se você tivesse todos os originais e, não saciado, resolvesse adquirir o alternativo só para controlar essa disritmia impulsiva que toma conta de você? Aí tudo bem, não é?

Bem, com essa onda de cantoras líricas, tem ‘neguinho’ correndo pra todo lado, adoidado atrás da sua diva e por contar com tal atributo, a apresentação do Visions of Atlantis vem da seguinte forma: "A NOVA revelação do metal melódico austríaco, seguindo o estilo Nightwish e Edenbridge". Concordo plenamente. Não em termos de "grata surpresa", mas sim por realmente se tratar de uma banda nova, tanto em termos de existência, quanto à própria jovialidade de seus integrantes. Como o álbum foi gravado em fevereiro de 2002, o mais velho contava com apenas 24 anos, ao passo que a vocalista vivera somente 17 verões, chutando aí uma média geral de 22 primaveras pelo fato do tecladista não ter revelado a sua idade. Por isso, devo dar um desconto pela falta de experiência do conjunto, e até tentar esquecer que eles de fato se escoram nas duas bandas supracitadas. Eu disse "tentar", mas meu amigo, êta tarefa difícil...
O que lhe interessa é se o som é bom? Mesmo que eu relute, sou levado a responder afirmativamente, seja pelos solos melodiosos e bem encaixados, pela variedade musical em si, somada ao fato de que diferentemente do que se ouve por aí, a soprano age em igual proporção, ou até menos, que o seu parceiro de cantoria. Por esse motivo, "enjoar" não é uma palavra cabível ao Visions of Atlantis, que pode pecar aqui e acolá, mas sabe agradar. Músicas ‘up-tempo’ como "Lords of the Sea" (a que abre os shows) chamam a atenção principalmente pelo poderoso estribilho, provavelmente o que Chris Stani se dá melhor (+1), provando que seu timbre mediano talvez se adapte melhor aliado aos velozes dois bumbos do Power Metal. A seguinte traz outro exemplo disso, a quase rápida "Seduced Like Magic", que conta com um ‘bridge’ muito interessante e mantém o nível em seu clímax (+1). Do lado oposto, Nicole Bogner nem sempre acerta, e quiçá seus estudos a façam melhorar para o futuro, contudo, na primeira das acima arroladas, seu alcance destoa um pouco e acaba por dar uma má impressão (-1). Estranho mesmo, e ainda assim curioso é o refrão de "Mermaid’s Wintertale", em que sua interpretação dá indícios de que irá sumir à medida que ela prossegue (-1), algo como se estivesse procurando um cilindro de oxigênio depois de um racha com o Zequinha Barbosa (fala aí, nunca leste uma hipérbole assim), mas que ao mesmo tempo é grudento como piche quente (+1). Ah, sim! O seu trecho disco music a la Bee Gees merece no mínimo um meio ponto (hua hua hua hua).
Músicos de conservatório ou não, iniciantes ou não (a despeito de incursões prévias), eles fazem o som com que mais se identificam, algo ainda mais explicitado se analisarmos as bandas preferidas de cada um deles (uns até escancarando... melhor concerto, melhor música, melhor show que já fizeram na vida ao lado de cicrano de tal), lista da qual não foge o Sonata Arctica, sendo bom lembrar que, não fosse o oportunismo das gravadoras, o sexteto poderia estar ralando no momento e ainda sem contrato assinado. De qualquer modo, chega a ser legal o fato do guitarrista Werner Fiedler já ter integrado uma horda black metal, mostrando um ecletismo benvindo aos instrumentistas, e outro que agrada é o baterista/líder Thomas Caser, que, por sua vez, comanda muito bem suas partes (+1). Só faltava ele se chamar Tuomas (não é?) e pode até parecer perseguição, mas o encarte deste ‘debut’ é inteirinho escrito com a mesma letra que o Nightwish sempre utilizou, fora o fato de que ela igualmente se encontra no website de ambas (-1)... não dá raiva? Todavia, existe um fator preponderante para com a maior das diferenças entre a ré e a acusada: esta perde em graciosidade (além de não conter 1/3 do peso). "The Quest", por exemplo, é do começo ao fim um plágio declarado (-1), justamente com o estilinho de teclado com que eu menos me identifico da fonte de que adveio. Pelo menos, a divulgação citada lá em cima está sendo feita de forma correta, dizendo exatamente o que você ouvirá deste grupo.
Agora junte tudo e façamos as contas: Ponto de partida – qualidade (+8), o trabalho gráfico é muito, mas muito bem feito (+1), a produção podia ser melhor (neutro) e apesar de bonita, alguém aí, por obséquio, consegue me dizer para que serve uma introdução de 16 segundos? Só para dizerem "ô, tem dez músicas!!!"? E eu respondo "Inverdade! Tem nove..." [não se deixe enganar... (-1)]. Finalizando a apuração, a mina é gatinha (+1), ao passo que os caras são disformes (-5). Pensando bem, isso eu nem vou contar... Resultado: Nota 7
Duração – 44:10 (9 músicas)
Website oficial: www.visionsofatlantis.at.tf
OBS: Contagem meramente simbólica.
Material cedido por:
Hellion Records – www.hellionrecords.com
Rua 24 de Maio, 62 – Lojas 280 / 282 / 308 – Centro
CEP: 01041-900 São Paulo – SP – Brasil
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