Matérias Mais Lidas

imagemA fundamental diferença entre Paulo Ricardo e Schiavon que levou RPM ao fim

imagemSystem of a Down: por que Serj Tankian não joga mais nenhum vídeo game?

imagemRoger Daltrey revela a música "amaldiçoada" que o The Who não toca mais ao vivo

imagemEvanescence anuncia a saída da guitarrista Jen Majura

imagemLars Ulrich diz que shows do Metallica na América do Sul foram incríveis

imagemKiko Loureiro defende surgimento de banda que seria "Greta Van Fleet do Iron Maiden"

imagemOzzy Osbourne diz que está bem aos 73 anos, mas sabe que sua hora vai chegar

imagemRitchie Blackmore revela como o impactou a chegada de Jimi Hendrix na Inglaterra

imagemOzzy Osbourne dá sua opinião sobre o streaming e dispara contra Spotify; "É uma piada"

imagemA visão de Arnaldo Antunes sobre sua timidez no período da adolescência

imagemSe vira nos 30: Andre Matos tomou cano de produtor e fez milagre pra agradar fãs

imagemVinte excelentes músicas do Iron Maiden escritas pelo "chefe" Steve Harris

imagemRobert Trujillo conta como uma abelha e "migué" quase causaram treta com James Hetfield

imagemFreddie Mercury revelou em 1985 como foi conciliar carreira solo e o Queen

imagemO clássico dos Rolling Stones que levou mais de 30 anos para ser tocado ao vivo


Stamp

Resenha - House Of Atreus; Part II - Virgin Steele

Por Haggen Kennedy
Em 23/11/00

Nota: 10

Bandas grandes são aquelas que conseguem a façanha de lançar discos clássicos em seqüência. Lógico que tudo tem um limite, e não é fácil ultrapassar a marca de sucesso e vitória que certos discos deixam gravados no mármore reluzente do passado de um grupo. Por isso mesmo, é extremamente surpreendente o fato de um conjunto com nomes como "Marriage of Heaven and Hell" e "Invictus" no currículo se exceder em sua busca da evolução e ser capaz de mostrar ainda mais potencial do que foi-se apresentado no decorrer da carreira. E mais pungente ainda é perceber que, ao discorrer sobre a primeira parte da saga, "The House of Atreus Act I", tinha-se pensado que não haveria meios de surgir com um disco que fosse tão bom quanto ele. Melhor ainda? Impossível. Ou melhor, quase impossível. Porque a verdade está aí para que todos vejam: David DeFeis conseguiu novamente.

É difícil acreditar, contudo este é realmente o fastígio definitivo do Virgin Steele. O refocilamento de seus integrantes - em especial de DeFeis - explica a dilação de "Act II". Muito provavelmente a contumácia do vocalista em construir um trabalho que superasse todas as expectativas foi a principal razão para esse procrastinamento, de certa forma, acentuado. Todavia, os fins justificam os meios, e o novo petardo estabelece-se como a nova força Steeliana.

A parte lírica do álbum é imaculável. A história dos descendentes de Atreu é contada de modo fenomenal; os jogos de intriga e prevaricação são narradas em destreza nababesca; o relato da queda da casa de Atreu é chacinante. A parte melódica, por sua vez, apenas corrobora o predicado insofismável de todo o esforço colocado na realização desse disco. E, impressionantemente, disco esse que, na verdade, são dois.

"Act II" impõe-se, hirsuto, a qualquer um que ouse desafiá-lo a ouvi-lo e não gostar do que está presente. Com um set de 10 músicas perfeitas na primeira parte da história (ou chame de 'primeiro CD', se quiser), chega a ser engraçado o modo como as 12 faixas do segundo disco exibem igual nível.

Um CD perfeito é, supostamente, algo impossível de existir. Mas quando se tem nas mãos 23 músicas, dentre as quais não há sequer uma única ruim, e uma história forte relatada num nível de iguais proporções, fica difícil dar menos do que isso - principalmente quando se deu 9 no "capítulo" (ou diga "disco", se quiser) anterior, e vê-se facilmente que o novo, "Act II", é melhor que aquele. Perdoem-me os mais radicais, mas esse álbum merece. O único problema nessa estória toda foi fazer um review a altura desse petardo. Ainda bem que DeFeis não sabe português...

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Como show do Virgin Steele contribuiu para fim da formação clássica do AngraComo show do Virgin Steele contribuiu para fim da formação clássica do Angra

Virgin Steele: David DeFeis promete um novo álbum pesadíssimo


David DeFeis: os álbuns que marcaram o vocalista



Sobre Haggen Kennedy

Nascido ao fim dos anos 70 e adolescido em meio ao universo metálico, Haggen Heydrich Kennedy já trabalhou e atuou numa vultosa gama de atividades, como o jornalismo, o desenho, a informática, o design e o ensino, além de outros quefazeres. Atualmente vive em Atenas, Grécia, onde estuda História, Arqueologia e Grego Antigo na Universidade de Atenas. A constante nesse turbilhão de ofícios, todavia, sempre constituiu-se de dois fatores: as línguas (ainda hoje trabalha com tradução e interpretação) e a música - esse último elemento, definitivo alimento espiritual.

Mais matérias de Haggen Kennedy.