Resenha - Be my God - Lullacry

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Por Sílvio Costa
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Eles são finlandeses, o disco foi lançado pela Spinefarm e redistribuído pela Century Media. Possuem uma bela "frontwoman" - Tanya, que hoje não está mais na banda. As semelhanças com o Nightwish não acabam por aqui (até o nome de alguns membros guardam semelhanças com os do Nightwish...). Neste álbum, lançado em 2001, o grupo formado por SamiVauhkonen e Sauli Kivilahti nas guitarras, Jukka Outinen (eu não disse...) na bateria e Heavy no baixo, além da já citada Tanya nos vocais, é uma bela reunião de 11 temas que oscilam entre o heavy rock (um hard rock mais pesado seria a definição mais adequada) e o gothic metal, sem, no entanto, fazer clara opção por nenhum dos dois estilos.
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A princípio pode até parecer que se está falando de mais uma das centenas de bandas-clichê, que amontoaram teclados, vocais femininos e letras abstratas, surgidas nos últimos cinco ou seis anos. Entretanto, quando o disco começa a rolar, dá para notar que há algo de novo. Primeiro é o fato de que o vocal não é angelical, mas bastante "rocker". Embora o timbre da vocalista não chegue a ser muito semelhante, dá para traçar um paralelo entre a voz de Tanya e de cantoras como Kimberly Goss (Sinergy) ou Johanna dePierre (Amaran). É um disco que merece ser ouvido, antes de qualquer coisa, com ouvidos abertos à novidade.

A melhor faixa do disco é a última, chamada "Firequeen". Com uma levada que chega a lembrar o Lacuna Coil em seus momentos mais depressivos, esta música apresenta belas linhas de guitarra, sempre variando entre levadas mais agressivas e mais atmosféricas. Outro destaque é a faixa-título, cujas vocalizações agressivas e base pesada e cheia de variações rítmicas, chegam a lembrar bandas mais pesadas, como o próprio Amaran. A faixa mais "Nightwish" do disco é "Without the Dreamer", que, apesar da ausência de teclados, é marcada por riffs bastante melódicos e por um fortíssimo refrão.

O fato de a banda não utilizar teclados é um ponto positivo e que contribui para a construção de uma identidade própria. O Lullacry pode até nem ser a banda mais original do mundo, mas soa menos derivativa que muita coisa vendida como inovadora e revolucionária que se vê por aí.

Para concluir, acho que muito em breve veremos a Finlândia suceder a Suécia como a maior fonte de bons grupos de música pesada. Li uma resenha aqui mesmo no Whiplash em que se falou em New Wave of Swedish Heavy Metal. Que tal ampliarmos para algo como New Wave of Scandinavian Heavy Metal?

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Sobre Sílvio Costa

Formado em Direito e tentando novos caminhos agora no curso de História, Sílvio Costa é fanzineiro desde 1994. Começou a colaborar com o Whiplash postando reviews como usuário, mas com o tempo foi tomando gosto por escrever e espera um dia aprender como se faz isso. Já colaborou com algumas revistas e sites especializados em rock e heavy metal, mas tem o Whiplash no coração (sem demagogia, mas quem sabe assim o JPA me manda mais promos...). Amante de heavy metal há 15 anos, gosta de ser qualificado como eclético, mesmo que isto signifique ter que ouvir um pouco de Poison para diminuir o zumbido no ouvido depois de altas doses de metal extremo.

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