Resenha - Be my God - Lullacry
Por Sílvio Costa
Postado em 09 de fevereiro de 2004
Eles são finlandeses, o disco foi lançado pela Spinefarm e redistribuído pela Century Media. Possuem uma bela "frontwoman" - Tanya, que hoje não está mais na banda. As semelhanças com o Nightwish não acabam por aqui (até o nome de alguns membros guardam semelhanças com os do Nightwish...). Neste álbum, lançado em 2001, o grupo formado por SamiVauhkonen e Sauli Kivilahti nas guitarras, Jukka Outinen (eu não disse...) na bateria e Heavy no baixo, além da já citada Tanya nos vocais, é uma bela reunião de 11 temas que oscilam entre o heavy rock (um hard rock mais pesado seria a definição mais adequada) e o gothic metal, sem, no entanto, fazer clara opção por nenhum dos dois estilos.

A princípio pode até parecer que se está falando de mais uma das centenas de bandas-clichê, que amontoaram teclados, vocais femininos e letras abstratas, surgidas nos últimos cinco ou seis anos. Entretanto, quando o disco começa a rolar, dá para notar que há algo de novo. Primeiro é o fato de que o vocal não é angelical, mas bastante "rocker". Embora o timbre da vocalista não chegue a ser muito semelhante, dá para traçar um paralelo entre a voz de Tanya e de cantoras como Kimberly Goss (Sinergy) ou Johanna dePierre (Amaran). É um disco que merece ser ouvido, antes de qualquer coisa, com ouvidos abertos à novidade.
A melhor faixa do disco é a última, chamada "Firequeen". Com uma levada que chega a lembrar o Lacuna Coil em seus momentos mais depressivos, esta música apresenta belas linhas de guitarra, sempre variando entre levadas mais agressivas e mais atmosféricas. Outro destaque é a faixa-título, cujas vocalizações agressivas e base pesada e cheia de variações rítmicas, chegam a lembrar bandas mais pesadas, como o próprio Amaran. A faixa mais "Nightwish" do disco é "Without the Dreamer", que, apesar da ausência de teclados, é marcada por riffs bastante melódicos e por um fortíssimo refrão.
O fato de a banda não utilizar teclados é um ponto positivo e que contribui para a construção de uma identidade própria. O Lullacry pode até nem ser a banda mais original do mundo, mas soa menos derivativa que muita coisa vendida como inovadora e revolucionária que se vê por aí.
Para concluir, acho que muito em breve veremos a Finlândia suceder a Suécia como a maior fonte de bons grupos de música pesada. Li uma resenha aqui mesmo no Whiplash em que se falou em New Wave of Swedish Heavy Metal. Que tal ampliarmos para algo como New Wave of Scandinavian Heavy Metal?
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Fãs de Angra piram: Rafael Bittencourt confirma que Edu Falaschi vai ao Amplifica em 2026
O melhor disco de heavy metal de 2025, segundo o Loudwire
Para Mikael Akerfeldt (Opeth), o rock/metal progressivo virou regressivo
"Parecia Def Leppard ou Bon Jovi": vocalista explica recusa a convite do Pantera
O maior cantor de todos os tempos para Steven Tyler; "Eles já tinham o melhor"
Dave Mustaine fala sobre "Ride the Lightning" e elogia Lars Ulrich: "Um excelente compositor"
O categórico argumento de Regis Tadeu para explicar por que Jimi Hendrix não é gênio
Os 5 discos de rock que Regis Tadeu coloca no topo; "não tem uma música ruim"
A banda que fez Jimmy Page passar vergonha; "eu não queria estar ali"
Loudwire escolhe parceria feminina como a melhor música de heavy metal de 2025
Motörhead "salvou" baterista do Faith No More de ter que ouvir Ted Nugent
3 gigantes do rock figuram entre os mais ouvidos pelos brasileiros no Spotify
Tony Iommi faz um balanço do ano que passou e promete álbum solo para 2026
O fenômeno do rock nacional dos anos 1970 que cometeu erros nos anos 1980
Nervosismo, exaustão e acidente marcaram primeiro show oficial de Nick Menza com o Megadeth
Cinco músicas escritas em homenagem a Layne Staley (Alice in Chains)
As únicas duas músicas do Iron Maiden que todos os vocalistas da banda já cantaram
Estudo aponta qual a banda de Heavy Metal que mais vendeu discos na história

Edguy - O Retorno de "Rocket Ride" e a "The Singles" questionam - fim da linha ou fim da pausa?
Com muito peso e groove, Malevolence estreia no Brasil com seu novo disco
Coldplay: Eles já não são uma banda de rock há muito tempo



