Resenha - L_ve - Jeniffer Black
Por Carlos Roberto Merigo Filho
Postado em 17 de abril de 2000
Nota: 3 ![]()
![]()
![]()
Arghhhhhhhh! Será que o Rock virou simples barulheira de computador e ninguém me avisou? Será que eu sou muito careta e conservador? Uhn...acho que não. Rock é Rock e pronto. Mas os integrantes da banda Jennifer Black parecem que não sabem disso. Misturaram 2 quilos de barulhinhos insossos com 1 pitada de pseudo-rock-punk e gravaram 12 faixas com essa receita. E é claro, ficou horrível.

É uma banda que ainda está começando, é o primeiro disco, mas começaram do jeito errado e com um som que não agrada ao público do Whiplash!. Cantam em inglês, mas a banda é brasileira, formada por três cariocas de Petrópolis: Celso, Mano e Leo.
São músicas deprimentes, com letras que parecem terem sido escritas por um filósofo em crise existencial. A sonoridade não tem forma; posso destacar 2 faixas que começam muito bem, mas quando entram aqueles barulhinhos que parecem terem saído daqueles mini-games vendidos em camelôs, tudo vai por água baixo.
Em certos momentos parece uma mistura de Nirvana com as guitarras desplugadas, mas quando entram em cena aqueles famosos "techno-ruídos" fica parecendo mais o som do videogame Atari após o gato ter mijado em cima do console.
Músicas deprimentes para andróides e robôs. Ih, tinha me esquecido, robôs não tem sentimento, Logo, não podem se sentir deprimidos. Então acho que esse disco não vai agradar nem computador obsoleto trocado por um rádio-relógio CCE na Feira de Santana, e nem para um Robocop enferrujado. Muita gente gosta de musiquinhas techno-eletrônicas, isso é verdade, mas esse tipo de som nada tem de ligação com o nosso bom e velho Rock.
Mas uma coisa não se pode negar, a arte gráfica do CD está ótima. A capa e o encarte são bem produzidos. Mas só. O mais importante, que são as músicas, não condizem com o que o disco aparenta.
Enfim, é um álbum malfadado e execrável que não merece a perda de tempo. É uma ofensa aos nossos ouvidos que, sinceramente, já ouvem muita porcaria por aí e não merecem mais coisas desse tipo. Passe longe.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 50 artistas de rock e metal mais ouvidos de todos os tempos no Spotify
Os oito discos essenciais do thrash alemão, segundo a Ultimate Guitar
Neil Peart, David Gilmour e Sid Wilson não concordam sobre o maior baterista do mundo
Jorn Lande conta como foi ter um baterista de black metal em sua banda
O vocalista que deu cano em Slash, e o guitarrista descobriu que ele estava com medo
A canção que mudou a vida de Jimi Hendrix e completou 60 anos de gravação
Nando Fernandes revela novidades sobre o novo álbum da Sinistra
O único membro do Metallica que saiu por conta própria, segundo Lars Ulrich
Skid Row anuncia seu novo vocalista, Justin Sargent
O apelido debochado que os fãs dos EUA deram ao Alter Bridge, segundo Mark Tremonti
O jovem guitarrista inovador que fez Eric Clapton lembrar da primeira vez que viu Prince
O tempo que Lemmy Kilmister levou para escrever "Mama, I'm Coming Home"
O que James Hetfield pensa de cantores que dublam nos próprios shows
As 5 maiores bandas da história do heavy metal, em lista da Forbes
Falta de dedicação teria afastado o baterista Nick Menza do Slayer, segundo Kerry King
Ramones: do início ao triste fim, a história da maior banda de Punk de todos os tempos
Metallica: Hammett e Ulrich escolhem álbuns e músicas dos anos 2000
Rodolfo: 100% arrependido das letras dos Raimundos

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



