Resenha - Antipop - Primus

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Por Ricardo Augusto Sarcinelli
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O título do álbum é certamente um grande paradoxo, por se tratar do disco mais "pop" desta banda de San Francisco. Pop aqui pressupõe apenas que os navegantes de primeira viagem (trocadilho infame, hein!) vão precisar de apenas uma semana - ao invés de um mês - para uma assimilação – inicial - do álbum!

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O Primus prima por uma concepção musical tão improvável quanto um cruzamento do King Crimson com Jaco Pastorius, onde o baixo é o responsável pelos arranjos e pela condução das músicas, deixando a guitarra livre para intervenções de riffs que vão de inimagináveis temas que poderiam ser emprestados a desenhos animados, à fraseados e alavancadas que criam texturas ainda mais absurdas, onde melodia e experimentalismo nem sempre comungam do mesmo prato. Tudo sobre uma subliminar influência da imortal escola "Jimmypageniana".

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Antipop tem uma produção infinitamente superior ao obscuro "Brown Album", que, a seu modo, subvalorizou a técnica da banda, sobretudo o trabalho do batera Brain, permitindo uma comparação desanimadora com os álbuns anteriores que contavam com o baterista, Tim "Herb"Alexander (animal, diga-se de passagem!!)

Les Claypol é o melhor baixista do mundo (Fãs de Gedy Lee, arrepiai-vos!) por introduzir técnica num ambiente musical em constante mutação, e que encontra-se tão próximo do "mainstream" quanto o computador do dinossauro.

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Depois do singular Frizzle Fry, sem dúvida é o melhor trabalho do grupo. Músicas absurdamente empolgantes como "Electric Uncle Sam", "The Antipop" e "Power Mad" vão desestabilizar seus neurônios! As "viagens musicais" que não raro cansavam até aos mais fiéis fãs (vide "Hamburger Train", do álbum Pork Soda) foram substituídas por arranjos mais diretos e carregados de um suingue cortante, o que fez muito bem à banda, introduzindo uma nova dinâmica, mais harmoniosa e melódica, em sua música.

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Somente o brilhante trabalho do grupo e sua reciclagem musical já confeririam nota máxima à este disco. Não obstante, ainda temos as participações mais que especiais de Tom Morello (Rage Against The Machine), Jim Martin (Ex-Faith No More), Tom Waits (Maluco sempre de plantão nos trabalhos do Primus), James Hetfield (Daquela banda...), entre outros um pouco menos conhecidos.

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Quem ainda não ouviu esta banda desconhece uma nova fronteira auditiva. Antipop certamente é o disco mais indicado para que os iniciados não se "assustem" tanto, bem como para introduzir os velhos fãs a uma nova realidade sonora. E o que é mais importante, sem prejuízo da qualidade e da ousadia. Vamos então, saudá-los como eles gostam: PRIMUS SUCKS!!!

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Nota: 10 (dez)




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Sobre Ricardo Augusto Sarcinelli

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