Resenha - Antipop - Primus
Por Ricardo Augusto Sarcinelli
Postado em 11 de novembro de 1999
O título do álbum é certamente um grande paradoxo, por se tratar do disco mais "pop" desta banda de San Francisco. Pop aqui pressupõe apenas que os navegantes de primeira viagem (trocadilho infame, hein!) vão precisar de apenas uma semana - ao invés de um mês - para uma assimilação – inicial - do álbum!
O Primus prima por uma concepção musical tão improvável quanto um cruzamento do King Crimson com Jaco Pastorius, onde o baixo é o responsável pelos arranjos e pela condução das músicas, deixando a guitarra livre para intervenções de riffs que vão de inimagináveis temas que poderiam ser emprestados a desenhos animados, à fraseados e alavancadas que criam texturas ainda mais absurdas, onde melodia e experimentalismo nem sempre comungam do mesmo prato. Tudo sobre uma subliminar influência da imortal escola "Jimmypageniana".
Antipop tem uma produção infinitamente superior ao obscuro "Brown Album", que, a seu modo, subvalorizou a técnica da banda, sobretudo o trabalho do batera Brain, permitindo uma comparação desanimadora com os álbuns anteriores que contavam com o baterista, Tim "Herb"Alexander (animal, diga-se de passagem!!)
Les Claypol é o melhor baixista do mundo (Fãs de Gedy Lee, arrepiai-vos!) por introduzir técnica num ambiente musical em constante mutação, e que encontra-se tão próximo do "mainstream" quanto o computador do dinossauro.
Depois do singular Frizzle Fry, sem dúvida é o melhor trabalho do grupo. Músicas absurdamente empolgantes como "Electric Uncle Sam", "The Antipop" e "Power Mad" vão desestabilizar seus neurônios! As "viagens musicais" que não raro cansavam até aos mais fiéis fãs (vide "Hamburger Train", do álbum Pork Soda) foram substituídas por arranjos mais diretos e carregados de um suingue cortante, o que fez muito bem à banda, introduzindo uma nova dinâmica, mais harmoniosa e melódica, em sua música.
Somente o brilhante trabalho do grupo e sua reciclagem musical já confeririam nota máxima à este disco. Não obstante, ainda temos as participações mais que especiais de Tom Morello (Rage Against The Machine), Jim Martin (Ex-Faith No More), Tom Waits (Maluco sempre de plantão nos trabalhos do Primus), James Hetfield (Daquela banda...), entre outros um pouco menos conhecidos.
Quem ainda não ouviu esta banda desconhece uma nova fronteira auditiva. Antipop certamente é o disco mais indicado para que os iniciados não se "assustem" tanto, bem como para introduzir os velhos fãs a uma nova realidade sonora. E o que é mais importante, sem prejuízo da qualidade e da ousadia. Vamos então, saudá-los como eles gostam: PRIMUS SUCKS!!!
Nota: 10 (dez)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Summer Breeze anuncia mais 33 atrações para a edição 2026
A opinião de Sylvinho Blau Blau sobre Paulo Ricardo: "Quando olha para mim, ele pensa…"
O disco que define o metal, na opinião de Ice-T
O astro que James Hetfield responsabilizou pelo pior show da história do Metallica
Quando Ian Anderson citou Yngwie Malmsteen como exemplo de como não se deve ser na vida
A banda essencial de progressivo que é ignorada pelos fãs, segundo Steve Hackett
O subgênero essencial do rock que Phil Collins rejeita: "nunca gostei dessa música"
O disco "odiado por 99,999% dos roquistas do metal" que Regis Tadeu adora
Os dois membros do Sepultura que estarão presentes no novo álbum de Bruce Dickinson
Para Ice-T, discos do Slayer despertam vontade de agredir as pessoas
O álbum que Regis Tadeu considera forte candidato a um dos melhores de 2026
Por que Max Cavalera andar de limousine e Sepultura de van não incomodou Andreas Kisser
Box-set compila a história completa do Heaven and Hell
O músico que detestou abrir shows do Guns N' Roses no início dos anos 1990
A lendária banda de rock progressivo que quase anunciou Jimi Hendrix como guitarrista
Quando Slash e Tom Morello quase foram mortos em um show de Ozzy Osbourne
O hit regravado pelo Jota Quest que na época derrubou Roberto Carlos do 1º lugar
O lendário guitarrista que Regis Tadeu elogiou: "Não é exemplo de técnica, mas é excelente"


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
Clássicos imortais: os 30 anos de Rust In Peace, uma das poucas unanimidades do metal



