Resenha - Spiritual Black Dimension - Dimmu Borgir
Por Ricardo Augusto Sarcinelli
Postado em 11 de novembro de 1999
Spiritual Black Dimensions foi um dos álbuns mais aguardados no ano de 1999. A banda que catapultou o black metal aos patamares que hoje desfruta é, sem dúvida alguma uma das maiores revelações musicais da última década. Ouví-los entretanto, sobretudo neste último trabalho, requer uma série de prerrogativas que vão do rompimento de preconceitos à aceitação de cinco marmanjos pintados desfilando blasfêmias pelo encarte, e, por conseguinte, pelo disco. Preenchidos estes requisitos – básicos – você recebe sua credencial para o inferno.
A entrada do espetacular guitarrista Astennu a partir do Ep "Godless Savage Garden" alimentou algumas mentes – eu aí incluído – acerca da possibilidade de uma valorização maior dos solos e das texturas melódicas construídas com as guitarras (quem ouviu o álbum "Nexus Polaris", do Covenant, onde Astennu divide as guitarras com Blackheart, sabe muito bem do que estou falando...). Ignorando tal premissa, e talvez por isso deixando de contribuir para que este álbum fosse definitivamente alçado ao olimpo musical, temos a impressão de que a adaptação de Astennu ao Dimmu Borgir ocorreu de forma um tanto tímida, possivelmente por alguma retaliação por parte da banda quanto à arranjos mais "burocráticos", ou, quem sabe, por conflitos de ego com Erkekjetter Silenoz, guitarrista fundador e principal compositor do grupo. Caso típico de modelo perde-perde, onde ninguém sai ganhando. Sobretudo o fã.
Conceituar o álbum como bom ou ruim é pedreira. O Dimmu Borgir continua fiel ao seu estilo, aqui reconfigurado em algo ainda mais hostil, pesado e – pasmem – rápido. Os teclados trabalham como orientadores dos vários direcionamentos musicais apontados através do disco. Embora sobre uma cortina extremamente pesada, os mais sensíveis poderão identificar elementos do rock progressivo, do heavy metal tradicional e até mesmo do pop. Músicas como "Reptile" (nem pense em Helloween, my friend!!!), "Behind The Curtains of Night-Phantasmagoria"(credo!!!) e "Dreamside Dominious" comprovam que a capacitação musical do grupo continua inquestionável.
Contudo, é um disco de difícil assimilação dada a carga sonora concebida pelo quinteto, o que, a bem da verdade, não subtrai suas qualidades. Os fãs mais ardorosos não ficarão desapontados de forma alguma, o Dimmu Borgir continua sendo uma grande banda. Mas quem esperava pelo disco do ano certamente ficará um pouco decepcionado. Eu, mais que ninguém, gostaria de poder dizer o contrário.
Gustavo Anunciação Lenza | Luis Alberto Braga Rodrigues | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Antes que me esqueça: a capa é sim, uma das melhores do ano!
Nota: 8 (oito)
Outras resenhas de Spiritual Black Dimension - Dimmu Borgir
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música mais bonita do Radiohead de todos os tempos, segundo Thom Yorke
As três melhores músicas do Iron Maiden escritas por Steve Harris, segundo Nicko McBrain
Sem prévio aviso, Avenged Sevenfold disponibiliza novo EP "Statica"
A bebedeira que virou um dos maiores clássicos do Deep Purple
5 versões brasileiras que estragaram clássicos do rock
O álbum do Metallica que Paulo Ricardo adora: "Obra-prima, canções maravilhosas"
5 clássicos do rock nacional com letras muito mais pesadas do que parecem
Os 10 discos essenciais do metal sinfônico, segundo a Louder
Bruce Dickinson se junta a Billie Joe Armstrong para cantar "All the Young Dudes"
O verso de "Metamorfose Ambulante" que guarda o maior segredo de Raul Seixas
A música do Queensryche que inspirou um dos maiores clássicos do Megadeth
O apoio de Ozzy Osbourne à comunidade LGBTQ+ em 1989
Com Strokes e Gorillaz, Primavera Sound Brasil divulga programação por dia e venda de ingressos
O cara que Dave Grohl sempre considerou do Foo Fighters: "Devia estar na banda"
O clássico dos Beatles cuja autoria John Lennon e Paul McCartney disputavam
A diferença entre alguém que bebe muito e um alcoólatra, segundo Lemmy Kilmister
Bill Wyman comenta sua saída (e recusa de retorno) do Rolling Stones
Cinco músicas que são covers, mas você certamente acha que são as versões originais


Haters são um sinal de um grande artista, segundo Silenoz
Silenoz diz que ex-membros "pegaram carona" no nome do Dimmu Borgir
Por que o Dimmu Borgir, às vezes, gostaria de ser como o Motörhead
Silenoz explica por que prefere subir ao palco sóbrio no Dimmu Borgir


