Resenha - Amnesiac - Radiohead
Por Rodrigo Simas
Postado em 27 de março de 2002
Nota: 8 ![]()
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Como uma banda pode agradar tanto alguns, ser odiada por muitos e continuar vendendo tanto? Como uma banda pode manter seu lugar na mídia sendo tão alternativa, talvez até revolucionária, estando 100 anos a frente da grande maioria das bandas de hoje, ainda fazendo músicas que são confusas e desconexas para quase a totalidade dos seus ouvintes?
Poderíamos dizer que o Radiohead é "patrocinado" por uma gravadora grande com um marketing que não deixa seu nome desaparecer do mercado por muito tempo, mas esquecer a qualidade da banda é impossível.
O clássico "OK Computer" (1997) levou o Radiohead a outro patamar, mas ninguém esperava nada tão "novo" quanto "Kid A", que mostrou que ainda vinha muita coisa pela frente.
"Amnesiac" foi gravado junto com "Kid A", na mesma época, no mesmo lugar, e sendo assim traz o mesmo direcionamento de seu antecessor de menos de um ano: muitas partes praticamente eletrônicas, produção impecável, melodias doentias de tão estranhas, linhas instrumentais idem e uma personalidade e inovação de fazer inveja a quase tudo que ouvimos hoje em dia. Só um detalhe: "Amnesiac" é ainda mais radical.
Difícil explicar porque é tão bom, até porquê se você que está lendo esse review agora acha horrível, está mais que certo. "Amnesiac" é tão intragável que parece que entala no seu cérebro durante dois meses até você diluir o que está ouvindo e começar a achar que o CD inteiro é simplesmente excelente. E é mesmo.
Desde a entrada com a neurótica "Packt Like Sardines In A Crushd Tin Box", a bela "Pyramid Song" (os vocais de Thom Yorke continuam perfeitos), a completamente caótica/eletrônica "Pull/Pulk Revolving Doors" (como eles ainda conseguem vender algum CD?), a linda "Knives Out" (talvez a melhor do disco) e a excêntrica "Life in a Glass House" (que traz vários músicos convidados tocando instrumentos como clarineta e trombone), que fecha "Amnesiac" de um jeito no mínimo paranóico.
Se você achou essa crítica meio complexa, talvez meio confusa, com umas opiniões conflitantes, ela é mesmo. É um reflexo do que se ouve em "Amnesiac". Se Thom Yorke é um gênio ou um grande lunático só o tempo vai dizer, mas não precisamos esperar 100 anos para ouvir né?
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