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Buddy Holly: A maior maldição da história da música

Por
Fonte: Van do Halen
Postado em 03 de novembro de 2019

Em 3 de fevereiro de 2019, o acidente aéreo que vitimou os músicos Buddy Holly, Ritchie Valens e The Big Bopper completou 60 anos. O acontecimento é lembrado como O Dia Em Que A Música Morreu, referência à letra da música "American Pie", de Don McLean. O rescaldo da tragédia trouxe uma série de acontecimentos que deu origem a uma lenda conhecida como A Maldição de Buddy Holly. O astro e sua esposa, Maria Elena, tiveram sonhos premonitórios nos dias que antecederam o acidente. Mas o pior veio a seguir:

Maria Elena soube da morte do marido pela televisão. Grávida, sofreu um aborto espontâneo com o choque. A partir de então, a polícia americana proibiu que nomes de vítimas fatais em acidentes fossem divulgados antes de a família saber, procedimento hoje adotado em todo o mundo.

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Lançada após sua morte, a última música de Buddy Holly se chamava "It Doesn’t Matter Anymore" (Não Importa Mais).

Em homenagem aos amigos, Eddie Cochran – que quase participou da turnê – lançou a música "Three Stars". Ele morreu no ano seguinte, em um acidente de carro.

A turnê continuou e o cantor Ronnie Smith foi contratado para substituir Buddy Holly. Em 1962, ele cometeria suicídio no banheiro de um hospital no Texas, onde tratava sua dependência química.

O The Crickets, banda de apoio de Holly, encontrou um novo vocalista em David Box. Ele também faleceu em um acidente aéreo em 1964, aos 22 anos, mesma idade com que Buddy morreu.

Bobby Fuller era um cantor e fã, muito inspirado por Buddy Holly. Ele enviou uma demo aos pais do músico, que repassaram a empresários. Seu maior hit foi "I Fought The Law", escrita por Sonny Curtis, um dos Crickets. Bobby foi assassinado em 1966, em um crime nunca solucionado.

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Em seu último álbum, Gunfight At Carnegie Hall, o cantor Phil Ocs homenageou Buddy Holly, executando um medley de suas músicas. Três anos depois, em uma briga, foi estrangulado e suas cordas vocais danificadas de forma irreversível. Deprimido, cometeu suicídio logo a seguir.

Em 1977, um filme sobre a vida de Buddy Holly foi lançado. Indicado ao Oscar, o protagonista Gary Busey sofreu um acidente de moto que quase lhe custou a vida. Pouco antes do lançamento, o roteirista Robert Gittler se matou.

O baterista Keith Moon (The Who) morreu após assistir o filme The Buddy Holly Story na companhia de sua namorada Annette, além de Paul e Linda McCartney, em Londres. Ele voltou para casa, dormiu e não acordou mais.

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No carro em que morreu Marc Bolan (T-Rex), em 1977, foi encontrado um broche com a frase "Every day is a Holly day".

A última gravação de Ricky Nelson foi uma versão para "True Love Ways", de Buddy Holly. Em seu último show, realizado dia 30 de dezembro de 1985 em Guntersville, Alabama, encerrou o set com "Rave On", também de Holly. Ele morreu na manhã seguinte, em um acidente aéreo.

No dia que o desastre completou 31 anos, em 1990, Del Shannon realizou um show com o The Crickets no mesmo local do último de Buddy, o Surf Ballroom, em Clear Lake, Iowa. Cinco dias mais tarde, se matou com um tiro de espingarda.

Para encerrar, em 1958, Buddy Holly fazia uma turnê pela Inglaterra. O produtor e engenheiro de som John Meek foi a uma cartomante e recebeu a mensagem: "February Third, Buddy Holly dies" (3 de fevereiro, Buddy Holly morre). A informação foi repassada, mas o músico não deu bola.

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E o próprio John Meek cometeu suicídio posteriormente, após assassinar a proprietária da casa que alugava. A data? Um 3 de fevereiro, no ano de 1967.

Documentário O Dia Em Que A Música Morreu

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Sobre João Renato Alves

Nascido em 1983, jornalista graduado e pós-graduado em Comunicação e Mídias Digitais. Colabora com o Whiplash desde 2002. Começou a ouvir Rock na primeira metade dos anos 1990 e nunca mais parou.
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