Anos 80: canções internacionais com nomes de garotas - IV
Por Roberto Rillo Bíscaro
Postado em 18 de dezembro de 2017
Garotas sempre serviram de inspiração para música pop. Pérfidas, adoráveis, inacessíveis. (Ex-) namoradas, amigas, mães, desconhecidas. Crianças, jovens, idosas.
Que tal voltar aos anos 1980, inflacionados da canções com nomes de garotas? O critério é listar uma música por artista (o Toto, por exemplo, gravou diversas com nomes femininos no título). Também não vale regravação, por isso, Cowboy Junkies, The Fall e Los Lobos ficaram de fora.
Sem dúvida, garotas ficarão de fora, por isso, se você lembrar de mais alguma, nos dê um toque.
Ao fim desta matéria, você encontrará os link para a primeira, segunda e terceira partes de nossa lista.
Continuemos a brincadeira!
Sade batizou 3 ou 4 canções com nomes femininos. Maureen (1985) é sobre uma amiga falecida. Mas, apesar do tema, não é tristonha e, claro, é podre de chique. Sade e chique na mesma frase é até pleonasmo, mas enfim...
Em 83, o vocalista do Yes e o grego Vangelis se juntaram no álbum Private Collection. A voz angelical de Jon Anderson entoava a delicada e new agey Deborah, carta de um pai a sua filhinha.
No Álbum Negro (1987), o sátiro Prince homenageou a top Cindy Crowford, com uma jam pra lá de apimentada. FUNK!
Em 85, os escoceses do Jesus and Mary Chain mostraram a luz com o álbum Psychocandy, que causou influências ainda não calculadas no rock. Uma ideia simples: doces melodias anos 60 soterradas sob grossos escombros de microfonia e ecos; algo como ouvir uma rádio de oldies fora de sintonia. A Taste Of Cindy é sobre uma garota que está a matar o vocalista de amor.
1984, distopia antistalinista de George Orwell, virou filme nos anos 80 e a dupla Eurythmics foi escolhida para compor a trilha, depois recusada. Annie Lennox e Dave Stewart lançaram o álbum assim mesmo. Julia (1984) é a faixa mais linda, com um protagonista se perguntando se ele e a amante ainda estarão por lá (temos que levar em conta a onipresença do Big Brother para contextualizar a letra).
Em 84, Steve Perry, vocalista do Journey, lançou álbum-solo e emplacou a balada-metal Oh Sherry, sobre um casal que vive ás turras.
DeBarge era um grupo de garotos negros da Motown que teve alguns sucessos no começo da década. Em 85, lançaram a romântica Who’s Holding Donna Now?, onde o menino se pergunta quem abraça agora a ex-namorada.
Em 86, os roqueiros de arena do Boston vieram com Amanda, balada-metal derramada, sobre um cara que não pode mais esperar pra confessar seu amor pela garota.
O grupo funk Ready For The World estava com overdose de Prince quando compôs a sensual-dançante Oh, Sheila (85). O ritmo da canção e os vocais às vezes ofegantes já dizem o que o cara quer com a moça, né?
O Aerosmith trilhou caminho meio pesado na letra de outra power-ballad, Janie’s Got a Gun (1989), sobre um pai abusivo e uma garota com uma arma. Datena, socorra!
Anos 80: canções internacionais com nomes de garotas
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