Tyler Bryant and The Shakedown: ainda existe rock (do bom) por aí
Por Fabiano Rocha
Postado em 07 de dezembro de 2017
Tyler Bryant and The Shakediwn é uma banda americana de hard rock formada em 2009 por Tyler Bryant (vocais e guitarra), Caleb Crosby (bateria), Noah Denney (baixo) e Graham Whitford (guitarra) sendo este último filho do lendário guitarrista do Aerosmith, Brad Whitford.
Os garotos de Nashville lançaram seu álbum de estréia em 2013, com o nome de "Wild Child", trazendo faixas enérgicas como a abertura"Fools Gold". Em 2015 lançaram o EP "The Wayside", que conta com a faixa-título que é, até hoje, a mais conhecida da banda. Nos últimos anos a banda tem excursionado com diversos gigantes do rock, como The Who, Guns N' Roses e Aerosmith. Ganharam atenção nas terras tupiniquins após tocarem no palco Sunset na mais recente edição do "Rock In Rio', substituindo o "The Pretty Reckless". E conseguiram conquistar o público do festival com seu som, um hard rock enraizado com o blues e o country, além da performance enérgica, com destaque para o frontman Tyler Bryant, que além de mandar muito bem na guitarra (não é tão bom assim nos vocais) é de um carisma e presença de palco invejáveis e também para o baterista Caleb Crosby, que volta e meia saia do fundo do palco para tocar apenas uma parte de seu kit de bateria.

Recentemente lançaram seu segundo álbum de estúdio, o ótimo "Heartland", mostrando mais uma vez a qualidade do seu som, um hard rock sem frescuras, com acordes pesados (que lembram muito o Aerosmith nos anos 70), com vocais bem arranjados, do jeitinho que a gente gosta. Com destaque para a faixa-título, primeiro single do álbum, e para "Ramblin'Bones", que também dá título à atual turnê de divulgação do álbum, esta última chegou a ganhar uma performance ao vivo no "The noite com Danilo Gentilli", uma grata surpresa, já que não se vê muito rock na TV aberta brasileira.
Ouvir Tyler Bryant and The Shakedown, além de ser uma divertida experiência, dá uma sensação de esperança. Esperança no novo rock, esperança de que ele pode sim, ser de qualidade e tão empolgante quanto os clássicos. Então, esses jovens aspirantes à rockstars são um tapa na cara em quem torce o nariz para o novo, afirmando que não há nada de bom por aí.

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O cover gravado pelo Metallica que superou meio bilhão de plays no Spotify
Amy Lee relembra a luta para retomar o controle do Evanescence; "Fui tratada como criança"
O mito sobre Kurt Cobain que Dave Grohl hoje já não banca com tanta certeza
Astro de Hollywood, ator Javier Bardem fala sobre seu amor pelo Iron Maiden
O vocalista que recusou The Doors e Deep Purple, mas depois entrou em outra banda gigante
Dez músicas clássicas de rock que envelheceram muito mal pelo sexismo da letra
Ricardo Confessori quebra senso comum e diz que clima no Angra no "Fireworks" era bom
Fabio Lione publica mensagem emocionante de despedida do Angra: "Para sempre!"
Por que Ricardo Confessori foi ao Bangers e não viu o show do Angra, segundo o próprio
Adrian Smith revela que Bruce Dickinson voltou ao Iron Maiden antes
A contundente (e ríspida) opinião de Kerry King sobre o Korn
Guns N' Roses supera a marca de 50 shows no Brasil
Guns N' Roses encerra turnê no Brasil com multidões, shows extensos e aposta em novos mercados
A melhor música da história dos anos 1990, segundo David Gilmour
O clássico do Sepultura que traz a mesma nota repetida inúmeras vezes
O impacto da melancólica saída de Steve Morse do Deep Purple, segundo Don Airey
O megahit de Paulo Ricardo que ele trocaria título se pudesse: "O nome é meio estranho"
A música que nasceu em momento de tristeza e se tornou um grande hit dos anos 2000
O grunge não inventou o rock pesado - apenas chegou primeiro à MTV
E se cada estado do Brasil fosse representado por uma banda de metal?
Jaco Pastorius: um gênio atormentado
Para entender: o que é rock progressivo?


