In Flames: O que esperar dos shows no Brasil
Por Mateus Ribeiro
Postado em 09 de outubro de 2017
Na próxima semana,a banda In flames voltará a fazer shows na América do Sul,após longos oito anos de espera. Naquela oportunidade, a banda fez apenas uma apresentação em solo brasileiro. No histórico show realizado naquele inesquecível 15 de fevereiro de 2009, a banda executou um setlist excelente, que reuniu músicas de praticamente todos os discos lançados até 2009. Tanto os fãs da fase antiga, quanto os da fase mais moderna a banda, saíram satisfeitos do Santana Hall naquele domingo.

Pois é, nove anos e meio depois, a banda mudou (mais ainda) sua sonoridade, e passou por mudanças cruciais em sua formação. Jesper Strömblad (que não veio ao Brasil naquela oportunidade) saiu da banda em 2010, e dali em diante, a mudança se tornou assustadora. Após alguns lançamentos no mínimo controversos, Daniel Svensson e Peter Iwers também abandonaram o barco. Portanto, teremos uma banda um pouco diferente da que tocou por aqui em 2009, ao menos no baixo e na bateria, já que na passagem anterior do In Flames por aqui, o atual guitarrista, Niclas Engelin, havia sido escalado para substituir Jesper. E quanto ao som, o que podemos esperar das apresentações no Brasil?

Muita energia, em primeiro lugar. As performances da banda sempre foram muito intensas, com destaque para o vocalista Anders Fridén (que já não tem mais o mesmo alcance ao vivo, é verdade, mas compensa com muita energia). Os demais instrumentistas executam com muita precisão e presença de palco as músicas do repertório. E é aí que mora a maior dúvida da maioria dos fãs: o que a banda prepara em seu repertório?
A resposta, claro, ninguém sabe, já que não temos a capacidade de adivinhar o futuro. Porém, podemos ter uma prévia, de acordo com o as músicas tocadas pela banda nos últimos anos. Com base nesses shows, podemos esperar que a banda dê uma atenção especial para os últimos álbuns. E claro, que pelo fato da banda estar divulgando seu último lançamento, "Battles", é bem provável que o repertório conte com músicas do disco no começo, meio e fim do show.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel | Músicas de "Siren Charms", "Sounds Of a Playground Fading" e "A Sense Of Purpose" também aparecerão em um bom número, já que representam bem a mudança da banda na última década.
Clássicos dos discos "Come Clarity" e "Reroute To Remain" são praticamente obrigatórios no setlist. São os casos de "Take This Life" e "Cloud Connected".
Quanto aos discos mais antigos, acho difícil que toquem alguma coisa além de "Only For The Weak" (que por sinal, é o maior clássico da banda). Talvez toquem uma ou outra música de "The Jester Race", como fizeram no festival Hellfest este ano.

Analisando friamente, dificilmente a banda mudará o que vem fazendo nos últimos anos, que é dar uma ênfase maior para os discos da fase mais alternativa. Entretanto, por outro lado, existe uma outra situação que pode se tornar realidade. Como a banda pelo nosso continente apenas uma vez, pode apresentar surpresas em seu repertório, acrescentando clássicos que muitos fãs daqui gostam, casos de músicas dos estupendos "Whoracle" e "Colony", ou de "Pinball Map", por exemplo.
Acho difícil que mudem muita coisa, e sinceramente, gostaria, e muito, que a músicas dos últimos discos não fossem a base do show. Porém, é praticamente certeza que os últimos três discos construam a estrutura do show.

Resta aguardar, e torcer para que os caras reservem algumas surpresas para o pessoal da América do Sul, que tanto esperaram para receber a banda de braços abertos. De qualquer forma, podemos esperar um ótimo show, com muita emoção e profissionalismo.
Falta pouco. No próximo domingo a banda desembarca na Colômbia, e dia 19, chegam até o Brasil, para tocar em Belo Horizonte.Até lá, fica a dúvida, e a esperança de ver uma apresentação memorável.
Desejo a todos os fãs ótimos shows, e para quem for até o show em São Paulo, espero poder curtir com vocês!
In Flames We Trust!

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