Rod Stewart: o grande vocalista que o rock perdeu

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Igor Miranda
Enviar correções  |  Ver Acessos

Rod Stewart me lembra Roberto Carlos em muitos aspectos. Ambos tiveram proximidade com o rock no início de suas carreiras, mas a abandonaram em busca de outro estilo mais popular e, obviamente, rentável.

Linkin Park: Mike Shinoda fala como Chester se sentiaSeparados no nascimento: Cazuza e Lauro Corona

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

O inglês, nascido em 10 de janeiro de 1945, tem uma carreira fascinante até metade da década de 1970. Depois, uma série de trabalhos questionáveis - e alguns momentos bregas que eu, particularmente, gosto - marcam a trajetória do cantor. De alguns anos para cá, tornou-se "o terror das tias".

Ainda na década de 1960, Rod Stewart surgiu no Jeff Beck Group, com o talentoso guitarrista que dá nome ao projeto. "Truth" (1968) e "Beck-Ola" (1969) fazem um elo bastante concreto entre o blues rock e o psicodélico. É menos lisérgico que Jimi Hendrix e menos bluesy que o Cream.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Ambos os trabalhos renderam mais nos Estados Unidos do que no Reino Unido, terra de origem dos músicos envolvidos. Essa boa imagem fora da Europa serviu bem para a montagem do Faces, formado após o fim do Small Faces e com Rod Stewart nos vocais.

Mais orientado ao blues, o Faces existiu por pouco tempo (apenas seis anos), mas foi o suficiente para que quatro bons álbuns de estúdio fossem lançados. O melhor, para mim, é "A Nod Is As Good As a Wink... to a Blind Horse" (1971), mas os demais também são acima da média.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Paralelamente, Rod Stewart trabalhava, desde 1969, em uma carreira solo. Aproveitou melhor ainda a boa reputação que conquistou nos Estados Unidos para se lançar por lá. O som de sua carreira solo continha os elementos das bandas que integrou, mas tinha uma pitada americana calcada tanto no folk quanto no country, em acréscimo ao hard/blues rock que praticava convencionalmente.

O resultado não poderia ser diferente: a partir do excelente "Every Picture Tells a Story" (1971), Rod Stewart virou sucesso na América e, consequentemente, no mundo. E sem abdicar da qualidade, pois há muitas excelentes músicas nesses registros iniciais.

Em suma, todos os discos que envolvem Rod Stewart até "A Night on the Town" (1976) são irretocáveis. E até mesmo quando mergulhou no pop, há trabalhos que merecem ser ouvidos.

Stewart nunca foi do tipo compositor, tanto que a maior parte de seus trabalhos solo, ainda mais no início, é composta de covers e colaborações externas. Mas Rod tinha (e tem) uma capacidade de interpretação acima da média, além de ser um bom produtor e saber como adaptar canções já existentes em versões inesquecíveis.

Com o tempo, Rod Stewart moldou sua imagem para tornar-se, enfim, um crooner. Não exatamente de jazz, mas de canções populares. Ainda recentemente, Stewart se manteve na ativa com mais covers do que canções autorais. O trunfo é a habilidade em ser intérprete. Rod não é só o cantor que o rock perdeu, como também o crooner que Elvis Presley se tornaria caso não morresse em 1977.

A voz rouca e a capacidade de interpretação de Rod Stewart compõem o seu charme, que foi trabalhado posteriormente na sua carreira orientada a gêneros mais pop. Stewart jamais atingiu novamente um nível perto do seu auge no início dos anos 1970 - somente a conta bancária chegou ao ápice, já que hoje ele é um dos artistas que mais venderam na história da música, com 100 milhões de discos comercializados.

Para mim, Rod Stewart foi o grande vocalista de rock que o estilo perdeu, pelas características expostas acima. Não dá para deixar de reconhecer que, mesmo no pop, ele é diferenciado. No entanto, meu lado roqueiro me deixa curioso e pensativo na possibilidade de Stewart ter feito, ao longo de toda a sua trajetória, discos como os que lançou entre 1968 e 1976.

Seguem, abaixo, três grandes discos lançados por Rod Stewart em sua "fase rock n' roll":

Comente: Concorda com a opinião do autor?




GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Todas as matérias da seção MatériasTodas as matérias sobre "Rod Stewart"Todas as matérias sobre "Faces"Todas as matérias sobre "Jeff Beck"


Hard Rock: de Vanilla Fudge a Led, dez álbuns seminais do gêneroHard Rock
De Vanilla Fudge a Led, dez álbuns seminais do gênero

Guitarristas: os sete mais influentes de todos os temposGuitarristas
Os sete mais influentes de todos os tempos


Linkin Park: Mike Shinoda fala como Chester se sentiaLinkin Park
Mike Shinoda fala como Chester se sentia

Separados no nascimento: Cazuza e Lauro CoronaSeparados no nascimento
Cazuza e Lauro Corona


Sobre Igor Miranda

Jornalista formado pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), com pós-graduação em Jornalismo Digital pela Universidade Estácio de Sá. Começou a escrever sobre música em 2007 e, algum tempo depois, foi cofundador do site Van do Halen. Colabora com o Whiplash.Net desde 2010. Atualmente, é editor-chefe da Petaxxon Comunicação, que gerencia o portal Cifras, Ei Nerd e outros. Mantém um site próprio 100% dedicado à música. Nas redes: @igormirandasite no Twitter, Instagram e Facebook.

Mais matérias de Igor Miranda no Whiplash.Net.

Goo336x280 GooAdapHor Goo336x280 Cli336x280