Opeth e Edge of Sanity: a história do Progressive Death Metal
Por Glauber Soares
Fonte: Spirit of Metal
Postado em 28 de dezembro de 2013
Bom, desde criança eu escuto Metal, Rock, Hard rock e Rock progressivo dos anos 70, e sou fanático por bandas como Pink Floyd, Rush, Yes, Led Zeppelin, Black Sabbath, Iron Maiden, Megadeth, Metallica, Slayer, Dire Straits e muitas outras. Mas quando completei meus 15/16 anos conheci bandas como Opeth e Edge Of Sanity, que são bandas progressivas, mas não são o conhecido Rock Progressivo e sim um Metal Progressivo mesclado com o próprio Rock Progressivo e ainda Death metal técnico que resulta no dito Progressive Death Metal.
Para ser mais claro o Death Metal Progressivo é um subgênero do Death Metal, que combina a brutalidade do gênero e suas assinaturas ímpares, velocidade, tempo e estruturas musicais complexas, além disso ainda utilizando características do Rock e Metal Progressivo. O subgênero também pode ser sinônimo de Death Metal Técnico, pois existem bandas que são imensamente técnicas como Death, In Mourning, Gojira, Amorphis, Cynic, Between the Buried and Me, Misanthrope, Nocturnus, Augury, Becoming the Archetype e muitas outras .
Enquanto algumas bandas de Death Metal Progressivo são extremamente rápidas, massacrantes e caóticas como o Death, por vezes existem bandas como Opeth que em suas canções têm mais suavidade e um exímio trabalho de guitarra, às vezes acústico com uma reminiscência de bandas de rock progressivo dos anos 70 como Gentle Giant, Yes, Pink Floyd e Gênesis. Bandas de Death Metal Progressivo também são, muitas vezes, influenciadas pelo Jazz, Folk, Medieval, Música Clássica/Erudita e etc. Agora que vocês entendem basicamente a magia desse gênero, irei narrar uma breve história de como tudo isso surgiu até se tornar o que conhecemos de Progressive Death Metal na idade contemporânea.

Tudo começou em meados de 1985, nesta data houve o início de uma grande explosão de bandas de Death e Black Metal, alguns exemplos claros são: Venom, Bathory, Emperor, Death, Deicide, Morbid Angel e etc. Logo alguns músicos resolveram mesclar os dois genêros (Black Metal e Death Metal) aos já famosos Metal e Rock Progressivos.
Esses músicos eram Mikael Åkerfeldt, David Isberg e Dan Swanö, três indivíduos que foram os responsáveis por essa proeza. Em 1987/89 Dan Swano tinha uma banda de Death Metal formada em 1986 e seu nome era Edge of Sanity, que lançou cerca de 4 demos antes de se firmar como uma banda profissional, quando saiu o álbum "Nothing but Death Remains", que aliás foi o estopim para a explosão do Edge of Sanity, agora uma banda de Death Metal. Entretanto ele não sabia o que se tornaria seu projeto, que ao longo dos anos foi lançando álbuns cada vez mais complexos. Vieram então Unorthodox, The Spectral Sorrows e Purgatory Afterglow, clássicos álbuns de Death Metal e Metal Progressivo, o último de 94 sendo em homenagem a Kurt Cobain (Nirvana). Mas se você pensa que acabou, esses foram apenas os tira-gostos para o que viria em 1996, um dos mais aclamados álbuns do Metal na história, considerado um dos 10 melhores trabalhos conceituais de todos os tempos, intitulado Crimson, um álbum de apenas uma faixa de mais de 40 minutos, e foi aí então que definitivamente pela primeira vez se ouviu um álbum de Progressive Death/Black Metal, o gênero como o conhecemos hoje.
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Com apenas os dois na banda, Akerfeldt assumiu a guitarra base e Isberg continuou sendo o vocalista. Contudo o Opeth ainda estava precisando de outros membros, sendo assim Mikael e David foram recrutando bateristas, guitarristas e baixistas, porém essas formações foram se modificando com o tempo. David perdeu o entusiasmo, desistiu e saiu, tendo Mikael assumindo a frente da banda como compositor, guitarrista e vocalista. Em 1995 o Opeth lança seu primeiro álbum, "Orchid", traendo Metal mesclado com Folk, muito influenciado pela cultura Europeia e Sueca, tendo como produtor Dan Swano do Edge of Sanity. Naquela ocasião as histórias de Opeth e Edge of Sanity se cruzavam.
O sucessor do "Orchid", "Morningrise", foi lançado no mesmo ano do idolatrado "Crimson" do Edge of Sanity (1996), e Akerfeldt recebeu lógico uma grande influência de Swano. E resolveu então fazer do Opeth o que Swano fazia em sua banda, mesclou as tendências eruditas e folks que já existiam com o Death Metal, Black Metal e até Metal Progressivo. Vieram assim nos anos seguintes, "My Arms, Your Hearse" e "Still Life", onde fica notável como a banda evoluiu em suas composições e técnica.

Não obstante, foi em 2001 que o Opeth superou todas as expectativas produzindo seu quinto álbum de estúdio: "Blackwater Park", um dos maiores e melhores álbuns em todos os tempos em todos os genêros do Metal. Suas músicas são extraordinárias, magníficas e reinventadas, sendo esse considerado um dos álbuns de Metal mais influentes dos anos 2000. Muitas bandas novas foram influenciadas pelo Opeth e Akerfeldt, que como percebemos, desde o primeiro álbum é o único integrante original, o dono da banda, digamos assim.

Mesmo com "Blackwater Park" sendo tão marcante Opeth não fez nenhum álbum inferior, todos os predecessores do trabalho de 2001 foram também excelentes, todavia "Blackwater" foi um divisor de águas, um álbum inovador que firmou o Progressive Death Metal dos dias atuais.
Vieram então nos anos vindouros: "Deliverance" (2002), "Damnation" (2003), "Ghost Reveries" (2005), "The Roundhouse Tapes" (2007), "Watershed" (2008) e o último até agora "Heritage" (2011).
O Opeth (Mikael Akerfeldt) hoje em dia, assim como o Edge of Sanity (Dan Swano) são os Pais do Death Metal Progressivo, fundaram uma escola do qual os seus alunos são também grandes talentos e que ainda farão muito em pró do Metal nos anos que se decorrem.
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