Kiss: guia completo de suas mudanças de formação

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Por Ivan Jones, Fonte: Site Ultimate Classic Rock, Tradução
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O rock and roll nunca morre, mas como qualquer fã pode dizer, formações de bandas não são tão permanentes assim. E para grupos que estão juntos há décadas, como o Kiss, as mudanças de formação podem ser difíceis de acompanhar. Com isso em mente, decidimos fazer uma análise fase a fase com os prós e contras de algumas formações.

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Se você também já perdeu a conta após tantas mudanças, esperamos colocar tudo em ordem com esse guia completo das mudanças de formação do Kiss.

1973-1980: Gene Simmons / Paul Stanley / Peter Criss / Ace Frehley

A formação clássica da banda se uniu em 1973, após a dissolução do grupo anterior de Gene Simmons e Paul Stanley, o Wicked Lester. Buscando a adotar um som mais pesado (e experimentar uma abordagem mais voltada à imagem), Simmons e Stanley recrutaram o baterista Peter Criss e o guitarrista Ace Frehley para formar o Kiss no início de 1973. No final do ano, eles assinaram com a Casablanca Records, o selo pelo qual eles provavelmente gravaram seus melhores álbuns. O sucesso não veio de imediato e a Casablanca estava a beira da falência quando, em 1975, o Kiss lançou seu primeiro álbum duplo ao vivo, "Alive!". Ganharam disco de ouro, salvaram a Casablanca e deram início a uma série de lançamentos best-sellers que durariam pelo restante da década.

1980-1982: Gene Simmons / Paul Stanley / Ace Frehley / Eric Carr

O final dos anos 70 encontrou o Kiss perdendo sua própria dinâmica e criatividade, com uma série de álbuns solo imprudentes, todos lançados no mesmo dia, o mal recebido filme especial para TV 'Kiss Meets the Phantom of the Park' e músicas flertando com a dance music (muito em moda na época). Diferenças pessoais e artísticas, incluindo o abuso de substâncias, levou os membros da banda a se distanciarem. Peter Criss, que foi o grande ausente do álbum de 1979 'Dynasty', devido a ferimentos sofridos em um acidente de carro, viu-se novamente excluído nas sessões de gravação do álbum "Unmasked" de 1980. Logo após seu lançamento, a banda anunciou oficialmente a saída de Criss e sua substituição por um novo baterista, Eric Carr.

1982-1984: Gene Simmons / Paul Stanley / Eric Carr / Vinnie Vincent

Ace Frehley foi o próximo a sair, sendo uma das muitas vítimas do mau sucedido álbum de 1981 'Music from "The Elder"'. Insatisfeito com a direção artística e marginalizado por uma série de decisões da banda, vendo-se derrotado por Simmons e Stanley, Frehley optou por permanecer quase que inteiramente nos bastidores de 'The Elder', gravando suas partes de guitarra em casa e cantando em apenas uma música. Quando chegou a hora do Kiss cumprir suas obrigações promocionais do novo álbum, Frehley foi quase ausente e, apesar da banda adiar o anúncio de sua saída, chegando a colocá-lo nas capas de seus álbuns 'Killers' e 'Creatures of the Night' (ambos de 1982), no final do mesmo ano ele deixou definitivamente a banda. Em dezembro, o Kiss anunciou que Frehley havia sido substituído por Vinnie Vincent, que já havia participado das gravações de 'Creatures of the Night' (sendo co-autor de três músicas), porém com o nome de Vincent Cusano.

1984: Gene Simmons / Paul Stanley / Eric Carr / Mark St. John

Embora Vinnie Vincent tenha dado uma forte contribuição ao Kiss (ele foi creditado como co-autor na maior parte do álbum de 1983, "Lick It Up ' - onde pela primeira vez aparecem sem maquiagem), ele não se dava bem com Simmons e Stanley, falando de forma educada. Após o final da tour 'Lick It Up', em março de 1984 Vincent foi embora para sempre (embora ele tenha voltado a contribuir com o Kiss em 1992, co-escrevendo três canções do álbum 'Revenge'). Quando o grupo lançou álbum 'Animalize' em setembro do mesmo ano, seu lugar foi assumido por Mark St. John. Infelizmente, embora o álbum tenha sido um dos pontos altos comerciais da banda, St. John não permaneceu por muito tempo.

1984-1991: Gene Simmons / Paul Stanley / Eric Carr / Bruce Kulick

Pouco depois de entrar no Kiss, Mark St. John foi acometido por uma artrite reativa nas mãos e braços, impedindo-o de tocar com segurança e forçando a banda a encontrar um substituto para os shows ao vivo. Entrou Bruce Kulick, que assumiu oficialmente o cargo em dezembro de 1984 e ajudou a consolidar a formação do Kiss pelo resto da década, trazendo calmaria após anos de turbulência. Embora eles não tenham recuperado o auge de seus lançamentos dos anos 70, seus próximos registros 'Asylum' de 1985, 'Crazy Nights' de 1987 e 'Hot in the Shade' de 1989, deixaram a banda confortavelmente abrigada no alto escalão das estrelas do rock. Mark St. John veio a falecer em 05 de abril de 2007, em decorrência de uma hemorragia cerebral.

1992-1996: Gene Simmons / Paul Stanley / Bruce Kulick / Eric Singer

Em 1991, o Kiss estava pronto para gravar o sucessor de 'Hot in the Shade ". Porém, durante as sessões de gravação, os médicos descobriram um tumor no coração de Eric Carr. Foi o início de uma odisséia médica assustadora que terminaria em 24 de novembro de 1991, quando Carr faleceu aos 41 anos de idade. Embora devastada, a banda prosseguiu, agora com o baterista Eric Singer se juntando a eles e ajudando a terminar a gravação do que acabaria por se tornar o álbum 'Revenge', de 1992. Embora o álbum não tenha sido muito bem recebido pelas rádios, ele foi saudado pelos fãs pelo seu retorno ao hard rock. Em 1995 houve a bem sucedida participação no "MTV Unplugged", que surpreendeu os fãs pelas participações especiais de Ace Frehley e Peter Criss (o que deixou Kulick e Singer preocupados).

1996-2001: Gene Simmons / Paul Stanley / Peter Criss / Ace Frehley

O fim aparente da rixa entre Peter Criss e Ace Frehley com Simmons e Stanley provocou rumores de que uma reunião estava em andamento. Kulick e Singer ficaram na banda até o início de 1996, gravando suas partes para o longamente adiado álbum que viria a se chamar 'Carnival of Souls'. No final de fevereiro, confirmando os temores de Kulick e Singer, as negociações foram concluídas para o retorno oficial de Criss e Frehley. Em abril, o velho quarteto anunciou seus planos para uma turnê mundial. Embora o entusiasmo dos fãs fosse palpável, a passagem do tempo não tinha realmente fechado todas as feridas. Embora eles tenham conseguido permanecer juntos para a gravação do álbum 'Psycho Circus' de 1998, as sementes da discórdia começavam a florescer.

2001-2002: Gene Simmons / Paul Stanley / Ace Frehley / Eric Singer

Após cinco anos de relativa harmonia pública, Peter Criss deixa o Kiss mais uma vez devido a uma disputa contratual, sendo substituído por Eric Singer que, em um ato que para muitos fãs foi considerado desrespeitoso, usou a maquiagem de gato de Peter Criss naquela que foi anunciada como sendo a turnê de despedida do Kiss, a Farewell Tour.

2002: Gene Simmons / Paul Stanley / Eric Singer / Tommy Thayer

Vinte anos após ter deixado o Kiss pela primeira vez, Ace Frehley repetiu sua decisão em 2002 e, assim como Criss tinha visto Eric Singer assumir sua personalidade icônica no palco, assim o fez Frehley ao testemunhar seu substituto, Tommy Thayer, com sua maquiagem e figurino para a turnê. Enquanto alguns fãs certamente não notaram a mudança, outros tomaram isso como uma afronta.

2003: Gene Simmons / Paul Stanley / Peter Criss / Tommy Thayer

Justamente quando a história de Peter Criss com o Kiss parecia haver terminado, em fevereiro de 2003 ele voltou à banda para cumprir novas datas da turnê e para a gravação de um outro álbum ao vivo, o 'Kiss Symphony: Alive IV'. Mas em março do ano seguinte, Simmons e Stanley optaram por não renovar o contrato de Criss. Quando a banda caiu na estrada para a sua turnê de verão com o Poison, Eric Singer estava de volta ao seu posto na bateria.

2004-presente: Gene Simmons / Paul Stanley / Tommy Thayer / Eric Singer

Claramente o Kiss tem resistido às muitas mudanças de formação ao longo de seus últimos 40 anos, e eles continuam seguindo em frente firmes e fortes. Enquanto os fãs de longa data podem se decepcionar com a (presumivelmente permanente) ausência de Peter Criss e Ace Frehley na formação, o Kiss ainda agita as massas com seus mais recentes lançamentos 'Sonic Boom' de 2009 e 'Monster' de 2012. E com um 2013 repleto de datas da nova turnê, devemos esperar ainda mais música (e quem sabe, possivelmente mais rotatividade dos membros) nos próximos anos.

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Sobre Ivan Jones

42 anos, curto ROCK desde 1980 e possuo uma coleção de mais de 3500 cds e cerca de 600 lps (fora as fitas cassetes, VHS, DVDs e Blu-Rays). Toco violão e guitarra e estou começando a dedilhar um teclado.

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