Hetfield e Ulrich: o claro e o escuro do Metallica
Por Paulo Severo da Costa
Postado em 01 de julho de 2012
A questão mais importante dos últimos anos não se refere ao futuro do planeta, a bolha imobiliária, o desemprego na próxima década - ou qualquer outra trivialidade. A grande pergunta é: como uma banda de thrash metal, sem padrinhos famosos e - ao menos no início - sem nenhum resquício de som comercial, se tornou uma das maiores bandas de rock n´roll dos últimos sessenta anos? Qual é o raio do segredo do sucesso do METALLICA?
Perguntinha fácil né? Primeiro que o tal de segredo - como qualquer um sabe - não existe: o que existe mesmo é competência, senso de oportunidade e claro, muita sorte. No documentário da VH1 sobre "Metallica" (o álbum preto), LARS diz a KIRK a respeito da forma como o riff de "Enter Sandman" foi introduzido na música: "Se não fosse assim, você ainda viveria em East Bay". Naquele disco a banda havia contratado o produtor "comercial" BOB ROCK, fez um puta disco e entrou pra história.
O METALLICA já foi chamado de traidor, de mercenário (no episódio NAPSTER) e resistiu apesar das críticas. Já teve uma das baixas mais marcantes da história do metal (a morte de CLIFF BURTON em 1986) e seguiu firme. Já compôs riffs históricos e já lançou discos horrorosos, mas sempre se reinventou e suportou o teste dos anos. Entrou para o "Top 4" das bandas de metal - na companhia de SABBATH, JUDAS E IRON- criando um novo estilo de metal e lotando estádios na mesma proporção de ídolos pop como o U2. Mas o grande diferencial do METALLICA está lá dentro mesmo, desde o início da banda.
Repare: quase toda banda de sucesso tem o seu claro/escuro, tese/antítese, queijo/goiabada: OZZY/IOMMI, JAGGER/RICHARDS, PAGE/PLANT, AXL/SLASH, etc. Isso não é ciência exata leitor, mas é uma constante considerável. O que o METALLICA traz de diferente é o cérebro/coração, o falastrão/antisocial, o marqueteiro/carismático, enfim LARS/JAMES.
LARS ULRICH é dinamarquês, rico desde sempre, falador, visionário. Arquitetou o METALLICA para ser a maior banda do mundo, baseando seu som inicialmente na NWOBHM, mas sabendo trabalhar a imagem da banda de modo a acompanhar o "movimento do mundo" quando necessário. HETFIELD é quieto, de família classe média e nascido no seio da tal Ciência Cristã, caçador, ex-beberrão, e compositor de riffs antológicos. JAMES, em sua própria definição, canta como "um marinheiro", mas soube expor suas dores para o mundo quando compôs pérolas personalíssimas como "Nothing Else Matters" e "The God That Failed"
HETFIELD e ULRICH são a água e o óleo: quebram o pau, quase se separaram na época de "St. Anger", divergem sobre quase tudo, mas não se largam - no fundo, sabem que só são fortes juntos. Juntos criaram a direção da banda quando puseram MUSTAINE para fora em 1983, tornando-se assim, os capitães do barco. Juntos souberam "juntar os cacos" depois da morte de BURTON e seguir em frente.
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