Lester Bangs: o leitor que se tornou jornalista
Por Pedro Zambarda de Araújo
Fonte: Bola da Foca
Postado em 07 de maio de 2010
Californiano de Escondido, Estados Unidos, Lester Bangs é chamado, até hoje, de uma das maiores vozes da crítica musical. Em sua curta carreira na imprensa, fez resenhas de diversas bandas, que estavam aflorando em 1970. Mas tudo começou de uma maneira simples: Bangs começou fazendo freelance para a Rolling Stone, que começou a chamar leitores para resenharem sobre os roqueiros da época. Bangs fez um texto falando mal dos pré-punks MC5, sobre o álbum "Kick Out The Jams".
Com esse começo, Lester começou a acompanhar de perto carreira de bandas como Led Zeppelin e Black Sabbath, que deram começo ao metal, mudando o destino do rock. Ele fez, também a clássica reportagem sobre a morte de Janis Joplin, de overdose. Após três anos de trabalho histórico, Bangs foi demitido pelo editor Jann Werner, em 1973, após uma análise negativa da banda de blues rock Canned Heat.
Creem foi a segunda grande publicação com que Bangs contribuiu, já como editor, em 1971. Nessa publicação, Lester Bangs e sua equipe cunharam o termo heavy metal nas bandas que surgiram na época. Outros movimentos que Lester pode testemunhar por essa revista foram os primeiros anos do punk rock e da new wave, já nos anos 80. A redação começou em Detroit, Michigan, muito diferente do clima novaiorquino da Rolling Stone.
Por fim, importante mencionar que Lester Bangs também foi músico. Ele juntou-se ao irmão de Joey Ramone, Mickey Leigh, na banda Birdland, em Nova Iorque, ainda nos anos 70. Em Austin, no Texas, ele fez parte de uma banda de punk rock chamada Delinquents, em 1980. O grupo punk de Bangs chegou a gravar um álbum - "Jook Savages on the Brazos".
Sua contribuição ao mundo do rock, e ao jornalismo, se encerrou em 1982. Encontrado morto, por uma overdose de medicamentos em Nova Iorque, Bangs representou o espírito de sua época. Ele não se prendeu em rótulos na análise das bandas, sendo fã, inclusive, do músico alternativo Lou Reed, que vinha também dos subúrbios e do anonimato para o estrelato, ao lado do Velvet Underground. Era um leitor que virou jornalista de destaque, acompanhando de perto a diversidade de artistas do período.
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