Bitch

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Victor Kataóka, Fonte: Betsy Weiss Brasil, Press-Release
Enviar correções  |  Comentários  | 

Um nome muito notável. Seria uma escolha de nome bastante impróprio para um doce duo de soul music ou uma banda country de baladas femininas. E eu tenho certeza que nunca passaria pela cabeça de alguém como Celine Dion usar o nome “Puta” como pseudônimo artístico. Entretanto, poderia funcionar para uma gangsta rapper. Mas também era um nome muito apto neste caso. Comandado pela cantora Betsy Weiss (vulga Betsy Bitch), a banda Bitch começou em Los Angeles por volta de 1981.

5000 acessosMike Mangini: um dos bateristas mais rápidos do mundo?5000 acessosMonsters of Rock: a feijoada que quase derrubou King Diamond

Antes de entrar na banda, Betsy tinha cantado em uma banda de SKA Music de Los Angeles chamada “The Boxing Boys”, mas então, ela descobriu o Heavy Metal e fez história com a banda Bitch, que lançou uma Demo em 1982 chamada “Live For The Whip”, produzida pela própria banda, que tinha a seguinte formação: David Carruth, ex Badaxe na guitarra, Richard Zusman no baixo, e o baterista Robby Settles.

A demo tinha quatro músicas: “You’re Mine”, “I’m in Love”, a clássica “Live For The Whip” e mais uma faixa desconhecida.

Rapidamente a banda ficou conhecida, nem tanto pela música e nem pela demo(apesar de que não havia nada de errado com o Heavy Metal Pesado e bastante tradicional que eles praticavam), mas sim pela fixação com S&M e “bondage”, visível nas suas letras e visual. Talvez a imagem da banda não tenha sido 100% séria, mas com certeza lhes ajudou a adquirir a atenção da legendária gravadora Metal Blade, que distribuiu o seu Debut Mini-Albun “Damnation Alley” em dezembro de 1982.

Antes da gravação de “Damnation Alley” , Richard Zusman foi substituído pelo competente Mark Anthony Webb, que tocava no Molten Leather, banda que só lançou uma música, “Inversion”, que fez parte da coletânea Metal Massacre II”.

Na verdade, a primeira coletânea “Metal Massacre” da Metal Blade contava com uma música da Bitch,”Live for the Whip (Viva para o Chicote)”, retirada da Demo, isso em 1982.O Ratt e o Metallica também participaram dessa coletânea.

A versão de “Live for the Whip” que saiu na coletânea da Metal Blade é diferente da oficial, pois é mais leve, levando em conta que a “oficial” que saiu no EP “Damnation Alley” contém cerca de 1 minuto de gemidos em uma seção de sadomasoquismo de Betsy, o que a torna uma das músicas mais imorais dos anos 80(!).

Incidentemente, Bitch também obteve atenção de vários cristãos e ativistas femininos, mas por várias razões diferentes…

Em 1983, lançaram pela “Mystic Records” um split 7″ single com outra banda americana comandada por uma mulher, a Hellion, que entrou com a música “Nightmares in Daylight”,enquanto a Bitch com “I’m in Love”. Na capa do split tinha escrito “O som das garotas de Hollywood”.

Ainda em 83, sai o terceiro volume da coletânea “Metal Massacre”, que teve a participação do Slayer e do Virgin Steele, nessa coletânea a banda Bitch participou com “Riding in Thunder”.

No mesmo ano, em Julho, o Debut Albun é finalmente lançado pela Metal Blade: “Be My Slave”, o clássico absoluto da banda, recheado de petardos, e seguramente um dos melhores lançamentos daquele ano.

Os shows da banda eram únicos, e incluíam um escravo sendo humilhado por Betsy em um ritual Sado-Masoquista.

Os shows tornaram a banda mais conhecida ainda nos clube de Los Angeles, e atraíram a atenção da imprensa do mundo todo.

Mas nem tudo eram flores, e após o lançamento do álbum, Mark Webb é substituído por Ron Cordy, que tocava em uma banda de L.A chamada Overkill (não confundir com a banda de Thrash).

Pra completar, a Bitch teve vários problemas com os empresários e os executivos que tomavam conta do negócio da banda, o que atrasaram em quatro anos o lançamento do próximo álbum, fazendo a banda não ter aproveitado o tempo que estava na mídia.

Em 1987 foi lançado “The Bitch is Back”, tarde demais. Enquanto as performances da banda ainda eram muito comentadas, as vendas não iam tão bem.

A faixa título “The Bitch is Back” era um cover de uma música dos anos setenta de Elton John.

Aparentemente para conseguir mais sucesso comercial, mudaram o nome da banda para “Betsy”, o nome da sua vocalista e frontman, em 1988,

A música agora era mais polida e orientada para as rádios, e a imagem dado-masoquista foi deixado de lado.

Em um esforço para expandir a popularidade da banda, o letrista da banda FOREIGNER, Bruce Turgon, colaborou nas músicas “You Want It- You Got It” e “Flesh And Blood”.

O Álbum não fez o sucesso que se esperava, e a banda voltou as suas raízes em 1989. Em abril, saiu pela Metal Blade o EP “A Rose By Any Other Name”, usando o nome original, e mais Heavy Metal do que nunca.

“A Rose By Any Other Name”, na verdade era um álbum “odds n’ sods”, que tinha uma seleção de músicas re-mixadas e nunca lançadas, incluindo ‘Walls Of Love’, música que faria parte de um vindouro álbum do projeto “BET-Z”, mas que nunca chegou a ser lançado.

Esse EP também marca o fim da banda, que depois dele nunca mais lançou nada de novo.

Bitch anunciou um retorno no fim de 1998 com Betsy, Carruth e Settles, e além deles se juntaria a banda o guitarrista Edward Paul e o baixista Robert Farr. A banda aparentemente foi reformada em 2002, com Besy, Carruth, Settles e o baixista, John Zell, anunciando datas na Alemanha no verão de 2003. A banda chegou a fazer uma série de shows em clubes Californianos e mais alguns na Europa.

Em 2007 a banda finalmente lançou um site oficial, contendo novidades e dando conta de que estariam escrevendo músicas para um novo álbum, mas um pouco depois o site misteriosamente saiu do ar.

Em outubro de 2008, Betsy se juntou a banda Witch, que lançou um EP e um Album nos anos 80, e foi reformada.

Em 2009 Betsy seguiu fazendo shows com a banda Witch e gravou uma entrevista para o documentário “The Women of Sunset Strip”, do canal VH1.

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

0 acessosTodas as matérias da seção Matérias0 acessosTodas as matérias sobre "Bitch"

Mike ManginiMike Mangini
Um dos bateristas mais rápidos do mundo?

Monsters of RockMonsters of Rock
A feijoada que quase derrubou King Diamond

Porn MetalPorn Metal
Filmes para inspirar os headbangers solitários

5000 acessosGuitarristas: os maiores do Hard & Heavy segundo a revista Burnn5000 acessosAnitta: "Eu era roqueira. Comecei no funk por destino."5000 acessosKiko Loureiro: filha ajuda o guitarrista a aprender "Holy Wars"5000 acessosAngela Gossow: Não existe deus! Simplesmente lide com isso!5000 acessosMetallica: o que rola nas playlists de James e Lars?5000 acessosNinguém é perfeito: os 25 piores álbuns feitos por bandas lendárias

Sobre Victor Kataóka

Kataóka representa aqueles que prezam por nomes como Saxon, Accept, Manowar, Judas, Virgin Steele, Alice Cooper, Queensryche, Warlock, Savatage, Budgie, Dio e etc. Trajando o manto do Fortaleza EC, conseguiu ver com muito sacrifício quase todas as suas bandas favoritas ao vivo, e acredita que acima do AC/DC, somente os Beatles. Com o H2R, resenha Heavy Tradicional, Hard Rock, e o seu vício: N.W.O.B.H.M, o que não o impede de prezar demais por rock progressivo e psicodélico. Apesar de ser de 88, dentre 500GB de mp3 em um HD de valor inestimável, 95% do conteúdo vem dos anos 60,70 e 80. Não resenha Melodic, industrial, extremo, sinfônico, Power, New, Grunge e vários outros etc...

Mais informações sobre Victor Kataóka

Mais matérias de Victor Kataóka no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online