Blind Faith
Por Rafael Nunes Campos
Postado em 01 de março de 2007
Após sair do Cream, Eric Clapton queria formar uma nova banda. No início de 1969 começou a arquitetar uma nova formação tão boa quanto aquela. Juntou-se a Steve Winwood, garoto prodígio vindo do Spencer Davis Group e Traffic, que aos 20 anos estava maluco para criar um super-grupo. Esse citou Ginger Baker para a bateria. Clapton relutou. Não queria conviver com fantasmas do passado. Não queria continua sendo um garoto de recados,como nos tempos do Cream, mas acabou cedendo.
Juntos começaram a trabalhar como um grupo em fevereiro de 1969. Contudo faltava alguém. O músico escolhido para tocar baixo no novo grupo foi Rick Grech, ex-integrante do Family. A gravadora tratou de mostrá-los como um novo super-grupo. Exigia-se deles uma vendagem semelhante à do Cream e as propostas de show eram inúmeras.
Em agosto de 1969 lançaram seu disco homônimo num momento de ápice da geração hippie, que estava comemorando os louros da vitória sobre a careta sociedade americana. O disco não alcançou as expectativas da gravadora. Músicas como "Do What you like" e "Sea of Joy" mostravam como aquele grupo teria indo longe. Dotadas de belas melodias e arranjos elaborados, além é claro dos belos dotes instrumentais de seus músicos, o disco é um deleite do início ao fim. A guitarra de Clapton é límpida e cristalina em seus licks certeiros. A maravilhosa bateria de Mr. Baker transita com desenvoltura pelos mais variados ritmos. Rick Grech segura a ponta no baixo e Winwood dava um show à parte. O cara escrevia a maior parte das músicas, tocava órgão, piano e quando cantava simplesmente emocionava.
Mesmo com tantas perspectivas, o grupo implodiu. No final do ano tinham acabado como banda deixando apenas esse belo testamento.
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