W.A.S.P.

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Por Otávio Augusto Juliano
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O W.A.S.P. surgiu no início dos anos 80, tendo como líder e criador o vocalista Blackie Lawless, que após algumas tentativas de sucesso com outras bandas, das quais uma se chamava Sister, conheceu o guitarrista Chris Holmes e deu início aos trabalhos que o levariam ao sucesso. A sigla W.A.S.P. sempre provocou dúvidas e até hoje não se sabe ao certo seu significado, para muitos representa "White Anglo-Saxon Protestant", para outros "We Are Sexual Perverts", além de vespa, que é tradução da palavra para o português.

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A banda lançou seu primeiro álbum em 1984, com o nome simplesmente de W.A.S.P., alcançando grande sucesso e chamando muita atenção pelo visual dos seus integrantes, bem como de suas performances no palco, com muito sangue, sexo e rock n´ roll. Na verdade a banda já havia feito um single, Animal F*** Like a Beast, que acabou não sendo lançado pela Capitol Records, e foi lançado por uma gravadora independente, sendo portanto, o álbum W.A.S.P. considerado como primeiro da banda

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Tendo como formação, Lawless no baixo, Chris Holmes e Randy Piper nas guitarras e Tony Richards na bateria, este álbum trouxe músicas que viriam a se tornar grandes clássicos da banda, tocadas em todos os shows, como 'I Wanna Be Somebody', 'L.O.V.E. Machine' e 'Sleeping (In The Fire)', bem como a música 'Animal (F*** Like a Beast)'. A banda iniciou sua primeira turnê e obteve muito sucesso, dividindo os palcos com o então desconhecido Metallica.

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O W.A.S.P sempre teve como característica as mudanças constantes na formação. O segundo álbum, The Last Command, foi lançado já com mudanças no line up. Quem assume a bateria neste álbum é Steve Riley, no lugar de Tony Richards. Novamente um grande álbum, muito elogiado, e mostrando força nas letras e na musicalidade da banda, destacando-se 'Blind In Texas', 'Sex Drive' e 'Wild Child'. Já para o terceiro álbum da banda, Inside The Electric Circus, foi a vez sair o guitarrista Randy Piper, que deu lugar ao baixista Johnny Rod, e com isso, Lawless trocou o baixo pela guitarra. Algumas músicas deste disco tornaram-se clássicos da banda, incluindo um cover para Easy Living, do Uriah Heep, e com isso, a banda iniciou a "Circus" Tour.

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Durante esta turnê, por muitas e muitas vezes, a banda foi perseguida por um grupo de mulheres, que lideravam uma entidade chamada P.M.R.C. (Parents Music Resource Center), e passavam todo o tempo criticando letras de música e shows, sob alegação de que certas bandas ofendiam os bons costumes da sociedade americana. É claro que Lawless e sua turma tornaram-se alvo principal da entidade, e esta perseguição passou a ser uma constante ao longo da carreira do W.A.S.P. Desta turnê resultou o álbum ao vivo, Live ... in The Raw, com gravações de shows em San Bernardino, San Diego e Long Beach Arena. Muito forte, muito pesado, todas as grandes músicas da banda até o momento e mais 'Scream Until You Like', que acabou sendo usada para a trilha sonora do filme 'Ghoulies II', além de uma outra música inédita, chamada 'Harder Faster', que fazia menção exatamente à entidade P.M.R.C. e sua líder Tipper Gore.
Dois anos depois sai o álbum The Headless Children, novamente com formação diferente das anteriores. Entra Frankie Banali (ex-Quiet Riot) no lugar de Steve Riley e como músico adicional, entra o tecladista Ken Hensley. Trazia letras falando de outros temas, como abuso de drogas, política e guerras.

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Após três anos, em 1992, surge então o álbum que pelo próprio Lawless é considerado o melhor da banda, assim como o mais trabalhoso: The Crimson Idol. Um álbum conceitual, chamado de ópera-rock, trazendo a história de um garoto chamado Jonathan, desde seu nascimento até sua morte, passando por todo o seu sofrimento e seus medos. No line up mais uma vez mudanças: sai Chris Holmes, co-criador da banda, e entra Bob Kulick (irmão de Bruce Kulick e hoje um grande produtor musical) para as guitarras e o baterista Stet Howland que participa da turnê do álbum, e leva os créditos do trabalho juntamente com Frankie Banali, que também participa das gravações. Com este álbum ocorre uma grande mudança na sonoridade da banda, mas o trabalho alcança muitos elogios e muito respeito, inclusive de críticos, tornando-se um álbum indispensável para qualquer fã de Hard Rock. Nesta época começam ocorrer problemas entre a banda e a Capitol Records, que culminam no fim do contrato entre as duas. Antes disto, em 1994, é lançado um último álbum pela gravadora, uma coletânea chamada First Blood, Last Cuts, hoje muito difícil de ser encontrada por estar fora de catálogo.

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Still Not Black Enough, o oitavo álbum da banda, chega em 1995, com a mesma formação do anterior, trazendo músicas como Black Forever e a excelente Rock n´ Roll To Death. Mais um bom trabalho com Bob Kulick nas guitarras e alguns outros músicos adicionais.

Dois anos mais tarde, é lançado Kill Fuck Die, que marca a volta de Chris Holmes à banda, assim como a saída de Bob Kulick e Frankie Banali. A formação fica com Holmes e Lawless nas guitarras, entra Mike Duda para o baixo e Stet Howland fica de vez como baterista da banda. Uma grande diferença musical entre este álbum e o Still Not Black Enough é percebida, consequência da volta de Holmes às guitarras da banda. Da Kill Fuck Die Tour surge o segundo álbum ao vivo do W.A.S.P., desta vez duplo: Double Live Assassins. Junto com este ao vivo, são re-lançados os principais títulos da banda, todos com faixas-bônus extraídas de lados-B de singles e de shows realizados ao longo da carreira.

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Após estes nove álbuns, que diferiam muito entre si, tanto pela musicalidade como pelas letras, o W.A.S.P. resolve voltar ao estilo que levou a banda ao sucesso. Em 1999 sai Helldorado, trazendo músicas com guitarras fortes, letras pesadas e uma formação que começa a se tornar estável. Este álbum mostrou que o W.A.S.P. ainda tinha muita potência e energia para gastar.
Atualmente, foi lançada uma coletânea, chamada The Best Of The Best 1984-2000, com duas músicas inéditas, Unreal e Saturday´s Alright For Fighting, esta última composta por Elton John.

Em 2001 sai um novo CD com a mesma formação de Helldorado, Unholy Terror, falando sobre religião e temas polêmicos. Já em 2002 sairia Dying For The World, sem Chris Holmes e com Darell Roberts em seu lugar.

Importante se faz mencionar, que apesar das diversas mudanças na formação e na musicalidade da banda ao longo da carreira, o W.A.S.P. nunca se deixou levar por modismos que constantemente surgem nos EUA, sobrevivendo ao surto do Glam Rock nos anos 80, do grunge no início dos anos 90 e agora recentemente da música eletrônica, graças à qualidade do líder Blackie Lawless, que trabalha acreditando nos seus objetivos e na sua música, independentemente de críticas e perseguições.

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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