Placebo
Postado em 06 de abril de 2006
Biografia originalmente publicada no site Dying Days
Por Fabrício Boppré
Contribuições: Alexandre Luzardo
A banda inglesa Placebo foi formada pelos amigos de infância Brian Molko e Stefan Olsdal. Apesar do primeiro ser americano e o segundo escôses, eles se conheceram em um colégio em Luxemburgo, e depois de algum tempo sem se verem, voltaram a se encontrar em Londres, na Inglaterra, em 1994. Nesse mesmo ano, resolvem formar a banda, que ficou inicialmente sendo chamada de Ashtray Heart (Brian cantava e tocava guitarra, enquanto Stefan ficou com o baixo). Para isso, recrutaram o baterista Robert Schultzberg, que estava na Inglaterra para aprender mais sobre percussão. Este já conhecia Stefan, com quem havia tocado em uma banda de garagem na Escócia. Logo depois disso, resolvem trocar o nome para Placebo, e no final de 1995, lançam um single chamado "Bruise Pristine", pelo selo independente Fierce Panda Records.
A banda começa a chamar a atenção de muita gente, lançando mais alguns singles (entre eles, "Nancy Boy", que chegou a ficar em quarto lugar no Top Five inglês) antes de lançar o seu primeiro disco, auto-intitulado, em 1996. Esse disco foi produzido por Brad Wood (que já produziu Liz Phair e Sunny Day Real Estate, entre outros) e saiu pelo selo Caroline Records. O som da banda logo se destacou por ser algo entre o punk e o pop, mas com uma certa identidade, diferenciando-se de bandas como Green Day e Offspring. O som tem um forte acento alternativo, com melodias mais sérias e inteligentes do que os das duas bandas citadas. Destacam-se músicas como "Teenage Angst", com seu refrão ultra-depressivo ("since I was born, I start to decay, now nothing ever ever goes my way"), "Bionic", que tem um riff de guitarra belíssimo e uma melodia muito linda, e a contagiente "36 degrees".
A banda passa o resto de 1996 e grande parte de 1997 na estrada, excursionando com nomes como Sex Pistols e Weezer, e ao poucos vão chamando também a atenção também de vários artistas, entre eles, Michael Stipe (REM), Bono Vox (U2) e David Bowie. Participam, inclusive, da festa de 50 anos de Bowie, e tocam também na turnê Popmart do U2. Na Inglaterra, o álbum ganha o disco de ouro e a banda fica cada vez mais conhecida, não só pelo seu som, como também pela estranha imagem do vocalista e guitarrista Brian Molko. Ainda em 1997, a banda participa das filmagens do filme "Velvet Goldmine", que foi produzido por Michael Stipe (REM) e tem no elenco o jovem ator Ewan McGregor.
Em 1998, já pela gravadora Virgin, lançam um segundo álbum, chamado "Without You I’m Nothing", que foi produzido por Steve Osborne. A banda já não tinha Robert Schultzberg, que dera seu lugar para o excelente baterista Steve Hewitt. Este é um disco um pouco diferente do primeiro: mostra uma banda mais madura, com músicas mais introspectivas e climáticas, com muitas baladas e uma certa levada gótica, como nos discos do The Cure. As letras de Brian estão também mais tristes, o que se reflete em suas emotivas interpretações. Esse disco não tem tantos hits imediatos quanto o primeiro álbum, mas mesmo assim possui várias ótimas canções, como "Pure Morning" e "Every You Every Me" (as duas mais acessíveis, levando-se em consideração o padrão MTV), além das belas baladas "Without You I’m Nothing" e "Summer’s Gone". Outras que se destacam são "Allergic", "Brick Shithouse" e "You Don’t Care About Us".
O terceiro álbum, "Black Market Music" confirma a sonoridade do disco anterior, com levadas mais introspectivas e intimistas e a mesma atmosfera gótica que se fazia presente em "Without You I'm Nothing". O disco foi lançado ainda no ano 2000 na Inglaterra e teve um atraso em mais de 6 meses para ser lançado nos Estados Unidos e nos demais países. O disco não foi muito bem recebido pela crítica, principalmente na Inglaterra, a crítica americana mostrou opiniões divididas, com alguns considerando "Black Market Music" o melhor trabalho do Placebo até agora. O Placebo seguiu ao longo de 2000 e 2001 fazendo vários shows em todo o mundo e participando de diversos festivais, em promoção ao álbum.
2003 marca o lançamento de mais um disco: "Sleeping With Ghosts". Produzido por Jim Abbiss, o quarto álbum do Placebo segue mais ou menos a linha do lançamento anterior, dessa vez com uma melhor receptividade por parte dos fãs e crítica.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Rockstadt Extreme Fest anuncia 81 bandas para maratona de 5 dias de shows
O cantor que Robert Plant elogiou: "Sabem quem acho que tem a melhor voz que já ouvi?"
Copa do Mundo do Rock: uma banda de cada país classificado, dos EUA ao Uzbequistão
A música pela qual Brian May gostaria que o Queen fosse lembrado
A melhor capa de disco, segundo Derrick Green, vocalista do Sepultura
A música do Genesis que a banda, constrangida, talvez preferisse apagar da história
A melhor música que Bruce Dickinson escreveu para o Iron Maiden, segundo a Metal Hammer
A melhor capa de disco de todos os tempos, segundo Vinnie Paul
Edu Falaschi comenta mudanças em sua voz: "Aquele Edu de 2001 não existe mais"
A música que David Gilmour usou para fazer o Pink Floyd levantar voo novamente
Edu Falaschi lembra emoção no show do Angra: "Acabou aquilo que sofri pra caralh*!"
O hit de John Lennon que Ritchie Blackmore odiou: "Parece uma banda semi-profissional"
Slayer vem ao Brasil em dezembro de 2026, segundo José Norberto Flesch
O guitarrista que Jimmy Page apontou como o maior de todos
O lendário guitarrista que Steve Vai considera "um mestre absoluto"
Placebo anuncia edição reimaginada do seu álbum de estreia
Max Cavalera e os detalhes de sua saída do Sepultura, incluindo como e quando aconteceu
Primórdios: O Rock Brasileiro da década de 50


