Resenha - Salvation By Fire - Burning Point
Por Rafael Carnovale
Postado em 07 de julho de 2002
Nota: 5 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Em 1997, quatro finlandeses resolveram formar uma banda de heavy metal. Mas heavy metal mesmo, tradicional, sem teclados, sem orquestra. Apenas porrada de guitarras baixo e bateria. Daí surgiu o Burning Point, que em 2001 lançou seu debut "Salvation By Fire". Vemos uma banda agressiva, inspirada em nomes fortes do estilo, como Iron Maiden, Judas Priest, e que também resgata a agressividade do Black Sabbath fase Ozzy.

Logo de cara, uma cacetada speed, "Under de Dying Sun", que poderia bem ter sido gravada pelo Helloween fase "Walls of Jericho", apesar de uma quebradinha de ritmo que chega a incomodar quase no final. O lado mais cadenciado vem na faixa seguinte, "Lake of Fire", com riffs bem pesados, mas com uma pinta de "já ouvi isso antes", tal a semelhança com o Black Sabbath (o vocal chega a lembrar Ozzy algumas vezes). Tal fato volta a se repetir em "Fall of thy Kingdom", que é muito parecida com Iron Maiden. E uma coisa incomoda na banda: as músicas quase todas começam do mesmo jeito, com um solinho de guitarra no início. Não que isso seja ruim, em faixas com "Higher" (com sua levada mais hard/rock), a qualidade da música faz você esquecer esse detalhe e na pesadíssima "Black Star" (outra que Ozzy poderia muito bem meter seus vocais, embora os riffs não possam ser comparados ao do mestre Tony Iommi), mas isso incomoda, saber que quase toda música tem o mesmo início.
A banda volta a se repetir em "Stealer of the Night", outra speed, que chega a ser meio enjoativa, pois se parece muito com as primeiras faixas, e na cadenciada "The One", que apesar de tudo consegue ser interessante, por seu refrão contagiante. A banda acerta em cheio quando faz uma faixa quase trash pelos riffs de guitarra como "Signs of Danger" e a épica "Salvation By Fire", que consegue ser original,cativante e ainda ter sete minutos de pura inspiração, sendo o maior destaque do cd.
A banda precisa urgentemente definir seu estilo e investir nele, para não ser rotulada de "legal, mas já ouvi isso em outro cd". Potencial eles têm.
Line Up:
Jukka Kyro – Guitarra
Pete Ahonen – Guitarra, Vocais
Toni "Jope" Kansanoja – Baixo
Jarí Kaiponen – Bateria
Material cedido pela:
Rockbrigade Records
Rua dos Bonitos 89 – São Paulo (SP) – Tel: 11-5579-4124
http://www.rockbrigade.com.br
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Regis Tadeu explica morte dos Mamonas Assassinas: "Imprensa não contou"
Regis Tadeu explica por que Blackmore voltou ao palco com o Deep Purple após 33 anos
Agora é oficial: Slipknot anuncia demissão de Sid Wilson
Andi Deris diz que o Helloween ainda consegue cantar todas as músicas no tom original
A música "sem graça" que zoa o punk rock e se tornou hit do Van Halen
Roger Glover não quer que Deep Purple faça show de despedida
O maior vocalista da história, de acordo com a ciência
As 4 melhores músicas de 1986, segundo Robert Smith, vocalista do The Cure
A música dos Beatles que John Lennon invejava por não ter escrito, conforme Paul, o autor
As 5 melhores músicas do Yes de acordo com o guitarrista Steve Howe
5 clássicos do rock nacional cujas letras envelheceram mal
O que é a disfunção temporomandibular, diagnosticada em Axl Rose
Guitarrista diz que fãs estão redescobrindo álbum "maldito" do Accept
Foo Fighters se apresentará em Belo Horizonte e São Paulo em fevereiro de 2027
Iron Maiden: a tragédia pessoal do baterista Clive Burr
O dia que Prince demitiu o guitarrista que ele considerava o melhor de todos os tempos
O último CD ouvido por Ayrton Senna antes de morrer



A Magia Ancestral do Green Lung: O Impacto Monumental de "Woodland Rites"
Resenha - Skylab VI - Cadê Meu… Álbum?
Left To Die, o supergrupo tributo ao seminal Death, lança seu primeiro disco



