Resenha de Show: Nervosa, Bloodskin e Leprosy em Goiânia
Resenha - Nervosa, Bloodskin e Leprosy (De Leon Music Pub, Goiânia, 11/09/2026)
Por Jean Dantas.
Postado em 25 de setembro de 2026
Vídeos e fotos: Jean Dantas, Marcelo Santos e Celenilton Silva
Na sexta-feira dia onze de setembro ocorreu a passagem da turnê Slave Machine Tour 2026 no De Leon Music Pub em Goiânia, a banda NERVOSA trouxe seu mais recente trabalho de estúdio e além de suas composições mais antigas para uma noite de muito Metal que contou ainda com as performances de BLOODSKIN e LEPROSY iniciando os trabalhos.
Nervosa - Mais Novidades
O local onde ocorreu estas apresentações já se tornou tradicional para nossa cena Metal, apoiando artistas do underground e mais do que nunca trazendo nomes respeitados tanto de âmbito nacional quanto também internacional, um verdadeiro ponto de encontro para os Headbangers desta cidade e mais que isso, esse espaço vem transformando e alavancando a nossa cultura metálica.
Iniciaremos esta comentando o primeiro show que ficou a cargo do LEPROSY, nome tradicionalíssimo do Death Metal destas paragens que para variar começou detonando tudo, mostrando um setlist com composições marcantes e de longa data, quanto também novas músicas compostas em português e que aliás ficaram ótimas, acrescentando uma nova fase em sua História.
Como se não bastasse, foi o primeiro concerto em nosso município sem seu antigo e saudoso baixista Remus Silva que faleceu recentemente, rendendo assim muitas homenagens ao seu ex -integrante durante todo o período que estiveram no palco. Sua formação atual conta com Rinaldo Macedo na guitarra, Allan Paulino nos vocais, Bíula na bateria e Breno no contrabaixo que inclusive é filho do Remus, dando continuidade ao legado de seu pai.
Assim, essa celebração ao Metal começa com "Leprosy" canção que leva o nome da banda e é marca registrada desta instituição da música extrema old school de Goiás. Enquanto a casa ia enchendo viria na sequência "Leprosy of the World" para intensificar o peso no ambiente, a seguir "Death", "So Rest in Peace" e "Reborn in Yourself" fizeram aqueles que estavam presentes bater cabeça e fruir essa sonoridade que empolga os amantes do Death Metal, pois a banda está cada vez mais afiada e integrada a sua nova composição, fator que reverbera durante sua interpretação.

Em seguida propagou - se no ambiente "Abandono" cantada em nosso idioma e que contou ainda com a participação do vocalista Rodrigo Zed do grupo ODIADO, um verdadeiro protesto contra o desamparo e maus tratos aos cães em forma de destruição sonora, inclusive foi lançada como single na última sexta - feira dezoito de setembro, posteriormente presenciamos "Insurrection" que molda e define o quase fim deste espetáculo e para finalizar surge "Sangue e Gelo", criação musical deste novo período e que reforça a ideia de que Rinaldo e a essência e solidez de sua guitarra, os vocais rasgados de Allan, a cadência e a precisão brutal de Bíula em sua bateria e a presença de palco, atitude e técnica de Breno com seu baixo podem e devem continuar seu caminho e luta pelo nosso subterrâneo do som pesado.
Mais uma vez a aparelhagem de som da casa estava impecável o que reforça e muito a excelência das exibições do dia onze, o LEPROSY estava apenas introduzindo em nossas veias uma atmosfera de reunião entre o antigo e novo em torno do Metal extremo, agitar a cabeça e curtir os clássicos desta foi inevitável.
Adiante entra no palco o BLOODSKIN de Brasília que é um tributo ao SLAYER e por si só já temos aí uma arquitetura da destruição, pois vários clássicos foram postos a mesa, o Pub já contava com um público maior e a medida que os acordes ecoavam pelo ambiente a adrenalina também aumentava, pois nunca é fácil desempenhar e representar da mesma forma uma banda desse nível.

O BLOODSKIN é formado por Sólon Beethoven na bateria, César Logan e Pedro Snake nas guitarras, Iale Noblat nos vocais e Diego Uriel no contrabaixo, união da experiência e juventude a serviço do Thrash Metal e creio que eles conseguiram uma boa performance, velocidade, atitude e agressividade em seu set list contribuíram para uma noite fodástica.
Sua lista de músicas inclui "South of Heaven", "Raining Blood", "Skeletons of Society", um encadeamento explosivo para se iniciar um headbanging geral, e na mesma energia ainda seriam executadas "Mandatory Suicide", "Spill the Blood", "Spirit in Black", "Seasons in the Abyss", assim a roda pegando fogo e a galera se jogando de cima do palco deram o tom daquele momento.
E dando continuidade o BLOODSKIN ainda tocou "War Ensemble", "Dead Skin Mask" e para finalizar "Angel of Death", numa eufonia que mescla com a escolha das músicas, interpretadas com entusiasmo, profissionalismo e esmero por Sólon, César, Pedro, Iale e Diego, bateria nervosa, contrabaixo preciso, guitarras com solos e bases pesadas e vocalizações na medida certa representaram muito bem o cerne e o espírito do Thrash Metal e do SLAYER.
Mais um intervalo e desta vez todos esperavam a banda NERVOSA aparecer pela primeira vez no De Leon Music Pub, tempo para os presentes arrematarem aquela cerveja mais que gelada e assim as meninas entram em cena para um público formado por gerações distintas mas prontos (as) para presenciar o aniquilamento do silêncio por meio dos vocais e guitarra de Prika Amaral, com a guitarra de Helena Kotina, com o contrabaixo de Emmelie Herwegh e pela bateria da Michaela Naydenova, pura estética a serviço do Thrash moderno.
O concerto se inicia freneticamente colocando a Slave Machine Tour 2026 aqui no Cerrado, os fãs se aglomeram em frente ao cenário exposto pela banda e petardos são lançados por meio de harmonizações que ressoam em nossos tímpanos, as garotas estavam realmente nervosas no bom sentido é claro e a primeira canção já é do disco atual "Impending Doom" é uma porrada na cara, euforia e riffs poderosos, bateria rápida, contrabaixo eletrizante e vocais arrepiantes, puro instinto.
A próxima exposição contínua ocorre com "Seed of Death" que já está na vanguarda da história desse grupo, que som massa, poesia da agonia em forma de ruído, assim na mesma pegada "Masked Betrayer", "Ghost Notes" do novo trabalho, "Perpetual Chaos", "Behind The Wall" e "Nail the Coffin" prepararam o terreno para o mosh pit e crowd surfing que tomou conta do lugar, vamos bater cabeça que o mundo vai acabar.
Dessa forma a NERVOSA nos ofereceria ainda "Death", e que pedrada, depois "Kill the Silence", "You Are Not a Hero" mais uma música de sua nova obra e que arranjo fenomenal, solos belíssimos, melodia e inquietação na construção de um mesmo arcabouço, na continuidade ouviríamos "Endless Ambition", "Guided by Evil", e "Slave Machine", haja peso e agressão harmônica, a galera estava agitando sem parar, a roda estava na alta e haja surfe sobre a plateia, momento animal.
E não tem saída, tudo que é bom tem o seu fim, os últimos ruídos seriam da clássica "Jailbreak" que entusiasmou os Headbangers que ali estavam, essas mulheres com seus instrumentos possuem um dinamismo e ritmo contagiantes, foi uma data para ninguém colocar defeito e algo peculiar ainda ocorreria durante a execução desta, a energia findou mas logo retornou, e Prika Amaral disse ao público "acho que "Jailbreak" merece ser tocada direito" e elas começaram mais uma vez e foram até a última consonância.
Creio que foi uma integração íncrivel entre os Metalheads que participaram deste evento, o De Leon Music Pub que o abrigou e as bandas que fizeram de tudo para isso acontecer, o LEPROSY, BLOODSKIN e a NERVOSA abrilhantaram esta noite simplesmente memorável, e que espetáculos desse porte continuem a acontecer em nossa cidade, long live Metal...
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A maior e melhor banda de metal de todos os tempos, segundo Jerry Cantrell
O baterista idolatrado por Neil Peart e Stewart Copeland; "o auge inalcançável"
O guitarrista que mais inspirou James Hetfield, do Metallica, segundo o próprio
É verdade que John Paul Jones toca piano em "She's a Rainbow", dos Rolling Stones?
Para Steve Harris, década de 1990 foi uma época muito estranha
O melhor compositor dos últimos 100 anos, segundo Ritchie Blackmore
O disco do Metallica que está entre os álbuns que mudaram a vida de Richie Faulkner
A música de Renato Russo que ganhou prêmio de solo de guitarra sem ter guitarra
"Eu odeio"; a canção que o Depeche Mode foi obrigado a lançar e vendeu mais de meio milhão
A canção dos anos sessenta que fez Iggy Pop se livrar do blues e virar um "monstro"
A insana rotina matinal de Lemmy revelada pelo baterista do The Clash
A banda que Slash diz merecer mais fama: "Um dos melhores rocks crus de todos os tempos"
"Black Album", do Metallica, completa 850 semanas entre os mais vendidos nos EUA
Tortilla Man mostra como driblou dificuldade para lidar com Eloy Casagrande no Slipknot
O disco gravado por Rob Halford que Metal Hammer considera um dos piores do Judas Priest

Resenha de Show: Nervosa, Bloodskin e Leprosy em Goiânia
Por que a Crypta nunca fez cover da Nervosa, segundo Luana Dametto
10 músicas do metal brasileiro lançadas após 2000 que já entraram para a história
O clássico do Judas Priest que fez Prika Amaral prestar mais atenção à bateria
Prika Amaral (Nervosa) cita o disco mais difícil que já gravou
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida


