Depois da ressurreição, Marilyn Manson declara vingança em novo álbum
Resenha - One Assassination Under God - Chapter 2 - Marilyn Manson
Por Mário Pescada
Postado em 20 de setembro de 2026
Nota: 8 ![]()
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Quase dois anos após o lançamento de "One Assassination Under God - Chapter 1" (2024), sua aguardada continuação chegou ao mercado em agosto desse ano e já aterrizou no Brasil através da Shinigami Records em parceria com a Nuclear Blast Records.
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"One Assassination Under God - Chapter 2" (2026), como era esperado, dá sim sequência em muitos aspectos do disco anterior, afinal, ambos foram gravados na mesma época, foram produzidos pela mesma dupla Marilyn Manson/Tyler Bates e têm a mesma sonoridade industrial/alternative rock. Mas importante: não são discos iguais, são discos complementares.

Enquanto o capítulo 1 é um relato de ressurreição após (mais) um período pra lá de conturbado em sua vida pessoal, com toda cobertura midiática que Marilyn Manson condena, mas que também sabe usar muito bem para se promover, o capítulo 2 é uma declaração de guerra: "Usei cada pedra que atiraram em mim para afiar minhas arestas. Superei o purgatório e gravei estas canções na pele do mundo. Ao ouvir, espero que isso deixe uma cicatriz que você não consiga esquecer". É nesse tom que o disco segue, de ponta a ponta.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Não há nomes mencionados, claro, isso lhe causaria mais problemas ainda, mas com certeza essas pessoas sabem quem são e devo dizer: ele não parece nada disposto a perdoar, muito pelo contrário. O recado é dado através de frases como "Burn you like a church", "I´ve got heaven on my mind/ I´ve got hell on my heart" e "When I rise / You´re gonna learn".
A produção do disco é extremamente polida, quase gélida, mas as guitarras distorcidas estão lá, ao fundo, marcando sua presença, mas sem agredir. E em um disco baseado na vingança, poderia essa ter sido uma opção mais valorizada. Talvez por isso eu tenha acho o disco anterior, de forma geral, mais pesado e esse, mais melancólico.
"One Assassination Under God - Chapter 2" (2026) traz momentos muito bons, como na sombria "Don't Answer The Door", onde Manson, logo ele, fala sobre se afastar de más companhias; "Front Toward Enemy", envolta em um clima bem intimidador, é a música mais pesada do disco turbinada por vocais rosnando com vontade "Get up and fight"; "All The Vilest Things", entre teclados, distorções e até um curto solo, nos lembra que o que não te mata, te deixa mais forte; "None Of The Suns", minha favorita, é um post-punk dançante, swingado, com uma levada irresistível, enquanto "Exit Wound" é a faixa industrial do disco, do som ao visual do videoclipe.
Raiva, rancor, revanche, declaração de guerra e "One Assassination Under God - Chapter 2" (2026) termina, quem diria, falando de amor: "Enantiomorph", foi considerada pelo próprio Manson como a "primeira música de verdade sobre amor que escrevi".
O encarte, com cada música simulando ser um versículo da bíblia, ficou mais interessante do que o anterior, que remetia a notícias de um jornal sensacionalista. Outro ponto legal sobre a arte dos discos, é que todas as pinturas criadas para retratar cada música e um faixa a faixa narrado pelo próprio Manson foram disponibilizados aqui (é preciso assumir ter mais de 16 anos).
Ao que tudo indica, é pouco provável que tenhamos um capítulo 3, então, o trocadilho feito em cima de "One Nation Under God" deve mesmo terminar por aqui, o que não significa dizer que em breve Marilyn Manson não voltará aos holofotes de uma sociedade do espetáculo como a dos EUA, onde será, mais uma vez, julgado com toda pompa que televisão e redes sociais gostam, mas isso já é papo para seu próximo disco.
Formação:
Marilyn Manson: vocais
Tyler Bates: guitarra, baixo, teclados, guitarra-violino
Gil Sharone: bateria
Faixas:
01 Unalive
02 Don't Answer The Door
03 Front Toward Enemy
04 All The Vilest Things
05 None Of The Suns
06 Lucifer's Teardrop
07 The Arsonist
08 Exit Wound
09 Enantiomorph
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