Blessthefall + The Word Alive: como foram as apresentações no RJ

Resenha - Blessthefall + Word Alive (Teatro Odisseia, RJ, 02/02/2014)

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Por Luiz Felipe Mallet
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Em mais um Domingo demasiadamente ensolarado do verão do Rio de Janeiro, o Teatro Odisseia abre as portas para receber as bandas THE WORD ALIVE e BLESSTHEFALL, ambas oriundas de Phoenix, nos Estados Unidos. A casa abriu cedo e não houve problemas para ingresso do público no local. O show começou na hora prevista, o que é ótimo em qualquer ocasião, especialmente se tratando de um Domingo, porém, acho que algum problema estava ocorrendo no sistema de refrigeração da casa, pois o local estava bem quente. E isso no clima em que estamos submetidos, pode ser perigoso para alguns.

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O THE WORD ALIVE entra pontualmente e bem animado. Com o som preenchendo o lugar de forma concisa devido a uma mudança na estrutura de som do Teatro Odisséia há pouco tempo, aumentando significativamente a qualidade sonora da casa, que já era boa, o show começa com a dobradinha "The Wretched" e "The Hounds Of Anubis", ambas do primeiro full-length chamado "Deceiver", de 2010. O vocalista Tyler Smith mostra que sabe o que está fazendo, não usando overdubs ou até mesmo o famigerado playback que algumas bandas sofrem ataques constantes pelo suposto uso. Tal técnica e preparo do vocalista é evidenciado na própria "The Hounds Of Anubis", com métricas interessantes, bonitas estruturas melódicas e levada cativante.

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O set continua com "Evolution", do segundo CD "Life Cycles", de 2012. As bandas de hoje em dia que estão bem preparadas para fazer um belo espetáculo, fazem o diferencial. E o THE WORD ALIVE certamente é um desses casos. Com as seções na agulha e entrosamento singular, conduz o público de maneira certeira no show. A próxima é "Battle Royale", do álbum de 2010, também sendo bem apresentada.

Logo após, houve a sequencia de músicas que faz a casa desabar, sendo "Dragon Spell", do "Life Cycles", que é uma ótima música e pedrada na cara, sendo conectada a "2012", do "Deceiver". Porém, antes de começar a segunda música, Tyler pede para o Teatro Odisseia abrir para ser executado o Wall Of Death, famoso dentro do estilo. Então, as extremidades se abrem, dando lugar a um vão incrível na casa, e quando a música começa, o ato se faz presente. Dobradinha matadora que já valeu o show inteiro da banda.

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O setlist da banda se encerra com "Entirety" e "Life Cycles", ambas do último CD. Porém, o show não termina antes do vocalista informar a todos que a banda descerá para atender a todos os fãs, tirar fotos e assinar o material original das pessoas. Atitudes como essas merecem o meu respeito e mostram que os caras estão no palco fazendo o que realmente querem fazer, sem tocar no piloto automático. E talvez seja por isso que a banda, tão nova, tendo apenas dois CDs, já tem uma legião fiéis de fãs que cantaram e agitaram o show inteiro do grupo.

Às 20h30, o BLESSTHEFALL entra no palco do Teatro Odisseia levando a casa abaixo. Com quatro CDs nas costas e formada em 2003, a banda é um dos grandes expoentes do estilo, sempre mostrando qualidade em composições de estúdio e apresentações ao vivo, e desta vez não foi diferente. O som estava agressivo, conseguindo superar a qualidade apresentada pelo THE WORD ALIVE, se é que era possível. Abrem com duas músicas do excelente "Hollow Bodies", último CD lançado pela banda, do final de 2013, sendo elas "You Wear a Crown But You’re Not King", que tem um excelente vídeo clipe e "Exodus" e sua pegada rústica do estilo. Após isso, a casa já estava ganha e preparada para o desfile de caos que viria a seguir.

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Em seguida, a banda executa "The Reign", do CD "Awakening", de 2011. A banda americana também se mostra bem ensaiada e afiada na presença de palco, dando uma aula de carisma e qualidade técnica para os presentes. A seguir, "Bottomfeeder", também do CD de 2011 é apresentada, fazendo a casa pegar fogo, pois é uma das músicas mais agressivas e técnicas da banda. Uma rápida intro chamada "2.0" abre caminho para "What’s Left Of Me", descendo mais na discografia, sendo as duas do ótimo CD "Witness", de 2009. Eu, como ouvinte, gosto muito da fase antiga da banda, então, foi ótimo saber que eles ainda contemplam os primeiros CDs de forma digna, mesmo a gente sempre achando que falta uma música ou outra.

"Carry On" e "Hollow Bodies", do último registro são apresentadas antes do, pra mim, melhor momento da noite. "Guys Like You Makes Us Look Bad", do primeiro trabalho, intitulado "His Last Walk", de 2007, é executada de forma primorosa e certeira, me senti com dezessete anos ouvindo aquele som ali na minha frente, tocado de forma tão fiel e apaixonada. Pra mim, o melhor e mais nostálgico momento da noite.

A pesada "Young Blood", do último registro, fecha o set principal da noite. Após um tempo fora do palco, o prodígio baterista Luke Holland, do THE WORD ALIVE, no corredor superior do Odisseia, que é visível do público, passa arrancando gritos da galera na pista. O mesmo chega na borda do corredor e pede pra galera gritar com ele o nome do BLESSTHEFALL para que os mesmos possam voltar. Isso só corrobora a minha tese sobre paixão e estar totalmente envolvido no que o THE WORD ALIVE e BLESSTHEFALL amam fazer.

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A banda volta ao palco tocando a intro "Awakening" e "Promised Ones", do álbum de 2011. Pessoalmente, não acho o "Awakening" um grande álbum, porém, eles escolheram as músicas certas para integrarem o setlist e pra mim, as melhores do registro. O setlist se encerra com "Hey Baby, Here's That Song You Wanted", do CD "Witness". Com um apelo mais pop, o BLESSTHEFALL encerra a noite de forma concisa e olhando para todas as fases da banda.

Após o término do show, era possível ver o público presente saindo feliz do local com a apresentação das bandas. Talvez pela técnica apresentada, talvez pelo caos imposto pelo gênero musical, talvez pela simpatia absurda das duas bandas envolvidas ou talvez pelo setlist bem escolhido dos grupos. Eu, pessoalmente, acho que foi isso tudo e mais um quesito inquestionável: Tesão pelo que se está fazendo. Coisa que tá faltando pra muita banda que tá há mais tempo aí na estrada.

Fotos por: Daniel Croce

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