Resenha - Blind Guardian (Vivo Rio, Rio de Janeiro, 18/03/2007)

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Por Rafael Carnovale
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Que sensação maravilhosa todos pudemos sentir ao entrar nas dependências do Vivo Rio e nos depararmos com um ar-condicionado no talo, literalmente com clima de montanha. Esta nova casa veria num domingo quente (e chuvoso) seu primeiro show de metal, e para começar com grande estilo teríamos a performance dos alemães do Blind Guardian, divulgando seu novo CD, “A Twist In The Myth”, e apresentando seu novo baterista, Frederik Ehmke. A boa localização da casa, aliada ao horário bem calculado (o show começaria as 20h) permitiu que quase 3000 fãs deixassem o local bem cheio (e quente).

Fotos: Rodrigo Scelza

Vamos reservar um parágrafo para falar sobre essa casa, inaugurada em 2006 e que é definitivamente um novo e bom espaço para shows. O palco fica em nível inferior, com a tradicional pista e um elevado aonde alguns fãs podem se acomodar e também onde é vendido o merchandise. O som, problema que tem acometido alguns eventos que rolaram no Vivo Rio, estava bem dentro do aceitável, e bem acima do que costumamos ver em shows de metal. Os fãs faziam uma quilométrica fila na porta da casa, o que só aumentava a expectativa para o show da banda. Pesava contra o fato deste ser o terceiro show seguido dos caras no Brasil, e pipocavam fatos de que a banda estava cansada, principalmente após alguns problemas técnicos no show de São Paulo.

Perto das 20h as luzes se apagam e um bom Van Halen começa a rolar no som mecânico, seguido pela tradicional abertura de cortinas (com a banda já presente no palco), a intro “War Of Wrath” e a bombástica “Into The Storm” (do CD “Nightfall In Middle Earth”). De cara notamos que Frederik é um monstro preciso, e que Hansi cada vez mais tem dificuldade para atingir os tons altos (sua performance estava bem inferior à de 2002). A galera cantava cada estrofe e riff, e assim o fez com “Welcome To Dying” e “Nightfall”, abrindo espaço para “I’m Alive” (de “Imaginations From The Other Side”) e a nova “Fly”, que não obteve a mesma resposta das anteriores, mas que soou interessante ao vivo, por seu arranjo fora do usual para os padrões do Blind Guardian.

De fato a banda mostrava sinais de cansaço, por mais que a satisfação estivesse nos olhos de André Olbrich e Marcus Siepen (guitarras), e dos contratados Oliver Howzarth (baixo - aliás, colocá-lo em segundo plano e sempre atrás da linha de frente é um erro) e Michael Schuren (teclado). “Valhalla” viria em seguida para incendiar o Vivo Rio, com os fãs cantando o refrão até mesmo quando a música se encerrou, fato que deixou Hansi e a banda visivelmente emocionados.

Hansi anuncia que o próximo momento será uma diversão coletiva, e “Skalds And Shadows” é tocada no Vivo. Acústica, simples e desnecessária. Retornando a seriedade, segundo o próprio, executam “This Will Never End” (a melhor do novo CD) e “Mordred’s Song”, para finalizar o primeiro ato com a soporífera “And Then There Was Silence” (do CD “Night At The Opera”). Seus 14 minutos se transformaram em 28, tamanho o cansaço que a mesma impõe (poderia muito bem ser trocada por sons novos ou até mesmo coisas mais antigas, que foram meio que deixadas de lado no “set-list”).

Ficou claro que a banda limou alguns sons que vem tocando em sua turnê e que neste caso em particular deu preferência aos CD’s mais recentes e populares (“Imaginations From The Other Side” e “Nightfall In Middle Earth”), ganhando o jogo sem fazer muito esforço. Claro que os mesmos ao vivo soam muito mais pesados, com a redução nas orquestrações e nas vozes dobradas, deixando o som muito mais enxuto e dinâmico. O Blind Guardian ao vivo é em sua essência uma banda de heavy metal, e as firulas ficam para o estúdio. Hansi de fato tem problemas em reproduzir ao vivo suas vozes, aliado ao fato de ter uma presença mais do que discreta no palco (junto com seus guitarristas), mas seu carisma e respeito ganham o público, e este acaba tendo sempre mais de 2000 vozes dobradas, tornando até desnecessários os vocais de apoio feitos por André, Marcus e Oliver.

Retornando para o bis a banda manda “Imaginations From The Other Side” (uma paulada), a sempre obrigatória (em shows do Blind Guardian) “The Bard Song (In The Forest)", com os fãs acompanhando Hansi, e o fechamento de 1h40 de heavy metal com o hit “Mirror Mirror”.

Novamente o Blind Guardian provou que acerca de todos os fatos que dizem que heavy metal é decadente, ainda consegue se manter forte, trazendo boas lotações aonde se apresenta e mostrando uma performance mais que competente. Cansados? Até estavam sim, mas a galera não estava nem um pouco... e olha que ao fim do show nem eram 22h...

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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