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Holy Week Ends: Deathcore e mais um pouco

Por Vitor Franceschini | Em 05/02/12 | Fonte: Blog Arte Metal
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A maioria das bandas brasileiras possuem um diferencial fundamental dentro da música em geral, isto é, o ritmo e diversidade de influências. Com o Metal não é diferente. Muitas bandas, mesmo querendo se limitar a um único estilo, acabam tendo sua música influenciada por vários elementos e, na maioria das vezes, o resultado é satisfatório e abrangente. O Holy Week Ends aposta na mistura de Death Metal com Metalcore, mas seu som vai além das fronteiras destes dois estilos. Em seu primeiro álbum “When This World Ends”, além de propagar um ótimo Deathcore, a banda mostra que também bebe na fonte do Thrash e de outras influências brutais. Falamos com todos integrantes da banda (que possuem dois nomes em comum) sobre disco, shows e a carreira. Confira, em poucas palavras, o que eles disseram ao Blog Arte Metal.

Contem-nos um pouco a respeito da carreira da banda até o momento. Quais foram os momentos mais difíceis e qual o melhor momento da banda até agora?

Guilherme Lima: A banda começou em 2007, a principio apenas comigo (na época como guitarrista) e o Gustavo (bateria), ambos fazendo vocal. Logo em seguida chamamos Guilherme Balas (guitarra), Otavio Augusto (baixo), Luis (Guitarra) e a partir daí passei para os vocais e começamos a tocar covers de Job For A Cowboy, As Blood Runs Black, Waking The Cadaver, entre outras bandas. Com o tempo algumas mudanças no line up foram acontecendo, principalmente na guitarra base, pela qual passou também Alejandro Martinez e atualmente quem assume o posto é Otavio Dörr. Pelo fato de sermos uma banda independente, sempre temos que bancar tudo... Em algumas épocas arranjar equipamentos ficou bem difícil. E também as mudanças na formação principalmente durante as gravações do CD atrasaram bastante o processo. Ao mesmo tempo os momentos que passamos durante todo o processo de gravação do nosso primeiro full length foram maravilhosos, contribuiu bastante para o amadurecimento da banda.

Em 2011 vocês lançaram “When This World Ends”. Como está a repercussão do disco até então, tanto por parte da crítica quanto por parte do público

Guilherme Ballas: Pelo território nacional as coisas estão meio devagar, mas temos conseguido bastante novos ouvintes, divulgando em mídia especializada principalmente americana e européia. Quanto à crítica tem sido positiva, e ainda estamos aguardando o retorno de vários blogs e zines especializadas quanto ao álbum.

Acredito que o som de vocês não só se limita ao Deathcore e possui vários elementos de outros estilos dentro do Metal extremo. Vocês concordam com isso?

Gustavo Dörr: Com certeza, cada integrante ouve estilos variados dentro do Metal, como Thrash e Black Metal, fora influências externas, como Música Clássica e isso certamente transparece no nosso som.

Qual é o processo de composição da banda?

Gustavo Dörr: Isso varia bastante, durante as composições para o CD, por exemplo, nos encontrávamos algumas vezes por semana para juntar as idéias e criar. Fora isso cada um sempre está compondo individualmente, sempre guardando alguma ideia para o futuro.

Qual a temática por trás das letras de “When This World Ends”?

Gustavo Dörr: “É o principio da morte”. O álbum trada de toda a imundice e perversão da mente humana, e como isso acaba se convertendo para a autodestruição, se não hoje, algum dia seremos punidos. Alguns temas são corrupção, ignorância, violência e principalmente a falta de respeito com nós mesmo e o planeta.

Quais faixas vocês destacariam no trabalho?

Otavio Dörr: “Behold The Fall Of A Giant”, “The Crown Of Ignorance”, “An Age Of Slavery”, “A Man, A Sinner” e “When This World Ends”.

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A arte da capa ficou bem interessante e condiz perfeitamente com o título do álbum. Conte-nos sobre o processo de produção desta arte.

Guilherme Lima: Enquanto compúnhamos as músicas já surgiram várias ideias para a arte. Queríamos que a arte demonstrasse toda a destruição e ruína da humanidade, mas, além disso, queríamos representar a possessão do mal sobre a terra. A escuridão cobrindo os céus.

Com está a agenda da banda atualmente e como tem sido a recepção do público a respeito das faixas de “When This World Ends” nos shows?

Otavio Augusto: Atualmente temos passado por alguns problemas de disponibilidade e financeiros, mas estamos com algumas propostas para tocar no Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Quais os planos futuros do Holy Week Ends?

Otavio Augusto: Atualmente queremos retomar os shows e estamos projetando um clipe para o álbum.

Muito obrigado, podem deixar uma mensagem.

Otavio Dörr: Obrigado pelo espaço, continuem o bom trabalho e obrigado aos nosso fãs! Quem ainda não conhece pode obter informações e músicas pelo nosso Facebook Oficial:
http://www.facebook.com/HolyWeekEnds

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Sobre Vitor Franceschini

Está a um passo de se formar jornalista diplomado. Tem como principal baseescrever sobre suas duas paixões: Rock/Metal e esportes em geral. Ex-editor do finado Goredeath Zine, atual comandante do Blog Arte Metal e Esporte Agora, além de colaborador de diversos veículos do underground.

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