Brian Rademacher do Rock Eyez entrevistou recentemente o lendário guitarrista sueco Yngwie Malmsteen. Abaixo um trecho da conversa.
Rock Eyez: O Natal está chegando. O que você gostaria de presente?
Yngwie Malmsteen: Eu acabei de me comprar uma Ferrari nova; é a minha quarta, estou colecionando agora. O que melhor posso dizer: eu gostaria que tudo permanecesse como está, tudo está indo muito bem agora. Tudo está ótimo. Eu amo o que faço, eu amo minha família e se tudo puder ficar assim, estou feliz.
Rock Eyez: Você imaginava quando criança que sua vida seria assim?
Yngwie Malmsteen: De jeito nenhum, nem um pouco. Cara, eu vim para os Estados Unidos quando era um adolescente com uma escova de dentes e uma guitarra, e meu sonho era que eu não tivesse de fritar hambúrgueres (risos). Se eu não tivesse de fazer isso, eu estaria feliz se conseguisse ganhar dinheiro para viver um dia após o outro fazendo música – era isso –, mas as coisas foram diferentes. Vinte e nove anos depois eu jamais poderia imaginar, na minha vida, que as coisas estariam tão bem e continuariam tão bem por tanto tempo. Eu estou extremamente satisfeito; beijo o travesseiro toda noite.
Rock Eyez: Qual você acha que é sua maior conquista na música?
Yngwie Malmsteen: A coisa mais recompensadora é que eu nunca fiz sacrifícios e eu fiz tudo de coração. Eu queria tocar música honesta e como resultado eu influenciei muita gente. Crescendo na Suécia, quando menino, eles diziam que eu não conseguiria porque eu tocava fora do padrão, por assim dizer, eu tocava muito loucamente, muito alto e muito rápido. Minha música jamais seria comercial e eu dizia: "Isso é o que eu faço – ame ou deixe". Eu fiz tudo com sangue, suor e lágrimas de coração, e não fiz coisas para tocar no rádio. E sim, lá nos anos 80, eu compus algumas músicas melosas; acho que isso foi um pequeno sacrifício. Eu também estou feliz com a longevidade, sou muito feliz e abençoado por isso.
Rock Eyez: Como você se sente quando um jovem guitarrista chega até você e pede um autógrafo?
Yngwie Malmsteen: É ótimo e incrível. Acontece tanto ultimamente e acredito que seja por causa dessa coisa de YouTube. Lembro de pessoas chegando pra mim e dizendo: "Ei, cara, em que banda você está?", e não me conheciam de verdade, mas sabiam que eu estava numa banda. Agora eles sabem exatamente quem eu sou. Eu dirijo pelas ruas e as pessoas levantam placas dizendo, "Ei Yngwie." Eu era meio cético com essa coisa de Youtube e Guitar Hero, mas tudo acabou sendo uma coisa boa para mim.
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Mineira de Belo Horizonte, nasceu e cresceu ouvindo Rock por causa de seu pai. O som de Pink Floyd e Yes marcou sua infância tanto quanto a boneca Barbie, mas de uma forma tão intensa que hoje escutar essas bandas lhe causa arrepios. Ao longo dos anos foi se adaptando às incisivas influências e acabou adquirindo gosto próprio, criando afinidade pelo Hard Rock e Heavy Metal. Louca e incondicionalmente apaixonada por Bon Jovi, não está nem aí pras críticas insistentes dirigidas à banda. Deixando a emoção de lado e dando ouvidos à técnica e qualidade musical, tem por melhores bandas, nessa ordem, Black Sabbath, Metallica, Led Zeppelin e Dream Theater. De resto, é apenas mais uma apreciadora do bom e velho Rock'n'roll.
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