Billy Sloan, do California Chronicle, conduziu uma entrevista com o guitarrista Angus Young do AC/DC no dia 20 de junho de 2009, um dia depois da performance da banda em Copenhaguen, Dinamarca, para 60 mil pessoas.
"Esta é a nossa maior turnê até hoje. Quanto mais longe você vai, mais as pessoas querem te ver", disse Angus. "Fazia um bom tempo que nós não tocávamos ao vivo, mas é como nadar... quando você está na água, isso [a prática] volta para você. Os fãs provavelmente se esquecem do que tem sido o AC/DC, então eles pensam: 'Melhor nós irmos rápido vê-los'".
Sobre as origens da banda:
"O nome do grupo e a roupa de colegial foi por culpa da minha irmã Margaret. Nós estávamos tocando em um clube em Sidney e precisávamos ter um nome rápido. Quando eu vi as letras 'AC/DC' na traseira da máquina de costura dela, o nome parecia o melhor. Meu irmão mais velho, George, que era um membro do THE EASYBEATS, disse: 'Você precisa de algo que faça as pessoas lembrarem de vocês'. Eu tentei roupas diferentes, incluindo uma fantasia do Super Homem, do Zorro e até mesmo me vesti de gorila. Foi Margaret que veio com o uniforme de colegial. A parte mais difícil foi me convencer".
"Eu ainda adoro colocar os shorts, o chapéu e a gravata antes de um show - isso me dá aquela energia. Eu não sou eu, mas sim o cara na roupa de colegial. É melhor desse jeito pois eu ficaria muito envergonhado se fosse diferente".
"Malcolm [Young, guitarra] tinha 20 e eu tinha 18 quando nós formamos o AC/DC - nós somente queríamos estar em uma boa banda de rock. A cena musical na Austrália em 1973 estava muito no meio da estrada - no rádio você não ouvia ninguém como nós.
Em Sidney nós construímos uma multidão de fãs - no boca-a-boca - então esse foi um verdadeiro movimento popular. O EASYBEATS se tornou uma grande banda com o hit 'Friday on my Mind'. George nos falou para nós pegarmos nossas guitarras e irmos para o estúdio para um ensaio com eles para ganhar experiência".
Sobre o sucesso fenomenal do AC/DC:
"Eu nunca pensei no AC/DC como sendo uma banda nº1. Não éramos nada especiais - eramos apenas um bom grupo que poderia ir para qualquer lugar no mundo e as pessoas pareciam gostar do que fazíamos. Malcolm sempre costumava dizer: 'Quando você chega no nº1, somente há um lugar para se ir... e é para baixo'. Então é sempre melhor ser esforçado para cada vez mais empurrar o AC/DC para cima e conquistar nosso sucesso. Nosso passado escocês também nos deu uma boa base. Tinhamos um tipo de teimosia e determinação.
"Então a melhor coisa sobre o sucesso é que eu tenho que ser criativo. Sinto isso cada vez que nós escrevemos músicas ou vamos para o estúdio para fazer outro disco. A grande maravilha é pegar as músicas que nós criamos e vê-las ganhar vida no palco".
"Nos minutos antes de um show, eu ainda fico nervoso. Quando estou parado atrás do palco e a fita de introdução está tocando, tenho que focar minha mente e tentar achar esse pequeno demônio colegial e entrar dentro da mente do personagem. Quando nós saímos de férias, eu normalmente o arranco fora e o escondo debaixo de uma pedra por aí. Eu não quero viver nesse personagem vestido de colegial o tempo inteiro".
A entrevista completa (em inglês) pode ser vista no link abaixo.
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Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.
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