O Metal Asylum recentemente entrevistou o vocalista do ANGRA, Edu Falaschi. Entre outros assuntos, o vocalista comentou a cena do metal melódico nos Estados Unidos.
Metal Asylum: O ANGRA fez apenas algumas apresentações nos Estados Unidos. Por que é tão difícil para a banda vir aos EUA?
Edu: Bem, eu acho que a razão principal para ser tão difícil tocar nos EUA é porque a cena do heavy metal melódico não é tão forte. Mas espero que no futuro ela se torne melhor pois você tem bandas como IRON MAIDEN e JUDAS PRIEST voltando a fazer shows nos EUA. Eu acho que os rostos conhecidos deles irão fazer com que as outras bandas menos conhecidas sejam mais aceitas. Acho que os americanos gostam mais do thrash, metalcore ou do nu metal, os sons mais extremos. Para nós, não é tão fácil nos tornarmos populares por causa disso. Mas agora estamos trabalhando com o SPV e eles estão ajudando a banda. E além disso, acho que o novo álbum, “Aurora Consurgens”, é um pouco mais moderno, direto ao ponto. Eu acho que a direção que a banda está tomando com este álbum é uma ótima introdução para os fãs americanos.
Metal Asylum: O que você acha que faz ser tão difícil para que bandas de metal melódico com a sua sejam reconhecidas nos EUA?
Edu: Eu não sei muito bem porque, mas eu acho que quando o SEPULTURA apareceu no início dos anos 90, as pessoas ficaram realmente interessadas nesse metal forte e extremo. Eu acho que o cenário do metal melódico, mesmo no passado, nunca foi forte nos EUA. Mas muitas bandas agora, como DRAGONFORCE, que tocam esse tipo de power metal, irão mudar algumas coisas. É muito importante para nós esse tipo de reconhecimento que eles estão recebendo, pois mesmo eles sendo similares, nós ainda temos as raízes brasileiras na nossa música, o que nos torna diferente do resto. É claro que temos influências de IRON MAIDEN, JUDAS PRIEST e especialmente HELLOWEEN, mas especialmente com esse novo álbum, nós misturamos a atmosfera brasileira na música, utilizando percussões brasileiras, elementos do clássico e jazz e música cubana. Nós realmente temos influências parecidas com as do STRATOVARIUS ou BLIND GUARDIAN mas ainda somos diferente, pois somos brasileiros. Essas bandas são da Finlândia e Alemanha e nós viemos do Brasil. Então é óbvio que nós teremos o nosso próprio som vindo dessa parte do mundo. Nós somos como uma banda de metal étnico.
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Um carioca apaixonado pela boa música que no momento está cursando o 5º período de Publicidade na PUC-Rio. Teve seu primeiro contato com o rock ainda na infância, quando sua irmã colocava os discos de Iron Maiden e Pantera no toca-fitas de sua casa. Nos últimos anos, tem se dedicado inteiramente à música e à guitarra. Sua banda favorita é Metallica e também é fã incondicional de Zakk Wylde, Steve Vai e John Petrucci. Escuta de tudo um pouco, desde Madonna até Sepultura. Espera que um dia o Metallica ainda venha fazer um show no Brasil e não tem vergonha em dizer que chorou no show do Black Sabbath, em 2004, no Ozzfest.
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