WHIPLASH.NET - Rock e Heavy Metal!

O verdadeiro renascimento

Por Maurício Gomes Angelo | Em 12/12/05
Enviar por emailEnviar correção

Ora, o que é isso? Brincadeira de mau gosto? Golpe de marketing? O criador desta coluna passa por crises existenciais constantemente e depois de ser protestante, budista, hindu, hare-krishna, seicho-no-ie, ioruba, racionalista, maradoniano, místico, católico e lato-niilista, resolveu ser cristão de novo? Não, não, nada disso. A Christian’s Voice está de volta. Porque vocês quiseram. Porque é do interesse de todos – meu, do Whiplash!, do público, do mercado, das bandas – que ela continue de pé.

A lacuna tinha sido reaberta. E espaços vazios incomodam. E o Whiplash! não iria completar dez anos de existência – presentes para a redação no Maranhão, por favor – com essa brecha em seus quadros. A Christian’s Voice voltou. Maior, melhor e sem cortes. MGA ainda é o mesmo pseudo-piromaníaco, lato-niilista, metido a filósofo e cabeçudo de meses atrás, ok, nem tanto o mesmo assim, a gente sempre tenta evoluir um pouquinho mais. E justamente por vocês saberem com quem estão falando – sem segredinhos ou falsidade – que a CV permanece íntegra como sempre foi, e, com o apelo dos estimados leitores, ganhou fôlego, apesar de tudo, para continuar. Agora não sou só eu. Calma, não me auto-reproduzi. Fui buscar apoio em amigos competentes, preparados e conscientes de sua função para reconstruir os estilhaços. Agora a CV é uma equipe. É mais que uma coluna. É quase uma revista on-line de metal cristão. Abençoado seja.

Mas tivemos uma seríssima baixa no exército. A Metal Mission acabou. A revista-site, que já contava com uma década de existência, chegou ao fim como fonte de informação, tornando-se apenas loja. Nosso amigo Flávio de Souza não estava agüentando manter o site sozinho e foi obrigado a tomar esta decisão. Respeitamos o seu legado e a sua importância e deixamos registrado isto aqui. Foi outro fator que contribuiu para a volta da CV.

Mas também tivemos outra baixa no exército. O Stryper. É. O Stryper.

Vamos voltar um pouquinho no tempo. Na primeira época em que este site contou com uma coluna cristã, ela se chamava “Heaven In Heavy” e era escrita por Felipe Aleixo. A edição de dezembro de 2000 da HIH trazia o tema “Stryper: retorno iminente?”, e, logo no início, perguntava:

“Como dissociar o White Metal da banda Stryper? Como desvincular a união heavy metal-cristianismo desta banda? Que outra banda poderia representar melhor as raízes e a ascensão do movimento White?”

E relembrava:

“Vale reforçar mais uma vez a imensurável importância que o Stryper tem para todo o movimento White Metal. Revolucionária por excelência, a banda levou a mensagem cristã a um meio completamente novo e, enfrentando todo tipo de preconceito, afirmou o Heavy Metal como um veículo passível para a transmissão do evangelho. Teve músicas nas primeiras posições de paradas de renome e manteve álbuns em posições de destaque na Billboard, abrindo um caminho promissor para milhares de bandas de White que viriam depois. (...) O legado da banda é incontestável e admirável. Assim sendo, é natural que exista um desejo tão grande por um retorno do Stryper”.

Contextualiza-se muito bem a importância deles e porquê sua volta era tão ansiada por todos. Mas a principal pergunta que Felipe faz é essa:

“Será que as tendências desta década não terão roubado a essência musical do Stryper?”

Agora, cinco anos depois e com “Reborn” nas lojas – por isso o título desta edição, na qual o único renascimento verdadeiro é o da Christian’s Voice – podemos finalmente responde-la. A década de 90 não só roubou com a essência musical do Stryper, como a triturou, obliterou, escondeu, renegou e a transformou em algo completamente oposto ao que era. Por mais que “Reborn” contenha algumas melodias e passagens interessantes, comprovando que Michael Sweet continua o ótimo vocalista que sempre foi, não há como negar que o álbum é uma vergonha sem precedentes. Decepção maior, impossível. E, para não ficar tentando demonstrar o quão ruim “Reborn” é, indico que leiam o review que estes que vos fala fez para o Whiplash! neste link.

Notícia publicada neste site em 01/09/02 trazia o seguinte título: “Baixista do Stryper quer reunião da banda” e o texto:

“Tim Gaines, ex-baixista da banda de white metal STRYPER, deseja reunir os seus companheiros. Em seu website oficial o baixista declarou: "Eu sinto falta de estar junto aos caras. O que mais sinto falta é de como a presença de Deus sempre se fazia sentir naquela banda. Sinto falta de vê-lo se mostrar através do ministério do Stryper. A prova óbvia de que Deus faz algo espetacular quando os quatro integrantes do Stryper se juntam é que tudo o que fizemos individualmente foi um fracasso. Deus havia nos abençoado. Acho que os quatro membros do Stryper deveriam deixar toda a merda de lado, as desavenças pessoais, e voltar para Deus novamente. Não para ser ricos ou para engrandecer nossos egos como rockstars, mas para ministrar, como Deus nos chamou a fazer. O tempo é curto. Estes últimos vinte anos passaram voando. Rezem para que Deus mude nossos corações."

Tim foi o único a sair da banda depois do lançamento de “Reborn”. Não é estranho? Logo ele, que aparentava estar plenamente lúcido de sua função. O que levaria o baixista a abandonar um desejo seu se concretizando depois de tanto tempo? Tire suas próprias conclusões.

E tenho muito orgulho em apresentar os novos membros da equipe:

Márcio de Carvalho Heck

Imagem
Amante de música clássica desde criança, logo aos 10 anos selecionava nas rádios exatamente o que queria ouvir. Cristão convicto desde cedo, não abre mão de sua fé, porém, isso se dá de forma racional, distante de tradicionalismos, religiosidade e fanatismos. Nascido em Curitiba, reside atualmente em Cascavel, interior do PR. Estudante de guitarra e pós-graduando em redes de computadores, tem prazer na música, arriscando escrever algo sobre o assunto. A world wide web o impulsionou a entrar de cabeça no mundo underground, se aprofundando em todas as vertentes metálicas, conhecendo milhares de bandas, suas histórias e ideologias.

Márcio na rede:
Moderador do www.forumgospel.com.br
Colaborador do www.supergospel.com.br
Fotolog pessoal: www.fotolog.net/candelabrum

Contato: nacontramaodosistema@hotmail.com

Andryo Dias

Imagem
Acima de tudo, amante de Deus. Dedica todo o tempo "livre" para realizar Sua obra.

Músico há mais de dez anos. Toca piano no louvor e também já andou soltando uns berros em algumas bandas por aí. Hoje iniciando um novo projeto. Apaixonado por Comunicação. Arte-Finalista do Jornal de Santa Catarina, em Blumenau - cidade onde reside - e cursando Locução. De vez em quando escreve crônicas para passar o tempo - que anda meio escasso. Também aprecia Fotografia.

Interesses todos voltados a Deus. Dentre eles os que mais chamam a atenção são as culturas gótica (mesmo não se considerando um gótico) e medieval.

Lidera, em Blumenau, o CMF (Christian Metal Force), ministério de evangelismo voltado pra galera que curte o underground em toda sua extensão.

E agora repórter da Christian's Voice ;)

Contato: andryo.dias@gmail.com

Rafael Moura de Ávila (Claustros)

Imagem
22 anos, residente em Itajaí, natural do Rio de Janeiro.

Acadêmico de Administração, Cristão, membro da Igreja Renascer em Cristo, um dos líderes do CMF (Christian Metal Force) em Santa Catarina. Amante de Rock Cristão no geral, Heavy Metal Moderno, Hardcore, Metal Alternativo, Grunge e estilos alternativos. Apaixonado pela música por causa da união que ela traz, aproxima as pessoas, defensor da união entre estilos, anti-rótulos e divisões na cena. Casado, a espera do primeiro filho, seu primeiro contato com o rock cristão foi em 1993 ao ouvir Katsbarnea, Bride e Petra.

Contato: rafaeldeavila@brturbo.com.br

Agora, aproveite a nova CV. Entrevistas com o consagrado guitarrista Leonel Valdez, o baixista Elias Vasconcellos (ex-Stauros) e os estadunidenses core-scream-indie-grunge do Hopesfall. Review do famoso dvd do DC Talk (finalmente lançado no Brasil), resenha de show do Oficina G3 e um novo check-in face-a-face com Juninho Afram, comentando a última turnê dos caras pelo Estados Unidos. Além de um fresquíssimo review do recém-lançado álbum do Divinefire e a estréia de uma nova seção, dedicada a revelar bandas “obscuras”, pelo Márcio. Sim, nós aceitamos seus agradecimentos. Muito obrigado.


Entrevista - Leonel Valdez

Por Márcio Heck

Christian’s Voice - A cena rock’n roll de Brasília é extremamente fértil, portanto difícil de se destacar dentre os muitos guitarristas. Sabemos que você está entre os melhores da capital do país. Antes de tudo começar, o que você ouvia e o que o motivou a tocar?

Imagem
Leonel Valdez: Eu sempre ouvi música. Com 12 anos eu acordava às 5 da manhã pra ouvir um programa de uma rádio AM de música regional. Aos 19 anos eu fui com minha avó a uma reunião de oração da Igreja Presbiteriana Renovada, perto de onde morávamos, e neste dia Deus falou comigo que estava me dando um dom, estava liberando um talento que mudaria a minha vida. O tempo passou e um dia uma conhecida de um amigo meu estava montando uma banda; eles fizeram uma reunião e me convidaram para participar desta reunião. A tal mulher me olhou perguntando o que eu tocava. Quando eu ia lhe dizer que não tocava instrumento nenhum, um dos caras falou: “... ele é guitarrista!”. Eu balancei a cabeça afirmativamente.

Naquele momento eu tomei posse do que Deus tinha me prometido, então peguei um violão emprestado e comecei a tentar tocar alguma coisa.

Depois de um ano fazendo barulho resolvi estudar, mas não tinha grana. Minha mãe me dava os vales transportes que ela recebia e eu os vendia pra pagar o curso de guitarra. Estudei durante um ano com o Prof. Marcel Carvalho e até hoje continuo estudando sozinho.

CV - Todo bom guitarrista gosta de contar qual foi a primeira guitarra. Muitos contam que começaram mesmo foi num violão Tonante. Qual foi seu primeiro instrumento?

Leonel: Durante 3 anos eu toquei com guitarras e violões emprestados. A primeira guitarra que eu toquei na vida foi uma Jennifer, dentro de uma igreja evangélica. A primeira guitarra que comprei foi uma Giannini (o famoso modelo rabo de peixe) de cor azul piscina, feia pra caramba, mas essa guitarra tem uma história interessante: eu queria ter uma guitarra branca, então eu desmontei-a e pintei de branco usando tinta spray.. rsrsrs.. Hoje eu tenho uma guitarra branca, uma JEM7V.

CV - Já contrastando com a atualidade, quais são seus equipamentos, tanto para shows ou para composições e ensaios?

Leonel: Já tive racks, pedais, amplis, mas isso era muito difícil de transportar e ligar, enfim, hoje eu uso o mais simples possível, porém com boa qualidade é claro. Eu uso uma JEM7V, uma Tagima strato com captadores spanich, um PODxt da line6 e faço as pré-produções em meu computador.

CV - Muitos conhecem Leonel Valdez como ex-guitarrista da banda de heavy metal “Dark Avenger”. Mas antes você participou de outras bandas como Athena, que fazia um som bem mais ”Rock Brasil”. Conte-nos um pouco dessa época.

Leonel: Quem te falou isso irmão?? heheheh... É verdade, no início eu comecei tocando um som entre o punk rock e o rock pop de Brasília, estilo Plebe Rude, Capital Inicial, Legião Urbana. Aprendia as músicas nas famosas revistinhas de cifras. Mas isso durou pouco tempo, pois logo comecei a fazer aulas de guitarra e conheci o som do Malmsteen. Minha vida mudou (risos).

CV - Já no Dark Avenger, você foi muito elogiado, tendo participado dos ótimos álbuns que a banda gravou. O grupo foi considerado por muitos a melhor banda de heavy metal do Brasil. Qual era sua influência no conjunto, salientando que os álbuns eram temáticos, rebuscados e altamente técnicos?

Leonel: Na verdade nós reproduzíamos aquilo que gostávamos de ouvir. Eu ouvia Metallica, Iron Maiden, Helloween, Pink Floyd, Black Sabbath e um monte de guitarristas. Mário e eu éramos os compositores da banda e nossas influências foram essas no início.

CV - O CD "Tales of Avalon" é um álbum temático, de histórias épicas dos reinos de Avalon e Camelot. Fala de magia, traições, guerras e enfim, o triunfo da religião cristã nas ilhas britânicas no começo da era cristã. Qual sua opinião atual sobre essa temática épica, que é inspiração de muitas bandas de power metal e derivados?

Leonel: Acho essa estória interessante, mas a real é que o verdadeiro Cristianismo não age através da força bruta e sim do amor de Cristo e da vontade de Deus manifesta no coração dos homens. O tema de “Tales of Avalon” foi trazido pelo Mário numa das nossas reuniões e já existiam algumas letras escritas por ele e alguns arranjos feitos por mim. O que nós fizemos foi juntar as peças e deu certo.

CV - Como foi sua saída do Dark Avenger? Quais motivos o levaram a isso?

Leonel: Em um show em Curitiba eu via jovens bebendo até cair, fumando, consumindo drogas, se prostituindo. Aquilo me fez pensar na vida que eu queria pra mim e para os meus filhos. Eu entreguei a minha vida a Jesus Cristo, este foi o principal motivo.

CV – O Dark Avenger encerrou suas atividades agora em 2005. Algo a comentar?

Leonel: O fim do Dark Avenger foi a decisão certa para o Mário Linhares, que é um irmão pra mim, e eu creio que Deus tem uma grande obra na vida dele... Eu quero vê-lo muito feliz.

CV - Após seu período nessa banda, como você conheceu o JT e toda a galera do Metal Nobre? Isso tem a ver com sua conversão ao cristianismo?

Leonel: Não, minha conversão tem uma história. Eu não escolhi ser crente, Cristo me chamou para fazer parte do Seu corpo. Conhecer o Metal Nobre e outras bandas foi uma coisa natural depois disso.

CV - Na banda Metal Nobre, é perceptível a diferença entre o antigo guitarrista Pedro Pantoja e você. O “Pedrinho” tem influências do Hard Rock e utiliza muitos arpejos. O CD/DVD “Nas mãos do Senhor” mostra que você acrescentou muita coisa aos já bem elaborados solos, mostrando sua tendência ao heavy metal. Foi difícil “pegar” as músicas do CD Revelação e também as do primeiro álbum? O Pedrinho deu uma força ou você teve que se virar? Como foi essa transição?

Leonel: Bom, quando recebi o convite do Jota pra assumir as guitarras do Metal Nobre, tive apenas uma semana pra tirar 12 músicas que faziam parte do repertório. Deus abençoou o meu ouvido, pois não tive ajuda de ninguém alem do próprio Deus para isso, mas creio que o chamado não veio do JT e sim de Deus e quando Ele te chama, você simplesmente diz: “Eis-me aqui Senhor!”

CV - As suas composições, como por exemplo “Apocalipse”, são memoráveis!!! No Metal Nobre suas guitarras soam diferentes do que você fazia no Dark Avenger. Como foi essa transposição de estilo ou pegada, já que o Metal Nobre é mais rock’roll?

Leonel: Na verdade eu nem tive tempo de pensar nisso, pois ao entrar tive que tirar as músicas, cumprir a agenda e ainda fazer arranjos para o novo disco... Deus está no controle de todas as coisas. Foi pela misericórdia Dele que o cd Metal Nobre III saiu. Glória a Deus por isso!

CV - Pergunta básica e que muita gente quer saber: porque você saiu do Metal Nobre?

Leonel: Foi a vontade de Deus para a minha vida. Como servo do Deus altíssimo tenho que crer no agir Dele na minha vida. Quando o JT me ligou dizendo que estaria “dando um tempo” de mim no Metal Nobre, eu mesmo não entendi, mas com o tempo Deus me confortou e pude perceber que tudo o que aconteceu comigo nesta época foi porque Ele quis assim.

CV - Você chegou a ouvir o novo CD do Metal Nobre? O que achou?

Leonel: Ouvi sim. Achei legal.

CV - Após a era Metal Nobre, qual foi seu direcionamento? Soubemos que você montou um Instituto de Guitarra, em Brasília. Conte-nos a respeito.

Leonel: Sim, o BPM Instituto de Guitarra é um presente de Deus pra minha vida.

Já ardia em meu coração o desejo de ter uma escola de guitarra com professores cristãos e com temor e amor pela obra de Deus. Uni-me ao Marcelo Elias e ao Anderson Reis, dois ministros de Deus, e estamos administrando essa benção.

O nosso curso de guitarra e violão oferece aos nossos alunos professores cristãos com vasta experiência, compromisso e seriedade com a obra de Deus, metodologia própria, tecnologia de ponta, informática aplicada à música, teoria musical, enfim, o que o aluno que quer aprender a tocar guitarra precisa.

Contato: BPM Instituto de Guitarra – (61) 3345 1548

CV - Atualmente você tem um Ministério de Louvor, chamado “Tomados pela Glória”. Qual o objetivo desse grupo? Por que desse nome? Como começou esse novo período em sua vida?

Leonel: A Bíblia diz que a glória da segunda casa é maior do que a da primeira. Esta é sem dúvida a melhor fase da minha vida, tanto espiritual como profissional.

O objetivo do Ministério é ser tomado pela glória de Deus. Esse nome nos foi dado pelo Espírito Santo como um objetivo de vida em Cristo. Não fazemos a nossa vontade, mas a de Cristo em nós. Tudo começou quando Deus ascendeu uma chama em meu coração para estar sendo um profeta e ministro do evangelho. Encontrei este ministério abençoado na pessoa do Pr. William Prata e sua esposa, Pr. Cerise Prata, que me discipularam e até hoje cuidam de mim e de todos os outros ministros com um amor sem igual.

CV - Vários ministérios têm feito trabalhos muito bons, como o “Paixão Fogo e Glória” (David Quinlan) em seu CD “Águas Profundas”, que além de expressar com sinceridade o seu “louvor e adoração”, também se preocupa com a técnica instrumental. Qual o direcionamento do Tomados pela Glória com relação a isso e pretendem gravar algo? O som segue a linha de grupos como Santa Geração, Casa de Davi e David Quinlan?

Leonel: A obra de Deus tem que ser feita com excelência. Quem está à frente é o Espírito Santo, regendo e direcionando todas as coisas. O Tomados tem a sua característica assim como os outros ministérios, pois sabemos que o nosso influenciador é Jesus e isso nos dá a segurança de que caminharemos na direção do Seu Espírito. Estamos terminando a gravação do nosso primeiro cd em breve estaremos fazendo o lançamento e a gravação do DVD..

CV - Recentemente soube que você está montando uma nova banda de Heavy Metal, com bases na antiga escola. Isso muito nos alegra!. Já estão ensaiando ou compondo? Qual o nome da banda? Queremos mais detalhes sobre isso.

Leonel: Isso também tem a direção de Deus. Muitos pensavam que eu iria dar um outro rumo musical em minha vida e até mesmo eu cheguei a pensar assim, mas em minhas orações eu sempre pedi a Deus que me usasse conforme a Sua vontade. Ele tem direcionado as coisas para que esta banda, PROFÉTICA, esteja acontecendo. Já terminamos a pré-produção do nosso primeiro cd e estamos em fase de gravação. Nosso principal objetivo é o evangelismo através da música.

CV - As letras são em português ou inglês?

Leonel: Letras em português, mas já estamos pensando em algumas letras em inglês.

CV - "Cristão x Heavy Metal", como você define isso?

Leonel: Isso parece uma questão difícil não é mesmo? Mas a Bíblia nos ensina que devemos fazer tudo pra glória de Deus. Se o que você faz glorifica o nome de Deus, amém. O teu coração tem que estar no altar de Deus. Se você gosta mais de ouvir música, seja qual for o estilo, do que ir pra igreja, ler a bíblia, falar de Jesus, orar, está na hora de rever os seus valores. Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a Sua justiça...

CV - Outra pergunta que é clichê a todo o músico cristão do Brasil: Em nosso país há uma preconceituosa separação do que é gospel e do que não é. Há pouquíssimos grupos que tentam transpor essa barreira. O cristão pode ouvir música secular ou deve saber separar o joio do trigo? Como saber quem é joio?

Leonel: Isso é uma coisa tão simples; o que é de Deus, é Dele, por Ele e para Ele. O Espírito Santo testifica.

CV - Há poucos meses tivemos o encerramento das atividades da banda Stauros, no cenário cristão e isso nos entristeceu. Você tem acompanhado a cena metálica cristã no Brasil? Tens algo a comentar?

Leonel: Eu conheci o som do Stauros através do Mário Linhares que me mostrou uma fita quando eu ainda nem era crente. Fiquei surpreso também com o fim desta banda, mas enfim, te confesso que não acompanho a cena do metal cristão não. Às vezes eu leio algo na internet, ouço comentários de amigos e irmãos.

CV - Quais CD’s tens ouvido ultimamente e quais lhe influenciaram em sua maneira de tocar?

Leonel: Eu sempre ouvi muita coisa e nunca estive preso ao estilo que gosto de tocar, mas ultimamente o que menos tenho ouvido é heavy. Conheci uma banda recentemente chamada After Bridge, e gostei do som. Tenho ouvido muitos ministérios de adoração e louvor. O som que mais me influenciou está nas bandas dos anos 70 e 80.

CV - Eleja os melhores cinco CD’s de toda a história, que você recomenda a todos.

Leonel: Uau! Cinco é pouco. rsrsrsrsr. Mas vamos lá:

1º - The Wall (Pink Floyd),
2º - Seventh son of a seventh son (Iron Maiden)
3º - Keeper of the seven keys part I and II (Helloween)
4º - Images and words (Dream Theater)
5º - Rising Force (Malmsteen)

CV - Agradecemos enormemente pela entrevista. Deixe um recado pra galera que acessa o Whiplash e como entrar em contato contigo.

Leonel: Eu é que agradeço e peço a Deus para que esteja derramando bênçãos sem medida na vida de todos que fazem parte direta ou indiretamente deste site.

Pra galera eu deixo o meu abraço e uma recomendação: Jesus ama a todos vocês, não resistam ao amor de Cristo, entregue a tua vida a Jesus, confia n’Ele e o mais Ele fará.

Valeu!

Contato – lbguitar@hotmail.com


O Andryo e o Rafael não deixaram escapar nada do que ocorreu no sul do Brasil, no embalo, conversaram ao vivo com Elias Vasconcellos, Oficina G3 (show e entrevista em seqüência) e Hopesfall, o polêmico Hopesfall...

Entrevista - Elias Vasconcellos (ex-Stauros)

Por Andryo Dias

A Christian’s Voice conversou com Elias Vasconcellos a fim de esclarecer todos os boatos que rondavam o fim da Stauros, banda que participou do pioneirismo do heavv metal cristão no Brasil. Na conversa, Elias fala de seus novos conceitos, sua mudança de vida, prioridades, planos futuros, louvor & adoração e até mesmo sobre a Deliver.

Imagem
Christian's Voice - Há rumores de que os integrantes da Stauros "se converteram" e finalizaram a banda pra tocar música gospel, dando a entender que o rock e o metal não são de Deus. Existe alguma verdade nisso?

Elias Vasconcellos - Nenhuma. A questão é que quem acessou o site da Stauros, antes de o mesmo ser fechado, entendeu claramente que Deus estava dando uma nova direção pra gente, começando uma nova fase das nossas vidas onde se ajeitavam muitas coisas que estavam bagunçadas. A gente já estava muito tempo sem o Celso, sem um vocalista. Encontramos o Pr. Carlos que é um homem muito abençoado que ministrou nossas vidas, cuidou de nós e aprendemos muito com ele. A partir daí decidimos terminar com a banda porque vimos que os resultados no evangelismo não eram o que esperávamos; tínhamos nossas famílias, que são o mais importante pra nós; nossa vida dentro da igreja; e nossa vida pessoal com Deus.

Muita gente coloca a banda em primeiro lugar. Esse é o grande problema. Mesmo com a melhor das intenções que você tenha. Aconteceu comigo no Deliver, no Stauros e em outras bandas. A gente tenta colocar Deus em primeiro lugar, mas o nosso ego é quase incontrolável. É difícil explicar.

De jeito nenhum que é errado. Mas dentro do seguinte princípio é que a gente chegou a essa decisão de finalizar a banda: temos que nos negar cada vez mais, abrir mão o máximo que pudermos de nossas vidas, aliás, não só o máximo que pudermos, e sim, tudo. Aprender que o dízimo não é somente dez por cento, cem por cento é do senhor. Dez por cento você entrega pra ajudar na obra. Se você pega os outros noventa por cento e não sabe administrar, sua vida não é de Deus, sua vida é sua. Então, dentro desses princípios tomamos essa decisão de acabar com a Stauros. Não tem nada a ver com estilo musical.

Eu e o Renato estávamos agora tocando e a gente brincou: "Saudade de quando a gente fazia isso aqui", com o Stauros, porque é um estilo musical que gostamos. Podíamos muito bem estar fazendo o que estamos fazendo hoje aqui com o Stauros, mas o momento não é esse agora. Se um dia Deus nos levar a fazer evangelismo novamente, creio que vai ser totalmente diferente. Admiramos o ministério do David Quinlan. Homem de Deus mesmo e ali já tem bastante base pra quem ouve, conhece e vai a fundo. Aprendi muitas coisas com ele.

CV - Esse lance de colocar a banda em primeiro lugar ou de a fama subir a cabeça. Isso aconteceu com o Stauros?

Elias - Isso acontece sutilmente. Acontece com todo mundo.

CV - Então essa decisão não partiu de um membro em particular nem foi uma decisão conjunta. Foi uma necessidade de mudança que a banda foi sentindo durante o tempo?

Elias - Todos já sentiam essa necessidade de mudança fazia um tempo até que chegou um e falou: "Olha, pra mim acabou", então todo mundo chegou a um comum acordo. Partiu de um, sim, mas já estávamos todos com a mesma cabeça.

CV - Existem projetos paralelos acontecendo? Algum integrante da banda continua tocando heavy metal contra outra banda ou todos estão dedicados a louvor & adoração?

Elias - Não. No momento estamos convictos de que a direção de Deus para nossas vidas é dar um tempo com banda.

[Renatinho se junta a conversa]

CV - Existe alguma possibilidade de retorno da Stauros ou os fãs podem considerar a banda como enterrada?

Elias - Acredito que se Deus nos chamar novamente para um trabalho ela terá outro nome porque o Stauros já é uma história antiga.

Renatinho - Prefiro "nunca dizer nunca" porque quem decide mesmo é Deus.

CV - Esse projeto gospel com Bill Jonathan é definitivo ou vocês apenas foram convidados para tocar esta noite?

Renatinho - Estamos na mão de Deus. Se for pra gente continuar estamos aqui pra fazer a obra de Deus. Se é definitivo, hoje não sei dizer.

CV - Como surgiu essa parceria?

Renatinho - O Bill chegou na minha casa com um trabalho e falou: "Po, cara, grava as guitarras aí". Então eu gravei em casa e mandei para o estúdio aqui em Timbó. Aí, chamei o Elias para fazer essa participação e a galera se juntou para ensaiar.

CV - O Bill mora em Timbó, você, Elias, mora em Balneário Camboriú e o Renatinho em Itajaí. Isso não dificulta um pouco as coisas?

Elias - A gente não é banda, né. Nos juntamos pra fazer esse lançamento e como já estamos ensaiados talvez aconteça mais vezes. Mas o mais importante é que somos irmãos e estamos aqui dividindo experiências que Deus tem nos dado, mas banda é uma outra história.

CV - Planos para o futuro?

Elias - Estou gravando meus trabalhos solo em casa. Tenho vários projetos.

CV - E a Deliver, como ficou?

Elias - Mesma coisa que o Stauros. Aprendemos coisas diferentes a respeito de nossas vidas espirituais. É a mesma coisa que você comparar ensino público do particular. A palavra de Deus é a mesma mas os ensinamentos são muito distorcidos. A igreja do Senhor está doente.

O que eu posso dizer a respeito do Deliver e do Stauros é quebra de sistema. Infelizmente, mesmo as melhores intenções estão sistematizadas pela sistema religioso, que é coisa do homem. Religião é a forma do homem buscar a Deus e reconciliação e obediência é a forma de Deus resgatar o homem. Ou seja, a única forma do homem voltar-se para Deus é da maneira que Deus quer, e as vezes a gente dá um jeitinho de obedecer, por que é difícil. E o mais difícil de tudo é negar a si mesmo, e aí que fui pego. Então abri mão do Deliver e do Stauros [N. do Editor: e da cabeleira!].

Parei para pensar no que é mais importante para minha vida. Estamos aqui para gerar discípulos para o Senhor, agora, como você vai cuidar dos seus discípulos se não dá conta? Então, há uma sistematização muito podre nisso tudo, que é coisa do homem.

Conversei com os caras, eles não entenderam, continuaram na mesma. Então fui obrigado a tomar essa atitude.

CV - Certo. Obrigado pela entrevista Elias. Já dá para notar que o Oficina G3 está no palco. Vamos lá!

Elias - Vamos lá!


Show - Oficina G3 - 05/11/2005 – Timbó/SC

Por Andryo Dias

A abertura ficou por conta da música gospel comandada por Bill Jonathan - lançando o álbum "O Tempo" - e seus convidados, integrantes de uma das bandas pioneiras do heavy metal cristão: a Stauros. Destaque para os solos, velozes ou sensíveis, do baixista Elias Vasconcellos (ex-Stauros/ex-Deliver). Entre as músicas de lançamento alguns covers conhecidos para interagir com o público.

Imagem
Ao final da apresentação fui para o backstage encontrar Elias a fim de que pudesse nos esclarecer todos os boatos que rondam o fim da Stauros e, no meio da entrevista, ouviu-se o barulho ensurdecedor dos gritos das fãs e o agito da galera: Oficina G3 subia ao palco. A banda havia acabado de chegar dos EUA e nem sequer teve tempo de passar o som antes de tocar, portanto, uma longa demora justificada por Juninho: "Estamos demorando um pouco mas é porque queremos proporcionar a vocês um bom show e fazer o melhor para Deus". E, é claro, a aceitação do público foi imediata.

Finalmente, após o latido dos cães, a porrada na introdução de "Mais Alto" anuncia o quão pesado será esse show. Afinação baixa nas cordas e o pedal duplo de Lufe que mostra porque a sonoridade da banda mudou de uns tempos para cá. Emendada já vem "Réu ou Juiz" e logo na introdução os PAs sumiram por alguns segundos! Acho que os comandantes nem notaram porque os retornos continuaram a todo vapor.

Das antigas aparece "Hey, Você!", seguida da nova "Meu Legado". Muita gente que se considera true metal ou ainda outros que preferem o feeling à técnica diz que não curte Oficina G3, mas "me julguem, desprezem, pra mim não importa", já sabia que aquele seria um dos melhores shows que já assisti. Isso se concretizou quando do álbum "Humanos" surge "Apostasia". Jean sai dos teclados e, assumindo o vocal, solta um berro animal que desconcertou meus conceitos sobre a banda!

Quando pensei que com muito prazer gritaria "Vou Mudar" - que foi retirada do setlist, uma pena - a orquestra "sampleada" anunciava a música tema do novo álbum: "Além do Que os Olhos Podem Ver". No refrão os instrumentos cessam o bradar e ouve-se o coro único da galera tornando aquele um dos momentos mais emocionantes do show. Enfim um pouco de calmaria. "Te Escolhi", "O Fim é Só o Começo" dão seqüência e a ausência de um vocalista (subentenda-se que faça apenas vocal) nem se nota.

Uma pausa no som. Jean pega uma Bíblia e dirige-se ao centro do palco. Lê Eclesiastes 8:8a e começa a falar de uma experiência vivida durante a semana em Los Angeles:

"Nós estávamos em Miami. Muitos de vocês já devem ter visto pela TV, é uma cidade linda! Mas depois do Wilma [N. do Editor: furacão que havia passado pela cidade durante a semana], meu amigo, vou dizer a você: é o lugar que eu não quero viver nunca!". Jean relatava vários aspectos de como a cidade havia ficado e de como as pessoas reagiam às dificuldades que restaram. Fiquei chocado com detalhes que não passam no noticiário! Mas enquanto falava não era a emoção do público que ele tocava, mas sim o espírito, porque estava cheio do Espírito Santo. Cada um analisava sua vida, de como a estavam vivendo e para onde estavam indo. E muitos reconheceram que Jesus Cristo é o único caminho certo e O aceitaram como seu Senhor e Salvador. É maravilhoso ver que uma banda de tanto sucesso não esqueceu o verdadeiro sentido de ser banda cristã e que de maneira alguma o sucesso subiu a cabeça. Além de profissionalismo, Oficina G3 mostra muito comprometimento com o evangelismo.

Após dez minutos e lágrimas caindo ao chão o público voltou a ativa com um brado que incendiou o local! E pra não deixar a pira apagar, "Onde Está?" chegou dando porrada! "Ele Vive" prova o talento de Juninho tocando e cantando e no fim da música o coro da galera não perdoa: "Ele vive!".

Com quase dez anos, "Indiferença" é resgatada das cinzas e, como todo clássico que se preza, cumpriu mais uma vez seu papel levando a galera ao headbanger. O revezamento Juninho/Jean nos vocais é perfeito. A característica única de tocar teclado que todos conhecem agora aparece em vocais explosivos!

Aparece "Espelhos Mágicos", um pouco de sossego em "Lugar Melhor", samples e o baixo de Duca Tambasco ganham destaque em "A Lição", a belíssima "O Amanhã", "O Tempo" e para alucinar a galera "Humanos" - ninguém ficou parado. Todos cantaram juntos em "De Olhos Fechados". E para fechar esta perfeição, a tradicionalíssima "Vencendo Vem Jesus", com a participação de Bill Jonathan nos vocais e Renatinho (ex-Stauros) na guitarra.

Só fiquei com uma pulga atrás da orelha: por que não tocaram "Ver Acontecer"?

A equalização do som deixou um pouco a desejar sumindo com o teclado e baixo, mas Juninho Afram, Jean Carllos e Duca Tambasco, com o apoio de Lufe na batera e Douglas na guitarra base, fizeram um show impecável. Se você não acredita, ouça o CD e preste atenção no que digo: é bem melhor ao vivo! Ao contrário de muitas bandas consagradas como Linkin Park e System of a Down, por exemplo.

Ao final do show, correria para o backstage novamente. Fui muito mal recebido pela organização que me deixou esperando cerca de trinta minutos na entrada, educadamente olhando tietes que, com a ajuda de amigos, entravam fazendo escândalo sem nem sequer saber por quê. Devo ressaltar que tudo já estava marcado e o organizador do evento gesticulava para mim: "Aguenta aí! Aguenta aí!". Só consegui entrar quando o segurança fajuto enjoou de ficar ali! Quando a banda finalmente livrou-se de todos autógrafos e entrevista para um canal de TV regional, o organizador passa por mim e solta um sonoro: "Agora não dá mais tempo!". Coisa de gente que não tem noção da seriedade do nosso trabalho e do retorno que ele dá. Esse parágrafo serve apenas para conscientização.

Jean chegou em mim, me abraçou e disse: "Andryo! Manda isso aí pro meu e-mail que te respondo com o maior prazer!". Por fim acabamos parados numa rodinha conversando e Juninho em toda sua simpatia, vendo que eu tinha todo o material em mãos, resolveu ceder-nos a entrevista que você confere abaixo esclarecendo em poucas perguntas os tantos projetos que movimentam - e como - a carreira desta banda que deixou seu marco na história do rock cristão no Brasil.


Entrevista - Juninho Afram (Oficina G3) – Após o show

Por Andryo Dias

Christian's Voice - O que você achou do público esta noite? Foi a reação que você esperava diante do novo álbum?

Juninho Afram - Foi bacana a gente curtiu bastante, a galera estava animada. Só achei o horário um pouco avançado. Tem uma hora que o rendimento cai, de todo mundo. É natural.

CV - Dias atrás, em entrevista para o Whiplash!, você comentava a respeito do desafio de tocar e cantar simultaneamente. Como tem sido essa experiência?

Afram - Ah, é louco. É um desafio. Você tem que se concentrar mais. Mas tem sido uma experiência bem interessante.

CV - E você sente a necessidade de um vocalista?

Afram - Ah, cara, a gente tá bem do jeito que tá. Nos sentimos felizes.

CV - Você comentou também que a saída do P.G. não foi o motivo da mudança de sonoridade, que as coisas foram acontecendo naturalmente. Podemos considerar esse álbum como um passo para uma nova fase mais pesada do Oficina G3?

Afram - Eu acho muito louco essa coisa de banda. A gente nunca consegue prever o que vai acontecer. A gente vai criando, vai fazendo e a hora que vê "plum". É mais ou menos como um doce ou uma torta. Por mais que você use os ingredientes corretos tem algumas que ficam boas demais e tem outras que não ficam tão boas. Umas ficam mais açucaradas, outras menos. Considero banda mais ou menos a mesma coisa. As vezes a gente fala: "Vamo fazê um show mais pesado" e no final não fica tão pesado, e as vezes você fala: "Vamo fazê um pouquinho pesado", e aí vai ver fica pesadão.

CV - Tenho visto o trabalho do Lufe. Valtão, claro, é um baterista excelente, mas o Lufe tem uma pegada mais agressiva, já está com vocês há 3 anos e tudo o mais. Será que não era hora de oficializar a participação dele no grupo?

Afram - A gente não tem nenhum problema com essa coisa do oficial ou não-oficial, ele também não tem problema com isso. Acho que o que mais conta é o lance de estar na mesma visão, entende? Então, acho que a gente tem um feedback legal com o Lu e ele com a gente e estamos felizes. A gente se sente bem tocando junto, isso é bem legal.

CV - E a turnê nos EUA? Vocês acabaram de chegar, estão na pilha ainda. Como foi essa experiência?

Afram - Cara, foi legal pra xuxu. Apesar de que dessa vez tocamos em apenas dois lugares, estávamos no meio do Wilma, mas foi bacana pra caramba. Mas o evento que foi muito animal mesmo foi em julho, porque essa é a segunda vez que fomos para lá. Tocamos no dia 4 de julho [N. do editor: dia da independência dos EUA] em Boca Raton, num lugar chamado Mizner Park, onde rolam grandes shows. Por exemplo, se não tivesse passado o furacão, quem ia tocar lá semana retrasada era o Jethro Tull. Foi muito legal, foi uma honra. E também a experiência do Grammy...

CV - Já vamos falar disso [risos]. Uma pergunta que estava na ponta da língua, eu já tinha até anotado, é se vocês têm planos de gravar um CD em inglês. Mas, pesquisando, vi que esta idéia já está em mente. O plano era para que saísse em 2005, você acha que vai ser possível ou está muito em cima?

Afram - Não. Para 2005 fica muito difícil. Mas a idéia é fazer, sim.

CV - E o DVD? Vai ser um show ao vivo ou serão flashes dessa turnê nos EUA?

Afram - Vai ser um show ao vivo mas a gente quer sim, no making of, fazer um trabalho legal colocando vários takes de um monte de coisa.

CV - Como vocês estão encarando o fato de não terem sido premiados na última quinta-feira [entrevista realizada em 05/11/2005] com o Grammy?

Afram - Claro que a gente gostaria muito de ter ganhado o prêmio. Mas estamos felizes porque apenas o fato de termos sido indicados já é muita coisa! Estávamos comentando antes: são milhares de inscritos que eles analisam. Foram 7 finalistas e estávamos entre eles, isso é uma grande honra. Temos no coração uma alegria e uma gratidão muito grande a Deus por termos tido o privilégio de fazer parte desse lance.

CV - Por essas breves perguntas o leitor pode ver o quão movimentada anda a carreira do Oficina G3. Vocês estão satisfeitos com o que conquistaram em todos esse anos?

Afram - Com certeza temos motivo de muita gratidão. Deus nos deu muito além daquilo que imaginávamos, mas ao mesmo tempo, quem vive de passado é museu. Então não queremos nos aposentar e nem vivermos das coisas do passado. Queremos sempre conquistar coisas novas e ver aonde Deus vai nos levar.

CV - Voar além...

Afram - Voar além [risos]!


Turnê no Brasil, novo álbum em mãos, penetração no meio cristão, ninguém sabia direito o que era e quais os objetivos do Hopesfall, muitas dúvidas estavam no ar, dúvidas que você dissipa agora...

Show: Hopesfall - 15/10/2005 – Balneário Camboriú/SC

Por Rafael Moura Ávila e Andryo Dias

A turnê de divulgação de "A Types" percorreu cinco cidades brasileiras, sendo que em Balneário Camboriú foi incorporada à Vans Zona Punk Tour, em um evento que durou mais de doze horas.

Imagem
Logo que me deparei com o trânsito infernal da extensa Av. Brasil, nosso colega Rafael ligou no meu celular: "Os caras estão no palco!". Entrei justo na execução da segunda música do setlist, "Decoys Like Curves" que, particularmente, é minha preferida. Para abrir o show, "Per Sempre Marciamo", do novo álbum. A seqüência veio com "The Ones" e depois "April Left With Silence", do EP "No Wings to Speak Of" que, sem dúvida, foi o ponto alto do show. O espaço próximo a banda era um elevado e durante a música o mais curioso foi assistir um maluco e outro que dava um rasante por sobre a galera indo direto ao chão - a maioria de ponta cabeça. Jay Forrester mostrava porque é um dos mais respeitados vocalistas de screamo.

Do novo álbum surge "Breath From Comma" e em seguida a belíssima "The End Of An Era". Durante a música Jay pede aos sonoplastas que apaguem as luzes. O pedido não foi realizado, ou por norma do Armazém Bar, ou simplesmente pelo fato de que Jay fala o idioma inglês, e os sonoplastas, português. Então ele apela para os gestos, apontando para as luzes e cortando o pescoço com o dedo indicador. Ainda assim não funcionou, então ele solta uns três ou quatro sopros em direção a trilha de refletores a sua frente. O pedido não foi realizado e algumas pessoas saíram do local murmurando entre si: "Viu a hora que ele cuspiu na galera?". Hilariante.

Ao final de "The End Of An Era" surge do meio da galera um enorme cartaz. Usualmente, para pedir uma música, a escrevemos em um bilhetinho e educadamente pedimos ao garçom que entregue ao artista. Como no underground não existe essas frescuras, o cartaz foi entregue em mãos e Jay, o exibindo a todos, não faz desfeita: Hopesfall fecha o curtíssimo show com "Only The Clouds".

Ainda que estando em turnê por toda a América Latina os integrantes não se deixaram levar pelo cansaço. A volta de Adam (baterista de "Satellite Years"), o carisma de Josh (guitarra), o entrosamento entre Dustin (guitarra) e Mike (baixo), e os berros incomparáveis de Jay fizeram deste um grande show do Hopesfall, mesmo sendo a penúltima das doze bandas e tendo que encarar o abatimento físico do público que a horas estava no local.

Logo após o show procurei por Josh para conseguir uma entrevista. Como estavam dentro de um ônibus há muitos dias ficou impossível marcar com antecedência. Combinamos de nos encontrar nos fundos mas ao chegarmos fomos informados de que eles haviam ido ao hotel buscar as malas pois já estavam atrasados para viajar a São Paulo. Sem perder tempo, eu e Rafael corremos para o hotel e, na volta, caminhando com Josh, batemos um papinho que nos esclarece coisas importantes a respeito de Hopesfall. Confira.


Entrevista - Josh (Hopesfall) em Balneário Camboriú – 15/10/2005

Por Andryo Dias e Rafael Moura Ávila

Após o show fomos até o hotel – que ficava perto do local - onde a banda estava hospedada. Caminhamos com Josh até o ônibus da turnê e descobrimos algo que muito nos interessa a respeito da banda.

Cristhian’s Voice - Primeiramente, o que todos querem saber. Como foi a vibe no show?

Josh - Nossa, foi muito bom! Realmente. Estamos adorando o Brasil. Tem sido uma ótima experiência e espero que possamos fazer isso novamente. Adoraria poder voltar.

CV - Vocês têm estado pela Warped Tour em muitos países. O que achou do Brasil?

Josh - Bom, ficamos a maior parte do tempo no palco, mas a turnê tem sido ótima com excelentes bandas como Emery e Boys Night Out. É nossa primeira vez em turnê pela América em um ônibus, o que sempre foi meu sonho desde criança. Isso é muito legal.

CV - Então, vocês não tiveram oportunidade de conhecer nosso país?

Josh - É nossa primeira vez aqui. Conhecemos muita gente bacana e tivemos momentos maravilhosos; nossa gravadora encomendando discos; Marcos, da Liberation Records, tem sido muito legal com a gente. Então, temos nada além de bons momentos e nada além de coisas boas a dizer a respeito de todo mundo.

CV - Você sabe que tem muitos fãs cristãos no Brasil...

Josh [interrompendo] - Não, eu não sabia disso! Caramba!

CV - O que ouvimos foi que Hopesfall era uma banda cristã...

Josh - Era, quando começamos a banda. Tínhamos cerca de 17, 18 anos e era mesmo uma banda cristã quando começamos...

CV - E agora?

Josh - Agora tenho 26 anos e uma visão diferente da vida. Ainda creio que existe um Deus, mas não vou categorizar a banda colocando um rótulo.

CV - A mídia pensou que Evanescence era uma banda cristã e quando eles disseram: "Não, não somos"...

Josh - Eu deveria dizer que o objetivo de nossa banda é pregar nada além de rock'n roll [risos]. Não queremos pregar nada que ninguém... Enfim, quando começamos a banda haviam membros diferentes.

CV - Ouvimos que apenas você e Adam são cristãos e os outros membros não. Isso é verdade?

Josh - Eu era, sim. Não vou dizer que não sou. É que apenas tenho crenças interessantes.

CV - Julgamos pelas letras de Hopesfall. Sabemos que são caras legais, não existem palavras que ferem o bom senso e tudo o mais. Admiramos vocês, sendo cristãos ou não. Não estamos aqui fazendo uma divisão, mas é importante que isso seja especificado porque os álbuns de Evanescence foram retirados das lojas cristãs.

Josh - Não queremos iludir ninguém achando que somos uma banda cristã, pois isso seria irresponsável e eu não estaria sendo justo com as pessoas e todas as suas crenças espirituais. Também não posso falar pelos outros integrantes da banda. Não vou nos rotular uma banda cristã porque meu pai tem um ministério. Ele é um cristão bastante devoto e não quero desrespeitar suas crenças porque bebo, fumo, uso drogas e... e... mas...

CV - Mas você segue essa crença?

Josh - Não sigo nenhuma crença particular agora. Creio que existe um poder mais alto, mas não vou rotular isso porque respeito os cristãos. Não quero iludir a ninguém achando que acreditamos no mesmo que eles porque isso [a crença] é muito importante para os cristãos e não queremos ser falsos com as pessoas. Essa é a sincera verdade sobre o que somos.

CV - É ótimo você dizer isso. Apreciamos sua honestidade. Sei que vocês estão atrasados então...

Josh - Sinto muito. Pedimos desculpas se enganamos alguém ou algo.

CV - De maneira nenhuma. Tudo bem. Agradecemos sua atenção.

Josh - É nosso prazer. Obrigado pela entrevista. Tenham uma ótima noite e espero vê-los novamente.


Novo álbum do POD a caminho

Por Rafael Ávila

Imagem
A banda americana POD adiou o lançamento do seu novo cd "Testify". O Lançamento previsto para novembro foi adiado para o começo de 2006. Isso não significa que a banda está parada, pois além de lançar um novo EP "Warrios Vol II" no dia 15 de novembro, a banda estará fazendo uma mini turnê no mês de novembro, juntamente com as bandas Taproot, Flyleaf e Staind.

O set list de Warriors Vol II ficou assim:

01 - "If It Wasn't For You"
02 - "Teachers" (Demo) 03 - "Ya Mama" (Demo)
04 - "Why Wait?"
05 - "Eyes Of A Stranger"
06 - "Boom" (Live from Cornerstone 2004)
07 - "Wildfire" (Live from Cornerstone 2004)

Site Oficial: www.payableondeath.com


Review – Divinefire – Hero

Nota: 10

Por Márcio Heck

Imagem
Superar o desconcertante “Glory Thy Name”, álbum de estréia de Divinefire, a grata surpresa metálica de 2004, parecia tarefa extremamente difícil. Eis que em impressionantes 11 meses, vemos surgir “Hero”, lançado em setembro de 2005 pela Rivel Records. Uma continuação em grande estilo do que já estava excelente.

Divinefire é uma banda/projeto que em apenas dois álbuns mostra ao mundo sua competência unindo diversas vertentes do metal. Ainda que vá do melódico ao extremo, passando pelo sinfônico, death, doom e black, seu foco estrutural é mesmo o thrash e o power metal, conseguindo agradar aos simpatizantes de todos estes estilos. A interpretação é dramática e sentimentalista, conferindo vivacidade às composições. As letras são de cunho claramente cristão.

O line-up conta com Jani Stefanovic na guitarra, bateria e teclados, Christian Rivel nos vocais e Adreas Olsson no contra-baixo.

A lista de convidados, parte importante da execução, é extensa e seleta, adicionando muitas influências à musicalidade. São eles:

Torbjörn Weinesjö e Fredrik Sjöholm (Veni Domine)
Hubertus Liljegren (Crimson Moonlight)
Eric Clayton (Saviour Machine)
Carljohan Grimmark (Narnia)
Pontus Norgren (Talisman e Great King Rat)
Thomas Vikström (ex-Candlemas)
Mikko Harkin (ex-Sonata Arctica)
Andreas Johansson (Rob Rock)
Markus Sigfridsson (Harmony)
Patrik Gardberg
Anders Berlin
Maria Rådsten (One More Time)

Christian Rivel consegue impor linhas vocais que surpreenderão qualquer ouvinte de seus trabalhos prévios. É, sem dúvida, sua melhor performance como vocalista, demonstrando sua constante evolução. Diversas partes do álbum trazem a influência clara de Crimson Moonlight, ícone do black metal cristão, o que, por si só, dá uma bela noção da potência das músicas.

Os primeiros acordes tempestuosos do CD começam com “Ressurection”, e revelam a ambiência sinfônica que se perpetua em todo o álbum. Na seqüência, “Secret Weapon” vem avassaladora, apresentando duelos vocais limpos com assombrosos guturais num power/thrash pesadíssimo. A música 3, que leva o nome da banda, é a melhor do álbum. Repleta de riffs e tonalidades diferentes, variações de tempo e também duelos vocais.

O guitarrista Carl Johan Grimmark impressiona constantemente pelo virtuosismo, em especial nas palhetadas rápidas no solo da música “Hero”, que intitula o trabalho. Ele também sola em “Secret Weapon”, “Divinefire”, “United as One” e “The Show must go on”. Já os solos de “Leaving the Shadows” e “New Beginning” são de Patrik Gardberg e o de “Open your Eyes” ficou a encargo do espetacular Markus Sigfridsson (no Harmony, outra banda sueca de power, ele mostra melhor seu potencial).

Também destaco a cadenciada “United as One”, que traz os primeiros momentos de paz ao ouvinte. O instrumental, ou melhor, a trilha sonora “Cryptic Passages”, presente apenas na versão européia, confirma a habilidade dos músicos em suas viagens por solos desconcertantes e emotivos. Na versão japonesa há a inclusão da faixa bônus “Masquerade”, a música mais veloz deste álbum.

Se comparado ao primeiro álbum, este perde em relação aos backing vocals, que no “Glory Thy name” estão mais trabalhados e emocionantes - não que os do “Hero” estejam ruins. Outro contraponto foi a redução das passagens doom, muito mais presentes no debut album.

No mais, se “Hero” não segue o mesmo nível, consegue ainda aprimorar, acrescentando elementos de outras vertentes, como a inesperada e inusitada versão de “The Show must go on” do Queen. Esta música impressiona com os tocantes vocais de Maria Rådsten da banda sueca One More Time, fechando o álbum de forma fenomenal.


DVD – DC Talk – Welcome To The Freak Show

Por Rafael Moura

Imagem
O DC Talk sempre foi considerado uma banda pioneira no que diz respeito ao mercado cristão. Tendo lançado seu primeiro cd em 1989, o grupo que originalmente trilhou os caminhos do hip hop teve uma grande mudança sonora com o lançamento do seu 4 albúm de estúdio, o DC Talk trouxe ao mercado cristão a unanimidade “Jesus Freak” .(Forefront/Virgin 1995) onde os elementos hip hop foram quase extintos e predominou um pop rock com um vigor incrível atrelado a elementos de soul music e um toque de rock alternativo maestrosamente executado por Toby Mac, Kevin Max e Michael Tait, ambos vocalistas do grupo. Para comemorar a bem sucedida turnê deste álbum dois anos depois temos o lançamento do cd e VHS “Welcome to the freak show”. E agora oito anos depois as gravadoras acordaram e decidiram re-lançar este material em DVD.

Este DVD é uma compilação de vários shows da bem sucedida turnê “Freak Show” nele temos o vocal de Kevin Max, responsável pela melodia, Toby Mac responsável pela agressividade e os elementos hiphop e o vocal de Michael Tait responsável pelo groove e elementos de black music, não há como não ressaltar o incrível salto de qualidade dos 3, uma presença de palco incrível e contagiante e um sincronia vocal perfeita, sem nenhuma ressalva, simplesmente perfeita, uma qualidade pouco vista em apresentações ao vivo.

No show os destaque ficam para o cover dos Beatles “Help, seguido por “So Help me God”, além do momento acústico com “What if i stumble e “In the Light” além de “Jesus Freak” onde a banda praticamente destrói tudo com o peso e refrão implacável desta canção. Além disso, a banda inclui algumas musicas originalmente hip hop que ganharam uma energia nova com a execução com banda, é o caso de “Luv is a Verb”, “Jesus is Just Allright”, “Walls” e “Time is”.

Entre uma música e outra há vários interlúdios interessantes, com cenas da turnê européia e bastidores, um inclusive com uma conversa descontraída com um senhor nas ruas de Londres, falando sobre o rock dos anos 50, além da banda sempre interagindo com o público. Agora os pontos negativos ficaram para a edição de imagens, pois pelo fato de ser uma compilação de vários shows, muitas cenas ficaram muito artificiais, pois pegam imagens seguidas de diferentes shows, ou seja o cara executa a mesma música com 3 roupas diferentes, são coisas assim que acabam deixando o dvd um pouco sem graça para os mais minimalistas, e outro ponto negativo foi que o material lançado em dvd é menor que o cd.

Enfim, podemos dizer que este é o melhor registro em vídeo do DC Talk, material indispensável para fans, e para quem gostaria de conhecer maior o grupo pop rock cristão de todos os tempos.

DVD Welcome to the Freak Show
DC Talk
Forefront (2003), Bompastor (2005)
Duração: 1h 16m.
Legendas: Português


Unknown Voices

Por Márcio Heck

“Unknown Voices” é o novo espaço da CV dedicado a todos que estão constantemente buscando algo diferente para ouvir. Em cada edição será destacada uma banda de qualquer época e vertente metálica, com preferência às que pouco se sabe a respeito, mas que cumprem com integridade seu papel dentro do metal e propagação da mensagem de Cristo.

Banda Arsenal

A dica desta edição de reabertura da Cristian’s Voice é prato cheio pra quem curte heavy anos oitenta. Ao ouvir “Arsenal”, banda americana de Clearwater, Florida, é impossível não sentir uma pitada de saudosismo, seguida de doses de lembranças de grupos que se foram, como Bloodgood, Ransom e Barren Cross.

Gravaram uma demo em 1987. Em 1990, já pela Regency Records, gravadora muito prestigiada na época, registraram o “Armored Choir”, no Recorded at Papa K's Studio, em St. Louis, Missouri, único disco oficial do quarteto. Lançado em CD, até hoje existe à venda e não é difícil de se encontrar em sites especializados (não em sites brasileiros).

Algo muito peculiar e que chama atenção na banda é a vocalista Christine Steel. Dentro do metal, desconheço outro grupo que tenha vocais como o dela. Faz o casamento fantástico da agressividade e agudos vocais com as guitarras ardidas, no estilo clássico do heavy metal.

Oito músicas pesadas e 2 baladas compõem o álbum. A faixa “You're no good for me” é cadenciada e possui uma maravilhosa base de guitarra cavalgada. A música título é a mais clichê (no bom sentido) que cumpre com destreza os elementos de um bom heavy e a balada “The candle... The flame“ expressa com clareza o cristianismo do grupo.

Não sei precisar quando a banda deu fim às suas atividades.

Line-up:
Vocais - Christine Steel
Guitarras - J.D. Miller
Baixo e violão 12 cordas - Kandy Slaughter
Bateria - Dave Calliano

Músicos adicionais:
Teclados - Russ Kirkland
Bateria - Carl Albrecht
Backing vocals - Russ and Doug Kirkland and Dale Tiemann

1 - Turn Around
2 - Someone Believes In You
3 - Armored Choir
4 - Coming Back To You
5 - Forever Yours
6 - The Valley
7 - You're No Good For Me
8 - Bishop Of Souls
9 - Take It Away
10 - The Candle... The Flame


Estou, honestamente, orgulhoso. E este é só o começo...prepara-se para um banho de informação nos meses vindouros. Tudo com a infalível marca de qualidade whiplashiana. 2006. 10 anos de história. Estou louco para soprar as velinhas...um grande abraço até lá!

MGA – Editor da Christian’s Voice

Todas as matérias da seção Christian`s Voice

Os comentários são postados usando scripts do FACEBOOK e logins do FACEBOOK, HOTMAIL, AOL ou YAHOO, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de exclusiva e integral autoria e responsabilidade dos usuários que fizeram uso deste sistema (citados na assinatura de cada comentário). Caso você considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Os responsáveis pelo site podem excluir comentários que julgarem inadequados e fornecer informações sobre os comentários a reclamantes se solicitados.

Sobre Maurício Gomes Angelo

Maurício G. Angelo odeia definições. Acha que não entende nada de música, mas o suficiente. Pseudo-jornalista, pseudo-crítico e pseudo-escritor. Não gosta de explicar ironia. Escreve no Whiplash! desde 2003. Colaborou para uma série de veículos, como a revista Roadie Crew e os sites Rock Press, Duplipensar e Simplicíssimo. Ouve tudo aquilo que lhe interesse: do blues ao metal extremo, passando pelo pop, progressivo, clássico, jazz, eletrônico e MPB. Peca pelo tesão, nunca pela inércia. Alfabetizado, chato, detalhista e exigente: está continuamente tentando aprender a ler, e tem orgulho disso. Passou bons momentos ao lado de Rubem Braga, George Orwell, Pink Floyd e tantos outros. É apaixonado por palavras, pelo som e pelo silêncio. Erra muito. Muda mais ainda. E se permite ser hiperbólico, às vezes.

Mais matérias de Maurício Gomes Angelo no Whiplash.Net.

Link que não funciona para email (ignore)

QUEM SOMOS | RSS | FACEBOOK | TWITTER | NEWSLETTER | APPS | ANUNCIAR | ENVIAR MATERIAL | FALE CONOSCO

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria. Os textos não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será retirado do site.

Em abril de 2012 Whiplash.Net teve 1.078.971 visitantes únicos, 2.974.068 visitas e 10.616.661 pageviews. Ver stats.