Resenha - A Tribute to The Beast - Iron Maiden

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Resenha - A Tribute to The Beast - Iron Maiden


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Nota: 8

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A Nuclear Blast está se especializando em lançar tributos às bandas mais influentes da cena rockeira/metálica. Depois dos dois volumes dedicados ao Accept, o tributo ao Scorpions e o discutido porém excelente tributo ao ABBA (sete entre dez rockeiros ouvem ABBA, não há como negar), chegou a vez da Donzela de Ferro. E já não era sem tempo... afinal, um dos maiores (senão o maior nome) do heavy metal já merecia ser lembrado pela gravadora, embora já tenham sido lançados diversos tributos, com qualidades distintas. Este mantém o nível de todos os tributos já lançados. Alterna momentos de alta qualidade, com momentos no mínimo questionáveis. A maioria das bandas preferiu manter o estilo original da música mexendo pouco nos rítmos. Se por um lado é uma maneira de respeitar uma entidade como o Iron Maiden, pode ser encarado como falta de criatividade. Mas isto depende da opinião pessoal de cada um.

Ides of March / Purgatory (Steel Prophet): A influência de Maiden para a banda é clara e já foi admitida em entrevistas, portanto a presença deles é lógica e muito bem vinda. Rick Mythasin tem um vocal competente e a banda segura a onda, numa versão corretíssima e agradável da clássica Purgatory.

Aces High (Children of Bodom): Quem diria que Alex Laiho iria cantar Aces High! O vocal gutural e agressivo do frontman e guitarrista do CoB em teoria não seria adequado à potência melódica do vocal de Bruce Dickinson nesse clássico definitivo. Mas Alex compensa isso com uma garra e uma vontade enorme, fazendo soarem seus urros de maneira bem agradável. O instrumental é competentíssimo, mais rápido que o original e com a adição de um teclado discreto, que não compromete. Nota 10!

The Trooper (Rage): Já conhecida, gravada no cd End of All Days. Alto nível e vocalização perfeita por parte de Peavy Vagner. A banda mantém o estilo original da música, fazendo uma bela versão.

Hallowed be Thy Name (Cradle of Filth): SATIFICADO SEJA O NOME DE QUEM PÔS O CRADLE NESSA!!!! (Risos). Esta música saiu no cd bônus que acompanhava o cd CRUELTY AND BEAST. Os climas tétricos do início e a vocalização urrada de Dani Filth criam um clima diferente e muito legal, como num filme de terror. A banda conseguiu manter muitas características da versão original, mas adicionando seus elementos de black/death sinfônico, numa versão soberba.

Running Free (Grave Digger): Uma versão correta e bem fiel a original. Como se espera de um clássico do Maiden! Os vocais de Chris Bothendal lembram muito o Paul Di’anno de início de carreira.

Prowler (Burden of Grief): As bandas escolhidas revelam ter um excelente gosto, pois pegaram clássicos e músicas bem antigas do Maiden. Embora o Burden não tenha se dado tão bem. O vocal não parece se encaixar na música, comprometendo o resultado final, embora o instrumental esteja correto.

Die With Your Boots On (Sonata Arctica): uma banda de heavy mais nova prestando tributo aos mestres do metal. A adição de teclados ajuda a dar uma nova dimensão à música, e o vocal está muito bem encaixado, fazendo uma ótima versão. Destaque para os vocais dobrados, que ficaram excelentes.

Children of the Damned (Therion): Já lançada em cd, essa versão só mostra a competência com a qual o Therion grava suas covers. Com fidelidade ao original, a banda faz uma versão bem emotiva, só que o vocal ficou muito parecido com o vocal de Blaze Bailey, fato que motivou risadas por parte do vocalista Christopher Johnson.

Transylvania (Iced Earth): O famoso instrumental nota 10, que nessa versão continua nota 10. A banda acertou em não mexer na música, pois a mesma já é perfeita. Lançada anteriormente no cd HORRORSHOW.

Remember Tomorrow (Opeth): Uma banda de doom/black/death fazendo versão de uma música bem melódica como essa poderia deixar dúvidas quanto à qualidade da mesma. Mas a banda acerta em cheio, adicionando instrumentos de corda no início e mantendo a linha original, fazendo uma ótima versão.

The Number of The Beast (Sinergy): Finalmente Kimberly Goss soltou a voz numa cover, coisa que ela não tinha feito nas participações anteriores do Sinergy nos tributos do Abba e Scorpions. Tirando uns gritinhos do tipo “um rato entrou no estúdio” na voz de sirene aérea imortalizada por Bruce Dickinson, a banda faz uma versão contagiante de uma música contagiante... nota 10 de novo. Essa música é bônus da versão japonesa do CD SUICIDE BY MY SIDE.

Stranger in a Stranger Land (Disbelief): a banda tentou adicionar mais agressividade e vocais mais urrados numa música já agressiva por natureza... acabou exagerando, tornando a versão muito tediosa... uma queda de produção latente.

Flight of Icarus (Tierra Santa): Os espanhóis do Tierra Santa reduziram a velocidade do clássico do cd PIECE OF MIND, dando uma nova cara à música. Porém, durante a música o peso volta supremo, numa versão toda particular por parte da banda, que diga-se de passagem, embora diferente da original, ficou muito bem feita.

22 Acacia Avenue (Dark Tranquility): Uma versão fraca, comprometida pelos vocais guturais muito mal colocados. Não consegue combinar com a música.

Wrathchild (Six Feet Under): O mesmo caso, piorado pelo fato do vocal de Chris Barnes ser mais urrado do que todos os guturais anteriormente citados. De longe o ponto mais fraco do cd. Passe longe dessa.

Poweslave (Darkane): Uma versão correta, respeitando bem o estilo cadenciado do clássico que dá nome a um dos melhores cd’s da dozela.

Resumindo... como todo tributo, merece uma conferida, principalmente pelas versões do Children of Bodom, Sinergy e Therion. Bandas mais heavy como Sonata Arctica e Steel Prophet fizeram adequadamente seu papel, enquanto que bandas como Six Feet Under e Dark Tranquility não conseguiram bons resultados. E temos as surpresas, como no caso do Crade of Filth e Opeth. Altamente recomendável. Embora a Nuclear Blast pudesse por mais bandas do seu “cast” como Helloween, Manowar... iria ficar ainda melhor... e uma curiosidade... porque o nome Iron Maiden não aparece na capa do cd?????

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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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