Convidamos personalidades do meio Rock/Heavy Metal a comentar "The Final Frontier", novo álbum do Iron Maiden. Confira abaixo as opiniões publicadas até o momento; esta página será atualizada com novas opiniões durante os próximos dias. Se você for um músico ou profissional do meio, e quiser participar, entre em contato para saber como proceder.

Primeiro, é divulgado uma prévia da capa, seguido do play list, com os nomes das faixas, datas para os lançamentos do primeiro single, até a liberação de uma das músicas. Tudo pra aguçar a curiosidade. Por fim, surgem as primeiras entrevistas, com o mesmo papo de sempre; “...é um álbum isso, um álbum aquilo, bla bla bla”. É sempre a mesma coisa, afinal, imaginem Steve Harris, ou qualquer outro integrante da banda dizendo: “... olha ... esse disco está uma porcaria... estamos de saco cheio, etc. ...” Tudo isso faz parte, e toda a engrenagem que está por detrás do Iron Maiden, sabe como poucos, acelerar os batimentos cardíacos dos fãs.
Ai, o disco é lançado. Se a primeira música (no caso de "The Final Frontier", "El Dorado"), não conseguiu provocar tanto alarde, o álbum pode guardar surpresas, agradáveis ou desagradáveis. Na verdade, os fãs (to dizendo os fãs, pois com os fanáticos não existem argumentos), esperam desde "Brave New World", um PUTA álbum do Iron Maiden. De lá pra cá, já se passou uma década, e a temperatura continua morna; As já manjadas introduções “lentinhas”, com teclado e o baixo de Harris, um vocal calmo, aí as guitarras começam a despontar, até o ritmo acelerar, e lá se vão sete, oito, dez minutos.
Nas ultimas duas semanas ouvi "The Final Frontier" pelo menos umas cinqüenta vezes. São faixas longas em sua maioria, o que requer várias audições. Gostei de três, "Starblind", "The Talisman" e "Isle Of Avalon". As restantes, deixam bem claro que tudo continua a mesma, ou quase a mesma coisa, e como fã, continuo aguardando um PUTA álbum do Iron Maiden.
Um bom trabalho, assim como "Brave New World", "Dance Of Death",e "A Matter Of Life And Death".

A introdução “Satellite 15” é fantástica, mas deveria ser uma música a parte. O produtor deveria incentivar a banda a aproveitar o clima tenso da introdução para fazer uma faixa 2 porrada de verdade, com peso e velocidade. “The Final Frontier” deveria ser a terceira música, pois não tem nada a ver com o clima da primeira. “El Dorado” por sua vez é medonha e totalmente dispensável, deveria ser cortada! Eles a usaram como música de trabalho apenas por ter a estrutura mais direta, mas as idéias são ruins! “Mother of Mercy” e “Coming Homing” são muito legais e ficariam ainda melhores se dessem seqüência à ordem aí em cima. Já “The Alchemist”, só é rápida e tem refrão grudento - Seria uma música muito mais legal se em vez de 3 guitarras fazendo o tema, uma fizesse base para dar peso , se a ponte antes do refrão fosse melhor resolvida e se o arranjo da parte seguinte fosse menos limpinho e mais trabalhado. Uma pena! Depois disso vem o momento mais fabuloso do disco: a seqüência “Isle of Avalon”, “Starblind” e “The Talisman”, seria perfeito se o produtor fizesse a banda cortar 2 minutos de cada música e invertesse um pouco a estrutura para que não começassem todas da mesma maneira! “The Man Who Would be King” não cheira nem fede, mas a última música "When the Wild Wind Blows" realmente tem uma melodia muito legal, muito mesmo, mas também ficaria melhor com alguns minutos a menos!
Resumindo, a banda é genial, o disco tem momentos maravilhosos de arrancar lágrimas daqueles que tiverem paciência de ouvir até o fim. Novamente Kevin “Caveman” Shirley mostrou ter a inteligência musical de um Neandertal e quase estragou tudo... assim como se livrar de Bob Rock fez bem para o Metallica... está na hora do Iron Maiden trocar de produtor!

Mas, pela primeira vez em um bom tempo, tive um gostinho de uma banda interessada e querendo explorar, romper um pouco com as "regrinhas" criadas e reforçadas por si mesma ao longo dos anos junto aos seus fãs...
É um disco que dá para ouvir e viajar, sem aquela velha impressão de "mais do mesmo".
Assim como todos os discos mais recentes do Maiden, algumas pessoas irão adorar, outras odiar, muitas sem saber bem o por quê em ambos os casos... Mas é revigorante ouvir esses 'senhores' fazendo um disco motivado, longo, difícil e até - quem diria! - experimental. Além do pique, fica também um gostinho de integridade.

O novo álbum traz muitos momentos de empolgação, energia, felling, equilíbrio e também uma sensação de estarmos ouvindo algo realmente verdadeiro. Apesar das introduções lentas e reflexivas certamente será interessante ver e ouvir este trabalho ao vivo.

A introdução/1ª música "Satellite 15.....The final frontier" me soou como um catado de riffs e climas que não levam o ouvinte a lugar nenhum. O 1º single "El Dorado" é uma boa música, mas com partes desnecessárias. Ela tinha tudo para estar no Piece of Mind, não fosse o refrão medonho.
"Mother of Mercy" foi a música que mais me chamou a atenção. Me lembrou muito dos últimos trabalhos solo do Bruce, que são infinitamente melhores do que as últimas coisas que ele fez no Iron Maiden. É a primeira vez no disco que ouvimos o trabalho das 3 guitarras e, principalmente, a contribuição do Adrian Smith no que diz respeito a afinação "dropada" que ele trouxe para o Iron Maiden. Imagino como essa música soaria, fosse o produtor o Roy Z e não o Kevin Shirley.
O que se ouve no decorrer do disco é aquele Iron Maiden de sempre, sem novidade. Sem ser um lixo, mas também sem a genialidade do passado. A impressão que eu tenho é que o Iron Maiden já atingiu o seu ápice e os próximos discos serão apenas um bom motivo para saírem em turnê, apresentarem um novo Eddie, um novo palco, um novo DVD ao vivo e que não será diferente do que tem sido desde a volta da dupla Dickinson/Smith.
Mas fica a pergunta: Será que as pessoas querem que o Iron Maiden mude?

Mas no final das contas, o álbum é bom ou ruim?
O álbum é bom. Mas pra mim fica essa sensação de que algo não está certo. O que eu sei com certeza é que do 1º disco até o SEVENTH SON OF A SEVENTH SON, o IRON MAIDEN criou um som novo e viciante e esses álbums eu vou escutar até morrer. Os outros não...

Muito tem se falado sobre o fato de o Maiden não ser mais uma banda capaz de produzir hits como no passado, porém, creio que o equívoco em relação a esse tipo de análise é que não dá mais pra ficar comparando o Maiden atual com o dos anos 80, visto que o processo de composição de um álbum envolve não somente técnica e conhecimento musical, mas principalmente o feeling em relação ao momento e contexto vivido pela banda na hora de compor algo novo.
Acredito que o TFF é uma continuação natural do que a banda começou no “A Matter”, porém, com uma dose extra de surpresas e uma evolução latente nas estruturas.
Se as músicas estão enormes? Sim, porém, não soam enjoativas (na maior parte do tempo) e as mudanças de compassos e intenções musicais não me parecem tão forçadas quanto no álbum anterior.
O Maiden soa íntegro, renovado e passando a impressão de ainda ter muita lenha pra queimar nos próximos anos e no fim das contas, isso é o que importa pra qualquer fã que espera algo real de uma banda que já não precisa provar mais nada pra ninguém.
O Maiden é uma banda com qualidades marcantes e bem peculiares em termos de sonoridade. E ao mesmo tempo que foram mantendo suas caracteristicas musicais a banda sempre inovou ou mudou de disco para disco.
Esta inovação ou evolução por assim dizer é algo que sempre pegou seus fãs de surpresa e sempre foi alvo de críticas do seu público mais ortodoxo. E the Final Frontier não é diferente.
A evolução e a maturidade musical de seus membros está muito evidente com canções que beiram o hard rock até canções progressivas que precisam de mais tempo para serem digeridas. Simplicidade, complexidade, riqueza de melodias, tudo pode ser encontrado. Deve-se ouvir cada música com bastante atenção e viajar em sua sonoridade. Enquanto os refrões marcantes e emocionantes de "Coming Homing" e "The Alchemist" conquistam de primeira os ouvidos, músicas como "Isle of Avalon", "Starblind" e "The Talisman" aparecem com riquezas de detalhe e complexidade que apesar de serem muito boas requerem uma audição mais atenciosa. Sem contar com a musica homônima do CD, por ser mais simples e direta, e "El dorado", música de trabalho que chegou a assustar um pouco os fãs por soar um pouco "estranha", também merecem um certo destaque.
Um ótimo CD que na minha opinião é melhor que o seu antecessor e requer uma certa dose de cuidado se você for ouvir esperando o Iron de sempre. Não espere o óbvio e sim um time de músicos para lá de excelentes e que apesar da idade ja avançada ainda tem muito a acrescentar para o Metal.
Foto da chamada: Makila Crowley
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