O difícil feito na música que nem Paul McCartney conseguiu, segundo Paulo Ricardo
Por Gustavo Maiato
Postado em 17 de julho de 2026
Não é fácil deixar uma banda extremamente bem-sucedida para seguir carreira solo. Em alguns casos, o músico consegue construir uma nova trajetória de sucesso. Em outros, porém, a comparação com o grupo original se torna inevitável.
Durante entrevista ao canal Netflu, Paulo Ricardo refletiu sobre esse tema ao comentar sua saída do RPM e o início da carreira solo, iniciada oficialmente em 1991. Para o cantor, existe um obstáculo praticamente impossível de superar: recriar a química de uma grande banda.

"Tendo tido o privilégio de fazer parte de uma grande banda, eu respeito muito essa química", afirmou. Em seguida, ele ampliou a reflexão e citou um dos maiores nomes da história da música para sustentar seu argumento.
"Tem uma outra coisa também: depois que você faz parte de uma grande banda, você não consegue fazer outra grande banda. Nem Sir Paul McCartney conseguiu fazer do Wings um Beatles", declarou.
Paulo Ricardo reconheceu que existem exceções, lembrando o caso de Ozzy Osbourne. Segundo ele, o vocalista alcançou enorme sucesso em carreira solo, enquanto o Black Sabbath também permaneceu como uma força relevante. "É um caso raro", observou.
O entrevistador também citou um exemplo brasileiro: Barão Vermelho e Cazuza. "O Cazuza sai do Barão, tem uma carreira brilhante, o Barão também continua", comentou, lembrando ainda as diferentes formações que a banda atravessou ao longo das décadas.
Ao falar do Barão Vermelho, Paulo Ricardo revelou um detalhe pessoal. Segundo ele, a amizade com os integrantes é até mais forte do que a que mantinha com seus próprios companheiros de RPM.
"Eu conheci o Cazuza com 18 anos. Dormia na casa dele quando vinha ao Rio. Eu e Frejat, Maurício... nós somos contemporâneos, vivemos tudo isso e somos muito amigos. Quer dizer, eu sou mais amigo dos caras do Barão do que eu era dos caras do RPM."
Para Paulo Ricardo, justamente essa convivência reforça sua convicção de que bandas históricas possuem uma combinação difícil de reproduzir. "Uma banda é uma banda. Você não consegue replicar aquilo", concluiu.
Confira a entrevista completa abaixo.
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