As duas palavras que resumem o segredo do som único do Queen
Por Bruce William
Postado em 17 de julho de 2026
O Queen nunca pareceu muito interessado em permanecer no mesmo lugar por tempo demais. Do peso dos primeiros discos às experiências com ópera, funk, disco, pop e música de arena, a banda construiu sua identidade justamente ao evitar uma fórmula rígida.
Queen - Mais Novidades
Conforme atesta a Far Out, Freddie Mercury resumiu essa postura em duas palavras: "sem barreiras". Para o vocalista, o Queen já havia atravessado os limites do rock tradicional e deveria se sentir livre para explorar qualquer território que parecesse musicalmente interessante.
"Gosto de pensar que passamos pelo rock and roll, chame como quiser, e não há barreiras: está tudo aberto", afirmou Mercury. "Especialmente agora, quando todos estão tentando entrar em novos territórios. É isso que venho tentando fazer há anos."
A mudança ficou especialmente clara depois de "Bohemian Rhapsody". A partir dali, o grupo parecia autorizado a misturar referências sem pedir licença. "News of the World", "Jazz" e "The Game", por exemplo, seguiram direções bastante diferentes, embora continuassem imediatamente reconhecíveis como trabalhos do Queen.
Parte dessa variedade vinha dos gostos do próprio Mercury, que ouvia de Aretha Franklin e Luciano Pavarotti a Led Zeppelin e musicais. Se uma influência servisse à música, não havia motivo para deixá-la de fora. O integrante que apresentava a composição normalmente também comandava os rumos do arranjo.
Nem todas as experiências foram recebidas da mesma forma. "Hot Space", com forte presença de funk e música dançante, dividiu o público, mas representava exatamente a liberdade defendida por Mercury. O Queen preferia correr o risco de errar tentando algo novo a repetir indefinidamente o que já havia funcionado.
"Sem barreiras" não significava ausência de identidade. Era justamente o contrário: a identidade do Queen estava na capacidade de transformar influências muito diferentes em algo que, depois de poucos segundos, só poderia ter sido feito por eles.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bono e The Edge explicam o que mantém o U2 unido há 50 anos
O gênero musical que Slash considera mais vibrante que o rock atualmente
A canção de dois adolescentes que impediu "Bohemian Rhapsody" de chegar ao topo das paradas
Nicko McBrain reconhece que Iron Maiden foi injusto com Blaze Bayley
A música que Ian Gillan considera a melhor de sua carreira, acima dos clássicos do Deep Purple
Zakk Wylde lembra breve período como guitarrista do Guns N' Roses
O motivo que enterrou os planos do Sonata Arctica para os 30 anos de carreira
Angra reúne Kiko, Falaschi e Akira Takasaki, do Loudness, em apresentação de "Burn", do Purple
Os graves erros que Mick Mars cometia no palco do Motley Crue, segundo Tommy Lee
Como AC/DC e Angus Young ajudaram Dave Mustaine a criar solo de "Holy Wars"
A melhor música dos Rolling Stones, segundo a Paste Magazine
A música que Jon Bon Jovi nunca cantaria, segundo Desmond Child
Steven Wilson tenta desvendar o fenômeno criado pelo Angine de Poitrine
Para Marty Friedman, Nick Menza foi uma das razões para o sucesso do Megadeth
A música que Paul McCartney escreveu para fazer pazes com John Lennon depois dos Beatles

As 10 músicas mais pesadas do Queen, incluindo uma raridade que quase ninguém conhece
O guitarrista que Jimmy Page, Brian May, Kirk Hammett e Slash põem no topo
Os 10 maiores guitarristas de todos os tempos, segundo a Guitar World
O cantor que Axl Rose, Roger Daltrey e Chris Cornell colocam acima de todos
Roger Taylor (Queen) admite que não conversa mais com John Deacon
A banda que Brian May gostaria de ter integrado se o Queen nunca tivesse existido
A canção nascida de um divórcio que acabou virando hino contra o apartheid
A música de Eric Clapton que tem o solo de guitarra favorito de Brian May
O maior guitarrista de todos os tempos, de acordo com a Guitar World


