Em 1971, insatisfeito ao lado do grupo de Carlos Santana, Gregg Rolie (teclado e vocal) resolve deixar a banda do guitarrista latino. Pouco tempo depois, seu ex-parceiro de banda, Neal Schon (guitarra), toma a mesma decisão. Incentivados a formar uma nova banda, a dupla convida George Tickner (guitarra), Prairie Prince (bateria) e Ross Valory (baixo) para esta nova empreitada. Em 1973, após a gravação de algumas ‘demos-tapes’, a banda resolve adotar o nome Journey.
Prince resolve deixar o posto de baterista antes mesmo do primeiro registro do grupo. Em seu lugar, foi chamado Aynsley Dunbar (bateria), que participou das gravações do primeiro CD “Journey”, lançado em 1975. Musicalmente, o álbum contém influências de rock, jazz e toques progressivos. Essas características também são comuns aos dois álbuns seguintes, “Look Into the Future” e “Next” - uma fase em que o Journey se reduziu a um quarteto, com a saída de Tickner.

Com vendagens apenas medianas, a banda fez novas alterações em seu ‘line-up’. O vocalista Robert Fleischman chegou a ser contratado, mas durou pouco tempo na banda, tendo gravado apenas a música “For You”, lançada depois unicamente no ‘box-set’ “Time 3”.
Faltava aquele “algo mais” para catapultar o nome do Journey ao estrelato. Eles precisavam de um vocalista único e especial. Em 1977 uma fita demo de uma desconhecida banda de blues e rock chamada "Alien Project" chegou às mãos de Herbie Herbert, que coincidentemente procurava por um vocalista para o Journey., que logo contatou Steve. Na Segunda metade daquele mesmo ano, mais precisamente no dia 10 de outubro, Steve tornou-se o vocalista do Journey mudando assim o curso do estilo que convencionou-se a chamar de Art Oriented Rock – AOR.
Steve recebeu o apelido de "The Voice" pelos fãs, críticos e colegas músicos pela voz forte, melodiosa e capaz de atingir notas altas com grande facilidade. Ele ainda toca guitarra, piano e bateria, e cita Sam Cooke, Jackie Wilson e Marvin Gaye como sua inspiração musical.
Steve Perry gravou no ano seguinte, em 1978, seu primeiro álbum ao lado do Journey, “Infinity” - o último com Aynsley Dunbar na bateria. O disco, clássico total, contava com uma sonoridade diferente dos álbuns anteriores, sendo mais acessível, melódico e menos experimental. O sucesso comercial foi muito gratificante.
“Evolution”, o disco seguinte e já contando com Steve Smith no posto de baterista, foi impulsionado pelo bem-sucedido ‘single’ Lovin’, Touchin’, Squeezin, superado apenas pelo hino "Don’t Stop Believin' ". Da mesma forma, foram lançados “Departure” e o ao vivo “Captured”, ambos com ótimas vendagens e elevando o nome e a música do Journey aos quatro cantos do planeta. Tudo parecia perfeito, mas o grupo sofre uma grande perda nesta época: desgastado pelas freqüentes turnês, o fundador da banda, o injustiçado Gregg Rolie (escute os álbuns solo deste cara e observe que primor!) sai da banda, dando lugar ao tecladista Jonathan Cain que, além de ótimo instrumentista, era também um exímio compositor.
Com isso o ápice da carreira do Journey veio a seguir em 1981, com o lançamento de “Escape”. Recheado de ‘hits’, a maioria contando com Cain compondo, o álbum chegou ao primeiro lugar nos ‘charts’ americanos. Da gigantesca turnê em promoção deste disco saiu o DVD Live in Houston. Ali via-se um grupo coeso, talentoso e cheio de personalidade. E quem disse que se acomodaram? Mandaram ver com o passo seguinte, o também multi-platinado “Frontiers”. Este disco carimbou de vez a banda como A banda de AOR (isso mesmo, com o “A” maiúsculo). A importância foi tamanha que serviu para batizar a maior gravadora do estilo (a Frontiers, da Itália), é mole?!

Após um hiato de 10 anos, o Journey volta à ativa novamente com a formação de maior sucesso que já teve: Steve Perry, Nean Schon, Jonathan Cain, Steve Smith e Ross Valory, com o lançamento de “Trial By Fire” que teve grandes vendagens logo em sua primeira semana de lançamento. Turnê em andamento, disco vendendo como água, um apanhado de canções marcantes e bem construídas, mas o que é bom dura pouco (perdoem o clichê absurdo!) e Perry precisa deixar o Journey, desta vez por motivos de saúde, (Steve Perry sofreu um acidente no Havaí enquanto praticava alpinismo e machucou-se seriamente, depois estava sofrendo de artrite, devido ao acidente no Havaí e necessitava urgentemente de cirurgia).
Os remanescentes não quiseram esperar por sua recuperação e chamaram o ex-Tyketto Steve Augeri, bom cantor, mas totalmente “na cola” de Perry. Entretanto, isso já é outra história.
Fontes utilizadas:
http://www.journeymusic.com
http://steveperryonline.net
http://steveperryfanclub.homestead.com
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Graduado em Jornalismo, o autor já atuou em diversos segmentos de sua área, mas a paixão pela música que tanto ama sempre falou mais alto e lá foi ele se aventurar pela Alemanha, país onde reside atualmente e possui família. Lendo seus diversos artigos, reviews e traduções publicados aqui no site, pode-se ter uma ideia do leque de estilos que fazem sua cabeça. Como costuma dizer, não vê problema algum em colocar para tocar um Scum do Napalm Death, seguido de Substance do New Order ou Black Celebration do Depeche Mode, daí viajar no tempo com Stormbringer do Deep Purple, se acabar ao som do Bounded By Blood do Exodus e finalizar o dia com alguma coisa do ABBA ou Impetigo. Simples assim.
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