Rockstadt Extreme Festival: 5 dias de metal, caos e shows inesquecíveis na Transilvânia
Resenha - Rockstadt Extreme Fest (Transilvânia, 30/07/2026)
Por xxx
Postado em 18 de setembro de 2026
Fotos: Sophia Velho
Finalmente aconteceu um dos festivais de música metal mais aguardados: o Rockstadt Extreme Festival. O evento, que já se tornou um verdadeiro ícone da cena metal da Transilvânia, chegou este ano com algumas novidades importantes.
A primeira, e impossível de não perceber , foi a mudança de localização. Nesta edição, o festival aconteceu na região de Ghimbav, a aproximadamente 15 minutos de carro de Brașov.
Outra grande novidade foi o tamanho do festival. Este ano, o evento passou a contar com três palcos: dois main stages que se alternam, lado a lado, como acontece em muitos grandes festivais, e um terceiro palco menor.
A ideia do terceiro palco é interessante, mas existe um problema que ficou evidente durante os shows: devido à proximidade entre os main stages e o Andrei Calmuc Stage, dependendo da direção do vento, o som de um palco acaba se misturando ao do outro. E isso pode atrapalhar bastante a experiência de quem está assistindo a um show.
DAY 1 - BLACK LABEL SOCIETY, SABATON E MARILYN MANSON
Musicalmente, o primeiro dia foi uma excelente introdução ao festival. A única crítica ficou por conta de uma certa desorganização inicial por parte da equipe.
São pequenos detalhes que fazem parte do crescimento de um festival e que, felizmente, acabaram sendo rapidamente superados pela qualidade das bandas que subiram aos palcos.
E o primeiro dia já entregou nomes gigantes.
Black Label Society, Sabaton e Marilyn Manson foram, sem dúvida, os grandes destaques e headliners do primeiro dia. Mas isso não diminui em nada as outras bandas incríveis que se apresentaram antes e depois deles.
A programação deste ano do Rockstadt é extremamente respeitável e, principalmente, repleta de nomes de grande prestígio. Só no primeiro dia tivemos GROZA, CREEPER, VENDED, ALCEST e muitos outros.
Se a organização ainda apresentou alguns problemas, o mesmo definitivamente não pode ser dito sobre as bandas.
O show do Black Label Society foi extremamente intenso, com toda aquela energia clássica que Zakk Wylde consegue levar para o palco. E quando ele toca com seu projeto principal, no qual é o protagonista, fica muito evidente sua vontade de mostrar que não é apenas um guitarrista.
Ele é um artista completo, capaz de ser não apenas um dos guitarristas mais icônicos da história do metal, mas também um frontman de enorme presença.
O Sabaton também não precisa de apresentações. A banda já faz parte da história e continua escrevendo a história atual da música metal.
Uma apresentação sólida, forte e energética. O tempo parece simplesmente não existir para eles, e a idade não parece fazer diferença. Eles continuam demonstrando isso através de uma presença de palco impressionante.
E então, obviamente, existe Marilyn Manson.
Quem não conhece Marilyn Manson provavelmente perdeu uma parte importante da própria infância musical. Porque ele não é apenas um nome do metal: é uma verdadeira personalidade da música mundial.
Manson passou pela grande MTV dos anos 90, naquela época em que a televisão realmente ensinava música ao público através de videoclipes de todos os gêneros.
Somos, de certa forma, filhos da MTV Generation, uma geração que passava horas assistindo aos clipes dos artistas mais populares do momento.
E era justamente ali que Marilyn Manson aparecia.
Seus videoclipes transmitiam muito mais do que música. Muitas vezes provocavam desconforto através de cores, estética e estilos extremamente ousados.
Mas Marilyn Manson é muito mais do que isso.
Antes de tudo, ele é um artista que criou músicas extraordinárias, com faixas que literalmente se tornaram ícones da história da música.
Fazer uma música boa é algo que muitos conseguem fazer. Tornar uma música icônica é outra história.
É quando a música realmente se transforma em uma linguagem nativa, capaz de transmitir emoções que dificilmente poderiam ser comunicadas de outra maneira.
O show foi sombrio, com as cores clássicas do artista, seus movimentos característicos e aquele estilo vocal inconfundível.
Um encerramento perfeito para o primeiro dia.
DAY 2 - IGORRR, IN FLAMES E GODSMACK
O segundo dia colocou tudo um pouco mais nos trilhos.
Parecia que o festival estava funcionando muito melhor do que no dia da estreia. Nenhum atraso significativo na programação e as bandas se alternando de maneira praticamente perfeita.
Mas continuava existindo um problema: durante os shows no Adrian Rugina Stage, era possível ouvir claramente o soundcheck do terceiro palco, o Andrei Calmuc Stage.
Como espectador, a única maneira realmente eficiente de minimizar esse problema era ficar mais próximo do palco onde o show estava acontecendo.
Isso também afetava a área VIP. Como ela fica justamente na região entre os main stages e o terceiro palco, e ainda possui uma posição elevada, praticamente não existe maneira de evitar completamente a mistura dos sons.
O palco que menos sofre com esse problema é o Brașov Stage, justamente por ser o mais distante do Andrei Calmuc.
Mas, considerando que este é o primeiro ano nesta nova localização, alguns problemas técnicos desse tipo eram praticamente esperados.
E, no geral, a área do festival é muito agradável.
Existem diversos pontos para comprar comida e bebidas, o que significa que não é necessário enfrentar filas intermináveis para conseguir uma cerveja. Também existem várias áreas de descanso, onde é possível sentar, relaxar e recuperar as energias entre um show e outro.
Um detalhe especialmente interessante é a presença de comida tradicional romena dentro do festival.
E isso, na minha opinião, é um verdadeiro valor agregado para a experiência cultural.
Voltando à música, o DAY 2 trouxe alguns dos maiores nomes da cena metal mundial.
Entre os destaques estavam GUTALAX, IGORRR, TRIBULATION, IN FLAMES, GODSMACK e muitos outros.
Foi praticamente uma corrida do público entre um palco e outro para conseguir acompanhar todas as grandes bandas.
E é impossível não reservar um espaço especial para o show do IGORRR.
Foi simplesmente poderoso.
Um visual incrível, uma execução técnica impecável e, principalmente, aquela alternância entre vocais operísticos e growls, que é uma verdadeira experiência para os ouvidos.
É diferente do metal tradicional e justamente por isso funciona tão bem.
São esses experimentos que tiram a gente da zona de conforto musical e colocam uma descarga de adrenalina diretamente no corpo.
Depois do IGORRR, o público praticamente correu para assistir ao show do NEVERMORE e mais na noite do IN FLAMES.
E o que dizer dessa banda?
São ícones do metal. Tecnicamente impecáveis e acompanhados por um público enorme, que parece seguir a banda para qualquer lugar.
DAY 3 - MOSH PIT SEM DESCANSO
O terceiro dia decidiu que ninguém teria tempo para descansar.
Entre os grandes nomes estavam IN EXTREMO, ACCEPT, ARCH ENEMY, SLAUGHTER TO PREVAIL e LAMB OF GOD.
O Rockstadt claramente queria manter o público ativo, preparando todo mundo para chegar ao DAY 4 em níveis absurdos de energia.
Mas o terceiro dia também trouxe a primeira grande descarga eletrônica do festival.
E ela veio com PERTURBATOR.
A banda não precisa exatamente de apresentações, mas para quem ainda não conhece: seu som mistura metal e música eletrônica de uma maneira extremamente interessante.
Na minha opinião, esses experimentos são justamente o que torna um festival como esse tão especial.
Eles tiram você da esfera da música à qual está acostumado e jogam uma descarga de adrenalina diretamente no seu corpo.
É impossível ficar parado.
Logo depois do Perturbator, o público novamente correu para assistir ao Lamb of God.
E, mais uma vez, a banda mostrou por que é considerada uma das grandes referências do metal mundial.
DAY 4 - HELLOWEEN E UMA FESTA DE ESPUMA
O quarto dia estava entre os mais aguardados e também registrou um público maior do que nos dias anteriores.
O motivo principal tinha nome:
HELLOWEEN.
Uma das bandas mais esperadas pelo público, o Helloween teve o show mais longo de toda a programação: duas horas de apresentação.
Mas eles não foram os únicos grandes destaques do dia.
AMORPHIS entregou um show energético e, ao mesmo tempo, emocionante, graças às suas melodias incríveis.
Também tivemos dois artistas que estavam literalmente jogando em casa: os romenos BUCOVINA e ALEXANDRA CAPITANESCU.
Mas é preciso reservar um espaço especial para o show do SERRABULHO.
A banda portuguesa já é conhecida internacionalmente pelo seu grind metal extremamente energético.
É praticamente impossível permanecer parado durante um show deles.
E eles decidiram transformar a apresentação em uma verdadeira festa.
Durante a tarde, organizaram um verdadeiro "foam party", enchendo o público de espuma com um enorme canhão.
E, sinceramente, ninguém reclamou.
O calor naquela tarde estava praticamente insuportável.
Carlos, vocalista da banda, mostrou ser extremamente habilidoso na interação com o público. Tão habilidoso que chegou a sair correndo pelo festival, levando consigo uma multidão de fãs.
Depois voltou ao palco e continuou uma das apresentações mais divertidas, caóticas e interessantes de todo o festival.
DAY 5 - THE PRODIGY FAZ A TERRA TREMER
Mas o quinto dia era, sem dúvida, aquele que todo mundo estava esperando.
Durante a tarde, CARCASS entrou em cena e colocou o público em modo mosh pit sem parar.
Uma apresentação cheia de energia.
Mas, bom… é Carcass.
Eles simplesmente não erram.
Depois vieram THE GATHERING, com um show de alto nível e uma quantidade enorme de público.
E então, pouco a pouco, o relógio começou a se aproximar das 23h.
Uma hora antes do show principal, o público já começava a ocupar todos os espaços possíveis em frente ao palco.
E a quantidade de pessoas impressionava.
Naquele momento já estava claro: provavelmente aquele seria o show mais aguardado de todo o festival.
Às 23h, uma das bandas mais icônicas, famosas e especiais da música mundial finalmente apareceu.
Os lasers acenderam.
As primeiras notas começaram.
E então todo mundo começou a pular.
Quando "Omen" começou a tocar, literalmente todo o público começou a dançar e saltar sem parar.
THE PRODIGY tinha acabado de pousar no nosso planeta.
E eles estavam ali para entregar uma hora e meia de puro êxtase.
Foi um dos shows mais incríveis aos quais já assisti.
A energia entre o público era praticamente palpável.
Por alguns minutos, todo mundo parecia ser amigo de todo mundo.
O festival inteiro estava dançando.
A terra parecia literalmente tremer sob os golpes das músicas mais icônicas da banda.
E existe uma constatação inevitável: praticamente todas as músicas do The Prodigy são hits.
CONCLUSÃO - UM FESTIVAL QUE TEM MUITO A OFERECER
No final das contas, o Rockstadt Extreme Festival entrega, por um preço relativamente acessível, cinco dias - mais um dia adicional de programação - com bandas incríveis, em um espaço muito agradável e com uma boa estrutura.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Existem diversos pontos de alimentação, com comida de qualidade e, como já mencionado, também opções tradicionais romenas, além das opções internacionais mais clássicas.
A partir do próximo ano, o festival também passará por uma pequena mudança de nome.
Ele deixará de se chamar Rockstadt Extreme Festival e passará a se chamar simplesmente Rockstadt Festival.
Mas o que realmente impressiona positivamente neste festival é, sem dúvida, a qualidade absurda da line-up em relação ao preço do ingresso.
É uma combinação difícil de encontrar.
A nova localização ainda precisa de alguns ajustes, principalmente em relação à acústica e à distribuição dos palcos, mas estamos falando do primeiro ano neste espaço.
E, considerando tudo o que o festival conseguiu entregar, existe muito potencial para as próximas edições.
Agora só nos resta esperar pelo próximo ano.
Esperar pelas novas bandas.
Esperar pelos próximos mosh pits.
E, principalmente, esperar para voltar a viver toda essa energia que o Rockstadt conseguiu proporcionar.




























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