Gloryhammer - primeira apresentação no Brasil em ótimo nível
Resenha - Gloryhammer (Carioca Club, São Paulo, 16/11/2025)
Por Diego Camara
Postado em 20 de novembro de 2025
Um público pequeno se reuniu no Carioca Club no domingo em 16 de novembro para ver a estreia da banda escocesa Gloryhammer em solo brasileiro. Após problemas com a turnê que ocorreria em abril deste ano, que levaram ao cancelamento do show no Brasil, a banda conseguiu realizar sua apresentação no Brasil. Confira abaixo os principais detalhes do show, com as imagens de Fernando Yokota.
A entrada na casa do Carioca Club foi bastante tranquila, e em pouco tempo as centenas de fãs estavam aguardando dentro da casa. Quando deu 20h em ponto, Tom Jones, membro honorário do Gloryhammer, foi colocado no centro do palco enquanto "Delilah" tocava nas caixas de som.

A banda entrou no palco logo em seguida, cantando a plenos pulmões "The Land of Unicorns" com o vocalista Sozos Michael. A qualidade do som estava de altíssimo nível, e fluiu muito bem pela casa. "He Has Returned", veio em seguida, incendiando os fãs da banda que novamente foram o grande diferencial: o público podia ser pequeno, mas cantava muito alto.

Consistência foi o grande destaque da apresentação: o Gloryhammer mostrou bastante animação e vontade durante todo o show, sem deixar a animação cair em um segundo sequer. Nem a falta do tecladista e vocalista Christopher Bowes foram capazes de diminuir o apoio do público, que foi com tudo, e Sozos representou muito bem esse ânimo, puxando inclusive diversas vezes o martelo, trazido por um fã, para brandi-lo no palco.

A animação só cresceu na segunda parte do show, quando a banda lançou vários dos seus principais sucessos. O primeiro foi "Gloryhammer", cantado com muita vontade pelo público, que aproveitou o espaço na pista para fazer o seu próprio moshpit - coisa rara em shows de power metal no Brasil. Neste momento, a banda trouxe o seu próprio martelo no palco, iluminado por luz de led - este é realmente o martelo da Glória!

Em "Masters of the Galaxy", o vocal desapareceu um pouco, dando mais espaço para os instrumentos, em especial a guitarra que ganhou enorme destaque, em especial com o solo limpíssimo. O público tomou os vocais de assalto e, mais uma vez, cantou junto, não ligando para a mudança do som.

O público cresceu ainda mais, e a loucura tomou conta em "Universe on Fire", com muita cantoria e uma roda que acelerou o ritmo dos fãs que se juntavam na frente do palco. Logo depois veio "Hootsforce", sem dúvidas a mais esperada da noite, com um público apaixonado e uma banda bastante emocionada que entregou tudo no final.

Apesar do público bastante pequeno para o Carioca Club, os fãs fizeram valer a paixão pela banda, e o grito dos "Hoots" foi o combustível para uma apresentação excelente, que agradou demais e deu alívio enorme pois finalmente o Gloryhammer conseguiu vir ao país. A Overload entregou um show incrível, digno da potência das guitarras e do excêntrico estilo musical da banda.

Setlist
Intro: Delilah (música de Tom Jones)
The Land of Unicorns
He Has Returned
Fly Away
Angus McFife
Questlords of Inverness, Ride to the Galactic Fortress!
Intro: Also sprach Zarathustra (música de Richard Strauss)
Wasteland Warrior Hoots Patrol
Gloryhammer
Fife Eternal
Masters of the Galaxy
On a Quest for Aberdeen
The Siege of Dunkeld (In Hoots We Trust)
Keeper of the Celestial Flame of Abernethy
Universe on Fire
Hootsforce
The Unicorn Invasion of Dundee
Outro: The National Anthem of Unst









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