Toto - um show impecável do início ao fim em São Paulo
Resenha - Toto (Espaço Unimed, São Paulo, 24/11/2024)
Por Diego Camara
Postado em 28 de novembro de 2024
Há pouco mais de 17 anos, o Toto vinha para uma apresentação em São Paulo pela última vez. Muita gente já tinha perdido a esperança de ver, de alguma maneira, uma parte da banda ainda ao vivo. Assim, o público esgotou o Espaço Unimed neste último domingo, 24, para ver um show mais do que especial de Lukhater e amigos. A apresentação foi impecável e muito acima das expectativas, já tão altas pela qualidade técnica dos músicos. Confira abaixo os principais detalhes do show, com as imagens de Fernando Yokota.
O Toto foi subir ao palco com alguns minutos de atraso, mas bastou as primeiras notas de "Girl Goodbye" para que o público se rendesse a excelente qualidade da banda. O som leve e cativante da primeira música mostrou toda a qualidade do som do Espaço Unimed, especialmente os instrumentos: a abertura, puxada pelo teclado magistral e a excelente linha de baixo, foi coroada pelos vocais mágicos de Joseph Williams. Os aplausos vieram, de um público extasiado pelo início eletrizante da banda.

E logo em seguida, a banda já sacou "Hold the Line", um dos seus grandes sucessos. Jogada corajosa, que funcionou muito bem! A guitarra de Lukhater, muito potente em toda a música, deu a toada para um super show: o público cantou alto o refrão, puxando com muita vontade os vocais. O solo fechou uma apresentação potente, coisa bastante rara nos dias de hoje.

Este, sem dúvidas, foi um dos sons mais precisos já apresentados no Espaço Unimed. Cada instrumento estava perfeito, tudo no exato lugar, com a exata altura que devia ter, sem exageros. Impossível dar um destaque para os integrantes da banda, pois cada um teve seu momento de brilhar durante o show, trazendo toda a qualidade que é esperada de um artista do nível do Toto – onde mesmo quem não é um grande fã da banda, teria que tirar o chapéu.

Feita em homenagem a uma ex-namorada de Williams, "Pamela" veio logo em seguida. Com sua batida muito específica, e uma bateria dinâmica na abertura, a música encantou o público. Aqui quem brilhou foi Phillinganes, um com solo lindíssimo de piano que fez o público acompanhar com vontade nas palmas e cantar muito o refrão. Logo depois, o tecladista faria seu solo, que acendeu o público, fazendo eles cantarem somente no acompanhamento do teclado a música "I Won’t Hold You Back".

O show continuou muito firme e forte, e "I’ll Be Over You", outro dos grandes sucessos da banda, levantou demais o público, que cantou a música inteira. Um belíssimo momento da noite, encaixado novamente por um solo estonteante de Steve Lukhater, mago das guitarras, que também brilhou demais nos trabalhos de "Stop Loving You", outra das favoritas do público.

O show ia se encaminhando para sua parte final, e o público, saudosista, esquentava ainda mais a apresentação. "Georgy Porgy" foi outro grande destaque da apresentação, com outra performance irretocável da banda, perfeita em todos os sentidos. Destaque para o excelente e afiado trabalho de Shannon Forrest, que deu o tom da música, e o ótimo trabalho de Williams, que fez o público cantar muito.

Logo após "Dying on My Feet", Lukhater apresentou a banda, para delírio do público. Cada músico era apresentado pela sua excelência músical, e o público foi agraciado com trechinhos de "Beat It", "The Power of Love" e até de "Hakuna Matata", música que orgulhosamente Joseph Williams cantou no filme original, de 1994, para surpresa de muitos dos fãs da banda.

Na curva final do show, a banda ainda lançou um cover de "With a Little Help From My Friends", na versão do músico Joe Cocker. O público cantou muito o refrão, puxado com grande emoção por Williams. Logo em seguida, o público explode com as primeiras batidas de Forrest para "Rosanna". O público cantou demais, e a música ganhou um ar épico e muito mais dinâmico do que a versão original. "Africa" também veio muito forte, acompanhada com muita vontade pelos fãs, que cantaram junto a música inteira.

Um show como o do Toto é algo raro nos dias de hoje, em especial quando pensamos nos artistas das décadas de 70 e 80. A apresentação foi um primor, de um ponto ao outro, com as músicas trazendo um misto de nostalgia aliada a potência musical e a entrega do artista. A produção da 30e e o Espaço Unimed conseguiram levar ao palco o melhor do artista, que correspondeu a toda a expectativa de uma casa lotada. Ponto altíssimo de 2024.

Setlist
Girl Goodbye
Hold the Line
99
Pamela
Jake to the Bone
Keyboard Solo (por Greg Phillinganes; com trecho de "I Won't Hold You Back")
Burn
I'll Be Over You
Stop Loving You
Little Wing (cover de Jimi Hendrix Experience)
Drum Solo (por Shannon Forrest)
I'll Supply the Love
A Thousand Years
Georgy Porgy
Dying on My Feet
Home of the Brave
With a Little Help From My Friends (cover dos Beatles – versão de Joe Cocker)
Rosanna
Africa











Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música que Paul McCartney escreveu para cantar em cabarés e virou clássico dos Beatles
Os 10 melhores álbuns dos anos 1980, segundo Regis Tadeu
O campeão mundial de Fórmula 1 que gravou solo de guitarra em música do Def Leppard
TMZ divulga novos detalhes sobre a expulsão de Sid Wilson do Slipknot
Marty Friedman volta ao Brasil em novembro para dois shows
Tarja Turunen já participou de evento na Rússia que definiu como "humilhante"
Steve Harris defende o criticado álbum do Iron Maiden que foi gravado num celeiro
11 bandas que nunca fizeram um disco tão bom quanto o primeiro
A banda punk que Lemmy descartou como uma piada; "ruins para cacete"
19 shows internacionais de rock e metal no Brasil até o final de agosto
Mick Jagger não volta atrás após crítica aos Beatles: "Às vezes eu digo a verdade"
Fabio Lione reage extremamente irritado após Circo Voador admitir erro sobre show
Hypocrisy cancela turnê na América do Norte por conta de problemas com vistos
A música do Iron Maiden que foi criticada, mas Steve Harris aprova
Five Finger Death Punch lança "Legacy", o álbum que marca seus 20 anos de carreira



A música do Toto que se tornou trilha sonora do vôlei na Rede Globo
A banda americana dos anos 1970 que é a maior influência da nova baterista do Rush
O clássico do Toto que surgiu na tentativa de compor para Julio Iglesias
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista


