O que Jimmy Page e Steve Lukather conversaram na única vez em que se encontraram
Por Gustavo Maiato
Postado em 03 de dezembro de 2025
O rock é cheio de encontros improváveis, daqueles que duram poucos minutos, mas rendem histórias repetidas por décadas. Foi exatamente esse o caso narrado pelo jornalista The_Phoenician, do Ultimate Guitar, que descreveu a única vez em que Steve Lukather cruzou o caminho de Jimmy Page. Conhecido tanto pelo Toto quanto pelos mais de mil discos em que tocou como músico de estúdio, Lukather contou que sempre carregou a sensação de não ser levado tão a sério quanto os guitarristas "de palco". Até que o fundador do Led Zeppelin resolveu jogar luz sobre isso de uma maneira que ele jamais esperaria - e com Eddie Van Halen assistindo a tudo ao lado.

Segundo Lukather, em entrevista reproduzida pelo The_Phoenician (via Forbes), tudo aconteceu durante um evento do Guitar Center em homenagem a Nigel Tufnel, do Spinal Tap, ocasião que já tinha ares de surrealismo por si só. Ele chegou acompanhado de Eddie Van Halen, o que já colocaria qualquer guitarrista comum em modo de espectador absoluto, mas a situação tomou um rumo inesperado. "Eu chego com Eddie e meus parceiros… vamos encontrar Jimmy Page, algo importante, certo? Jimmy está lá, cumprimentando todo mundo. Ele aponta para mim", lembrou Lukather. A reação imediata, claro, foi acreditar que o gesto era dirigido a Van Halen, mas ele logo percebeu que não.
Steve Lukather e Jimmy Page
Quando se aproximou, Lukather ouviu um comentário que não imaginava escutar do guitarrista do Led Zeppelin. "Ele disse: 'Você tem algo que esses outros caras aqui não têm'. E eu: 'O que é, Jimmy?'", recordou. Foi então que Page explicou: "Você entende e eu entendo, mas aqueles outros guitarristas não. Nós éramos músicos de estúdio. Eles não sabem o que isso significa". A fala, segundo o jornalista, fazia referência a relatos anteriores em que Lukather dizia se sentir subestimado por privilegiar trabalhos de estúdio. Page, ao contrário, deixou claro que via nisso não uma limitação, mas uma virtude.
Lukather contou que a conversa só melhorou dali para frente. Page fez questão de reforçar sua opinião, dizendo que qualquer ideia de inferioridade estava completamente equivocada. "Isso é o oposto da verdade absoluta. Isso te coloca acima desses outros caras", garantiu o britânico. Surpreso, Lukather perguntou se podia abraçá-lo e repetir a frase para outras pessoas - ao que Page respondeu com humor e elegância: "Claro". Para o guitarrista do Toto, a validação daquele momento significou mais do que qualquer prêmio ou posição nas paradas, justamente por vir de alguém que ele admirava desde a adolescência.
Além de Page, Lukather também comentou sobre outro ícone londrino que o marcou profundamente: Eric Clapton. A diferença, porém, foi emocional. Trabalhando com Clapton no álbum "Behind the Sun" (1985), o guitarrista diz que ficou travado como raras vezes na vida. "Meu herói, cara… eu estava tão nervoso que mal conseguia tocar", revelou. Ele explicou que Clapton foi "um dos poucos caras que já me intimidaram", muito por conta da influência que teve sobre ele ainda criança, especialmente o som de guitarra presente em Disraeli Gears, do Cream, que marcou gerações.
Mesmo diante do nervosismo, Lukather lembra que Clapton foi educado e receptivo o tempo inteiro, ainda que talvez tenha interpretado a timidez como distância. "Ele pode ter achado que eu fui um pouco distante, mas eu só não queria atrapalhar. Ele foi super legal comigo… que Deus te abençoe, Eric", disse. Assim, enquanto Jimmy Page representou acolhimento e respeito, Clapton simbolizou aquele tipo raro de intimidação que apenas um ídolo absoluto é capaz de provocar, mostrando como diferentes encontros podem marcar de formas completamente distintas a trajetória de um músico tão experiente quanto Steve Lukather.
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