Haken: a banda entra definitivamente em um som mais moderno com novo disco
Resenha - Haken (Carioca Club, São Paulo, 01/10/2023)
Por Diego Camara
Postado em 08 de outubro de 2023
Desde a estreia do Haken no Brasil, onde eles trouxeram um show impecável em 2019, a banda vem caminhando para uma mudança brusca no seu estilo. Saem as músicas mais alegres e entra um clima mais dark, com uso de elementos técnicos e uma pegada mais eletrônica. O caminho já estava trilhado com "Affinity" e o "Vector", mas encontrou seu ápice com "Virus" e "Fauna", os dois últimos discos da banda que finalmente viram sua estreia no Brasil. Veja os principais destaques do show, com as imagens de Fernando Yokota.
O Haken subiu ao palco do Carioca Club às 19h30m em ponto para o show, recebidos por um Carioca Club com uma boa lotação, mas distante de estar esgotado. Em termos de público, os números devem ter ficado bastante próximos ao do show de 2019, realizado na Fabrique Club.

A banda abriu com "Taurus", uma potência que fez o público gritar pela banda. Sua introdução é magnânima e segue com um som arrastado, puxado muito bem pelas guitarras. O público aplaudiu com vontade. No início do show eles revezaram músicas potentes dos novos discos com a pegada mais clássica do "The Mountain". "In Memoriam" veio primeiro, puxada pelo piano e um vocal magnífico de Ross Jennings, agradando os fãs de ambas as fases da banda.

A performance iluminada da banda em "Cockroach King" foi uma das joias da coroa do show. O público cantou a música inteira, incansável como são. A música ainda fechou de maneira incrível com o solo gigante da música, que puxou a música para um crescendo épico, logo depois seguido pelo final novamente melodioso e vocalizado.

A sequência é quebrada com o grande sucesso do "Affinity", a música "The Architect", que não foi tocada na íntegra, mas sintetiza bem os elementos eletrônicos da banda. O público cantou muito a música, de ponta a ponta, puxada especialmente pela bateria voraz de Raymond Hearne, que estava em uma noite especial, já tendo encantado o público com sua pegada rápida na música "Sempiternal Beings".

O show continuou em alto nível o tempo inteiro, com uma rivalidade saudável criada pelo público e a banda, onde a disputa foi palmo a palmo para ver quem podia fazer mais barulho. O show entrou forte no "Virus" com as músicas "Prosthetic" e "Invasion", tocadas em sequência. A coisa ficou extremamente séria na bateria de Hearne, que novamente puxou ambas as músicas. A banda exagera nas introduções das músicas, fazendo isso de forma rebuscada e extremamente técnica, tirando suspiro dos fãs, que cantaram novamente as músicas de ponta a ponta.

O show foi fechado com "Celestial Elixir", a última remanescente do primeiro disco da banda, que arrancou sorrisos e alegria da plateia. A sobrevivente foi tocada por todos os seus 17 minutos, uma música épica e cheia de reviravoltas de melodia, do uso dos teclados até o vocal épico de Jennings.

Na volta do bis, mais um épico de mais de 15 minutos com "Messiah Complex" sendo tocado na íntegra. A música é um hecatombe sonoro, com diversos elementos mais eletrônicos, uma bateria rápida e guitarras fortes em uma grande sequência de solos que quebravam a parte central das músicas, como uma espécie de anti-Elixir.

O resultado final foi um público mais que contente com o show, que contou novamente com o dedo impecável da LiberationMC e do Carioca Club na produção, o tipo de trabalho que só vemos em um show extremamente profissional.

Setlist
Taurus
In Memoriam
Sempiternal Beings
Cockroach King
The Architect
Lovebite
Prosthetic
Invasion
Pareidolia
Elephants Never Forget
Celestial Elixir
Bis
Messiah Complex I: Ivory Tower
Messiah Complex II: A Glutton for Punishment
Messiah Complex III: Marigold
Messiah Complex IV: The Sect
Messiah Complex V: Ectobius Rex


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