Stone Temple Pilots e Bush: resenha e fotos dos shows em BH

Resenha - Stone Temple Pilots e Bush (KM de Vantagens, Belo Horizonte, 17/02/2019)

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Por Maurício Almeida
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.











Domingo, 17 de fevereiro, um dia saudosista para os belorizontinos. Primeiro, após meses de calor insuportável, a chuva caiu com vontade na semana que antecedeu o domingo. Segundo, havia uma áurea noventista pairando o KM de Vantagens, na região sul da capital mineira. BUSH e STONE TEMPLE PILOTS trouxeram o grunge e fizeram valer cada gota de chuva que insistia em cair, até a hora do show.

Fotos, gentilmente, cedidas por: @caricatte / @rockfaclube

Belo Horizonte foi a última parada da Revolución Tour, no Brasil. Antes, as bandas se apresentaram em São Paulo (14/02) e Rio de Janeiro (15/02). Como anfitriões, a banda REPÚBLICA foi responsável por dar início à festa.

A banda paulista subiu ao palco minutos antes do previsto, o que fez com que tocasse para um KM ainda vazio. Além da antecipação do show, a chuva era forte em alguns pontos da cidade, o que fez muita gente chegar atrasada, inclusive para o show do BUSH, que viria em seguida.

A REPÚBLICA ganhou notoriedade, principalmente, após a sua apresentação na última edição do Rock in Rio. O grupo fez uma apresentação consistente, com os músicos bem entrosados e muito peso ao vivo. Com um repertório baseado no último disco, Brutal & Beautiful de 2017, a banda cumpriu bem o papel, trazendo o público para si. A banda dedicou o show às vítimas da tragédia em Brumadinho e, agradecendo a oportunidade de fazer parte da turnê junto ao BUSH e ao STONE TEMPLE PILOTS, despediu-se do palco.

O relógio marcava 20h15 quando os ingleses do BUSH já mostraram para que vieram. "Machinehead", do primeiro álbum "Sixteen Stone" (1994) leva a galera ao delírio. O público ainda não era grande, parece que a chuva aguardava o grunge de Gavin Rossdale e companhia para permitir que o KM fosse tomado por fãs que se dividiam entre bonés do BUSH e camisas estampadas com as iniciais STP.

Gavin não demorou uma música para ter o público em suas mãos. Bastou os riffs iniciais de "The Chemicals Between Us" para que a plateia cantasse a plenos pulmões. Já tínhamos um acordo naquele momento, as bandas tocariam e os fãs corresponderiam. Desde "Machinehead" até "Sex Type Thing", a saideira do STONE TEMPLE PILOTS.

Voltando ao BUSH, Gavin já estava bem à vontade, enquanto executavam "The Sound of Winter" e "This is War", sua guitarra já tinha sido jogada ao chão e o vocalista não tomou conhecimento das caixas no palco e subia nelas, agitando o público.

"É um prazer estar aqui!", Gavin não precisava nem dizer isso. Era perceptível a empolgação da banda, enquanto o vocalista descia - diversas vezes - para perto do público. "Greedy Fly", na sequência, colocou a plateia nos vocais, novamente. "Everything Zen", "Let Yourself Go" e "Swallowed" mantiveram o público vidrado em uma banda que esbanjava carisma e, pelas palavras do seu vocalista, prometia voltar em breve.

Mas o show ainda estava longe do fim. Gavin ainda tinha muito gás. "Little Things" foi uma pequena faísca para um vocalista que, não se conteve em apenas se aproximar do público. Ele, literalmente, foi pra galera. Pulou as grades para a arquibancada e foi andando por todo KM de Vantagens, com uma equipe de seguranças incrédulos e um público que foi ao delírio.

E, não foi só isso. Ao chegar ao fundo da casa de show, resolveu voltar pelo meio da pista e pular para a pista vip. Estava instaurado o clímax grunge. Gavin Rossdale, esbanjando carisma foi à área destinada aos PNE para cantar junto a um fã cadeirante, que não conseguiu segurar a emoção.

Após essa insanidade. O BUSH só precisava de uma chave de ouro para seu encerramento. Um cover bem pesado de "Come Together" antecedeu o bis com "Glycerine" - e todos celulares acesos, iluminando o KM - e "Comedown". Olha, se Gavin prometeu voltar, é bom que cumpra a promessa, porque o BUSH deixou o povo extasiado.

Ainda bem que o intervalo entre os donos da festa foi maior, porque foi preciso tempo para recuperar o fôlego e, sem o tradicional aviso da casa, Eric Kretz, Robert DeLeo e Dean DeLeo adentram ao palco, sem muito alarde. E, de repente, Jeff Gutt está no palco e tem início "Wicked Garden". Não tinha muito o que entender, havia começado STONE TEMPLE PILOTS. Confesso que não sou o maior fã de STP, mas admiro muito o trabalho de Scott Weiland e, de cara, fiquei surpreso pela presença de palco de Jeff.

Sem tempo para respirar, "Crackerman" fez a pista agitar-se ainda mais e "Vasoline" nos mostrava que o STP ainda era aquela banda do Scott e que eles tinham encontrado o frontman ideal. Após 3 pedradas auditivas, um cumprimento discreto ao público, afinal, o show não pode parar. E a noite do STP estava apenas começando.

"Silvergun Superman" antecedeu a histeria causada em "Big Bang Baby". Ver Jeff Gutt no palco era quase como ver um cover perfeito de Scott Weiland, mas Jeff tem seus méritos e provou porque estava ali. Quando o riff de "Big Empty" ecoou, o público já estava sob nas mãos de Jeff.

E aí, quando veio "Creep", o show chegou no seu ápice de clímax. Estávamos todos sob um tributo ao melhor dos anos 90, com uma homenagem a Scott Weiland e um seja bem-vindo Jeff Gutt. Daí adiante, o STP só tinha que manter o nível. A prova de que a banda dominava o público foi uma versão quase acústica de "Plush", mais entoada pelos fãs do que pelo próprio Jeff.

Até a mais nova "Meadow", do recente disco "Stone Temple Pilots", de 2018, manteve os ânimos elevados. "Interstate Love Song" foi, com certeza, outro ponto alto do show, mas, o que veio depois foi para levar o KM abaixo. Após o clássico, Jeff e companhia executavam "Roll Me Under" quando o vocalista decidiu fazer o show no meio da galera. Assim como Gavin Rossdale, Jeff pulou as grades de divisão entre as pistas e cantava em meio a puxões e seguranças, novamente, incrédulos. Parecia que o protocolo da noite era não ter protocolos.

Após a festa em meio aos fãs, o STP ainda mandou a pedrada de "Dead & Bloated", "Trippin' on a Hole in a Paper Heart" e, para encerrar a noite, "Sex Type Thing". Os fãs de STP têm motivos para comemorar, Jeff será sempre comparado ao Scott Weiland, mas sua performance demonstrou que ele não parece se incomodar, o STONE TEMPLE PILOTS, com a benção de Weiland, é a banda de Jeff Gutt e nós, fãs, quem ganhamos com isso.

Setlist BUSH:

1- "Machinehead"
2- "The Chemicals Between Us"
3- "The Sound of Winter"
4- "This Is War"
5- "Greedy Fly"
6- "Everything Zen"
7- "Let Yourself Go"
8- "Swallowed"
9- "Little Things"
10- "Come Together" (cover de Beatles)
11- "Glycerine"
12- "Comedown"

Setlist STONE TEMPLE PILOTS

1- "Wicked Garden"
2- "Crackerman"
3- "Vasoline"
4- "Silvergun Superman"
5- "Big Bang Baby"
6- "Big Empty"
7- "Creep"
8- "Plush"
9- "Meadow"
10- "Interstate Love Song"
11- "Roll Me Under"
12- "Dead & Bloated"
13- "Trippin' on a Hole in a Paper Heart"
14- "Sex Type Thing"



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