Phil Anselmo: resenha e fotos do show em Porto Alegre

Resenha - Philip H. Anselmo and The Illegals (Bar Opinião, Porto Alegre, 29/01/2019)

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Por Luciano Schneider
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O clima em janeiro na cidade de Porto Alegre é algo absurdo, beirando o insuportável. E ainda mais para quem usa roupas pretas. Mesmo assim, no final de tarde e começo da noite do dia 29/01, quem passasse na frente do bar Opinião veria uma multidão trajando preto, a maioria bebendo cerveja numa tentativa de combater o calor implacável. Mas havia um motivo especial para se vestir a caráter nesse dia: o show de Phil Anselmo e seu mais recente projeto, The Illegals.

O consagrado vocalista, do alto de seus 50 anos de idade, alcançou a fama com a banda Pantera, um dos grupos que definiram o metal nos anos 90. Após o final da banda, Anselmo não ficou parado, tendo sido vocalista de outros grupos musicais conhecidos, como Down e Superjoint Ritual. Atualmente lidera a banda The Illegals, que, segundo me informaram, declara fazer "anti-música". Mas seja como for, a maior parte dos presentes estava ali para ouvir Pantera, o que compõe metade das músicas tocadas nessa turnê.

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Pontualmente às 21 horas, horário anunciado para o show, a banda sobe ao palco. O último a entrar é obviamente o vocalista. Um veterano dos palcos, Phil Anselmo tem um carisma natural, que se reflete em sua atitude. Mesmo sendo recebido com gritos ensurdecedores, demonstra a tranqüilidade de quem encara isso como rotina, mascando seu chiclete e cumprimentando as pessoas da primeira fila.

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Porém, assim que os vocais entram na primeira música, Bedridden, o clima esquenta, com cerveja voando e muita bateção de cabeça. A idéia da banda é um som pesado, com uma mistura de metal e hardcore e mudanças bruscas de clima e andamento. As primeiras cinco músicas do show eram do repertório do Illegals e o público fez o possível para acompanhar, mas são músicas complexas de entender em uma primeira audição.

De qualquer maneira, verdade seja dita, poucos ali estavam interessados em ouvir as músicas novas. A grande atração era ver Phil Anselmo cantando as músicas que o consagraram, do Pantera, e a segunda metade do show era dedicada à isso. Portanto, quando a hora chegou, aqueles que já sabiam o repertório começaram a pedir em coro por Mouth For War, e foram prontamente atendidos. Nesse momento é que o show começou realmente para a maior parte dos presentes, com todos em massa cantando a música a plenos pulmões. Essa tendência continuou, geralmente com Phil Anselmo cantando as estrofes e deixando os refrões para o público. E assim seguiram, com Becoming, This Love, Fucking Hostile e Hellbound.

Depois de um medley de Domination e Hollow, a banda se despede e sai do palco. Um show muito curto, de apenas 55 minutos. Mas claro que logo voltaram, após pedidos incessantes de bis. Phil Anselmo aproveita para elogiar a empolgação do público e pergunta o que querem ouvir. O povo pede e é atendido, com Walk.

Ainda houve tempo para I'm Broken e para ver Phil Anselmo levantando a camiseta para fazer uma dancinha do ventre, uma desculpa para mostrar a sua conhecida tatuagem, que diz "Unscarred". Após a saideira, com A New Level, e uma última brincadeira do vocalista, que chamou o público para cantar a última frase de Stairway To Heaven, Anselmo agradece, faz o popular "mic drop" e sai do palco, dessa vez definitivamente. Um show que foi realmente curto demais. Mas não estou reclamando. Afinal, creio que todos saíram satisfeitos após ver de perto esse ícone do metal.




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