Tarja: mais do mesmo e algumas surpresas em 2h de show em SP

Resenha - Tarja (Tom Brasil, São Paulo, 01/09/2018)

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Por Diego Camara
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Pouco mais de um ano depois da última apresentação em solo brasileiro, a cantora finlandesa Tarja Turunen, mostrando ser uma enorme fã do público e do calor brasileiros, voltou ao país para uma série de apresentações. Apesar do pouquíssimo tempo entre uma apresentação e outra, o que dificulta a venda de ingressos e diminui o tamanho do público, muitos fãs apaixonados ainda foram ao Tom Brasil para acompanhar a apresentação da vocalista. Confira abaixo os principais detalhes do show, com as imagens exclusivas de Fernando Yokota.

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O show começou com 10 minutos de atraso. O público no Tom Brasil era pequeno, especialmente na pista comum da casa, onde até mesmo a parte dos fundos estava fechada por cortinas. Neste caso, o show anterior mostrou impacto, pois havia um público bem maior na última apresentação em 2017. Os fãs porém estavam bastante animados, e se empolgaram bastante na abertura da música "No Bitter End", gritando e cantando bastante junto com Tarja.

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O som não estava incrível, mas mesmo assim esteve bastante satisfatório. Alguns momentos de som embolado, com alguns instrumentos se chocando, e a bateria um pouco baixa marcaram a maior parte do show. Os vocais de Tarja, porém, passaram quase que incólumes pelas oscilações técnicas da apresentação.

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A apresentação foi bem parecida com o show anterior em São Paulo, com um setlist estendido e algumas boas surpresas que encantaram o público. Na primeira parte do show, as surpresas foram a música "Diva", "Eagle Eye" e "Little Lies". Essas apresentações foram boas e positivas, mas as músicas que fizeram sucesso realmente foram as já batidas "Calling from the Wild", que veio com um pedido para que o público olhe melhor para a natureza e a degradação de nossas florestas.

Em seguida veio a apresentação do cover do MUSE, "Supremacy", no qual Tarja mostra uma excelente e incrível apresentação vocal, dando a música um novo ar. A apresentação da banda aqui é incrível, com a força das guitarras em ponto alto. O público se apaixona ainda mais quando ela puxa uma bandeira do Brasil para o palco, a segurando com ambas as mãos. Aproveitou também para tecer opinião sobre o Muse, que para ela é uma de "suas bandas favoritas".

O medley do Nightwish foi muito bem recebido. Tarja trouxe novamente as mesmas músicas para o palco, que ainda empolgaram muito o público. Iniciando com a egípcia "Tutankhamen", além da cantoria de "Slaying the Dreamer". Uma apresentação que apaixonou o público que desejava ver mais da banda nos shows de Tarja.

No set acústico, que foi rapidamente montado no palco, a grande surpresa foi o cover de "Lanterna dos Afogados" dos Paralamas do Sucesso. Com algumas folhas de papel na mão, lendo provavelmente uma transcrição da letra da música, ela mostrou ótima desenvoltura e um excelente português, dando aplausos efusivos para a belíssima homenagem que foi produzida.

A grande surpresa da noite então veio com uma belíssima homenagem a Lloyd Webber, com a apresentação incrível de "The Phantom of the Opera", tocada exclusivamente aqui em São Paulo. A mística da música, que foi uma alavanca para Tarja entrar nas aulas de canto lírico e na carreira de cantora, emocionou o público e encheu de magia o palco. Fechando o show, a apresentação incrível de "Victim of Ritual" empolgou os fãs, que cantaram junto com Tarja a plenos pulmões durante toda a música.

O bis ainda veio recheado, então com a maioria dos sucessos da carreira solo da finlandesa. Sem Nightwish, porém. A primeira foi "I Walk Alone", dessa vez não acústica. Um belíssimo sucesso, que mostra o impacto e a força da voz de Tarja, com a cantoria forte da plateia. Fechando o show, mais uma vez, "Until My Last Breath" foi mais uma vez um ótimo fechamento. O público apaixonado se rendeu novamente para a paixão que Tarja leva ao palco.

Setlist:
1. No Bitter End
2. 500 Letters
3. Demons in You
4. Little Lies
5. Eagle Eye
6. Diva
7. Calling from the Wild
8. Supremacy (cover de Muse)
9. Tutankhamen / Ever Dream / The Riddler / Slaying the Dreamer (cover de Nightwish)

Set Acústico:
10. Until Silence
11. The Reign
12. Mystique Voyage
13. House of Wax (cover de Paul McCartney)
14. Lanterna Dos Afogados (cover de Paralamas do Sucesso)

15. The Phantom of the Opera (cover de Andrew Lloyd Webber)
16. Love to Hate
17. Victim of Ritual
Bis:
18. I Walk Alone
19. Innocence
20. Die Alive
21. Until My Last Breath




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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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