Pastore: a fênix voa alto
Resenha - Pastore (Estúdio Som, São Paulo, 27/05/2018)
Por Nelson de Souza lIma
Postado em 04 de junho de 2018
Rolou no último domingo, 27, o show da banda Pastore lá no Estúdio Som, na Teodoro Sampaio, em Pinheiros. Liderado pelo vocalista Mário Pastore o grupo está divulgando o disco "Phoenix Rising". Essa apresentação resultará num box CD/DVD ainda sem previsão de lançamento. O público foi apenas razoável, provavelmente, em virtude do estado de emergência decretado na cidade. O caos econômico/social virou esse país de pernas para o ar nos últimos dias e a falta de combustíveis intimidou as pessoas a sair de casa.
Quem tinha gasolina tava lá. Ou não necessariamente, pois a Estação Clínicas, da Linha Verde, é próxima ao Estúdio Som. A minha querida Intruder tá sempre por perto e com taque cheio pra me salvar. Acompanhado da filhota/fotógrafa Letícia Nunes Lima (confiram as imagens) cheguei por volta das 19 horas. Logo na entrada trombamos com o Marião. Gente fina pra caramba agradeceu nossa presença, nos deixou à vontade, criando aquela brodagem. O Estúdio Som é um complexo sonoro/gastronômico/de convivência bem aconchegante. Há amplas salas de ensaio, estúdio de gravação e um espaço aberto pra comer um lanche, conversar e trocar ideias com a roqueirada. Pronto, o merchan tá feito.
Galera chegando, camisetas pretas, rockers com visual oitentista e a tradicional lojinha vendendo artigos do Pastore e da banda Armadilha, que abriu o show. Como tem muita coisa pra falar serei o mais sintético possível. Por volta das 20h20 a Armadilha abriu os serviços da noite. O quarteto formado Pedro Zuppo (vocal), Alemão (baixo), Denis (guitarra) e Marcelo (bateria) faz uma sonzeira totalmente metal setentista/oitentista. Inclusive no visual. Zuppo com couro/tachas/rebites foi chamado pelo Pastore de Rob Halford com cabelo. O Alemão parece ter vindo diretamente dos anos 80. O cara agita no palco como autêntico banger. Aliás, uma galera bangueou bastante em frente ao palco. No set list dos caras várias porradas como "Fúria sobre duas rodas", "Brigada Metal", "Decapitar o poder" e "Metal Inquebrável". Letras em português pra cantar junto. Entre uma pancada e outra gravaram cenas para um novo clipe com a música "Sacrifício". Ás 21h21 encerraram o show saudados pelos fãs, caindo literalmente nos braços do povo. O negocia agora era esperar pelo Pastore e companhia para o gran finale.
Ajustes técnicos aqui, afinação de instrumentos ali, Marião aquecendo a voz. Tudo na maior camaradagem. Fumaça cênica pra dar o clima rocker e pouco antes das 22 horas o quinteto sobe ao palco saudados pela galera. A banda do Pastore é muito foda integrada por Jhonny Moraes e Ricardo Batista (guitarras), Fábio Carito (baixo) e Marcelo de Paiva (bateria). Um intro matadora do Marcelo de Paiva e os caras começam o show mandando a faixa-título do novo disco. Na sequência as matadoras "Dawn Proud" e Symphony of Fear", porradaça cujo clipe tá rolando no Youtube. Depois mandaram "March Of Fear", "Mo More Lies", "Salvation Paradise", entre outras pancadas. Já disse que a banda é muito boa, as guitarras dobradas de Moraes e Batista trabalham muito bem. O baixista Carito muito técnico dominando os grooves e taping com maestria. Marcelo de Paiva segura as baquetas como se fossem marretas, alguém já disse isso. Mas tá valendo. No quesito voz o Pastore é mestre, no sentido literal. Manda bem dos graves aos agudos. Grande vocal mesmo. O que não ficou muito legal foi o fato de bangers que conferiram o show do Armadilha foram embora e não conferiram a puta apresentação do Pastore. Um comportamento burro, sem sentido. Perderam um showzaço.
A apresentação correu de boa só com sonzeira de prima. Antes de tocarem "Get Outta Of My Way" o Pastore confessou que escreveu a letra num dia de fúria, ainda bem que não agiu como o Michael Douglas no filme. Pouco depois das 11 da noite os caras encerraram com "Price for The Humans Sins" e "Brutal Storm". Ótima apresentação que registro ao vivo ficará de prima. Esperemos pra ver.
Bom, como gosto de pegar as impressões dos músicos pós show lá fui eu tietar os caras. Nosso bate-papo deveria ter rolado lá mesmo, contudo a casa tinha que fechar por causa do horário. Então o que fizemos todos? Fomos parar numa unidade de uma famosa rede de fast food. Se é que me entendem já sacaram.
Entre hambúrgueres, refris e cafés troquei uma ideia com os caras. Os melhores momentos da conversa abaixo.
Qual foi a impressão de vocês desse show que acabaram de realizar no Estúdio Som?
Pastore: Bom, falo um pouco por mim depois os meninos falam também. Foi um show válido, porque nós tínhamos mesmo que fazer um registro ao vivo. Ensaiamos, nos dedicamos e agora, graças a Deus, vejo esse time e forte comigo. Acho que temos que mostrar o poder de fogo da banda ao vivo. Pra mim foi bacana.
Jhonny Moraes: Foi um super show. Nos preparamos bem. Estamos começando a levar a Pastore pros palcos com o novo "Phoenix Rising" e fizemos um show anterior no SESC Santo André que também foi muito legal. Nesse show estamos com, tipo uma nova formação, já que o Márcio Eidt, que está indo morar fora do Brasil, não tá mais. Então agora estamos amadurecendo show com esta formação que tocou hoje. Em tese foi o primeiro show que vai seguir com a turnê.
Nota: A banda contava com três guitarras: Moraes, Batista e Eidt
Marcelo de Paiva: Pegando carona no que o Jhonny falou, me diverti muito. Tá sendo uma experiência pra gente ver como nos viramos com duas guitarras. Fazíamos uma divisão de vozes e responsabilidades que encaixavam muito bem. Com três guitarras conseguíamos fazer arranjos mais legais.
Moraes: Agora estamos readaptando as músicas, vendo com o baixo como podemos fazer melhor ao vivo. São situações diferentes, no disco e ao vivo com três guitarras dividimos as vozes que cada guitarra vai fazer. Ainda estamos numa fase de experimentação das coisas. Pros próximos shows deve ficar melhor.
Mudam muito os arranjos no estúdio e ao vivo?
Ricardo Batista: É uma coisa natural que acontece nos ensaios. A gente testa como fica de um jeito no ensaio. Se ficou bom a gente continua, senão mudamos. Tem coisa que a gente combina na hora. Um pouco antes do show combinamos de fazer de tal forma e por ai vai.
Fábio Carito: Dividimos em dois grupos as guitarras fazem as harmonias e eu e o Marcelo fazemos os arranjos de baixo e batera. Depois o Pastore dá uma olhada e decide.
Pastore: É. Eu dou o carimbo final. Risos.
SET LIST
ARMADILHA – 27/05/2018 ESTÚDIO SOM
1932
FÚRIA SOBRE DUAS RODAS
FILHOS DO ÓDIO
BRIGADA METAL
DECAPITAR O PODER
O HERÓI
SACRFÍCIO
METAL INQUEBRÁVEL
GUERRA NO ESPAÇO
SET LIST
PASTORE – ESTÚDIO SOM – 27/05/2018
DRUM INTRO
PHOENIX RISING
DAWN PROUD
DRUM INTRO – SYMPHONY OF FEAR
MARCH OF WAR
NO MORE LIES
SALVATION PARADISE
I NEED MORE
HOLY WAR
TIME GOES BY
GET OUTTA OF MY WAY
FIRE AND ICE
PRICE FOR THE HUMANS SINS
BRUTAL STORM
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